sexta-feira, 17 de novembro de 2017

SINTRA: 7 MESES DE "INQUÉRITO À MAJORAÇÃO DO IMI" ?

Recentemente, no calor da noite eleitoral, o candidato Basílio Horta e reeleito Presidente da Câmara logo apontou uma série de promessas a seis meses...

Uma delas - futura - para a  "Redução do IMI", esquecendo a promessa feita - quase seis meses antes - de um Inquérito à Majoração do IMI em 30%.

Isso afectará a estabilidade pensante dos audientes, já que Sua Excelência, volta não volta, deixa informações cujos contornos confundem ou levantam questões... 

Vejamos uma delas, de que nada se sabe passados que são mais de sete meses...  

Inquérito sobre a majoração do IMI em 30%


"Vamos levantar um inquérito" foram palavras de Sua Excelência - em directo - face à reclamação de contribuintes pela Majoração de 30% sobre o IMI.

Foi em 13 de Abril deste ano que, à TSF, Sua Excelência proferiu essa intenção que não vamos sequer admitir como de circunstância.

Em 17 de Abril deste ano abordámos o assunto (por favor clique para rever).

Não pode ignorar-se que, quando da Proposta, foi chamada a atenção de Sua Excelência para a grande variação entre Contribuintes notificados em 2013 e 2016. 

Que respondeu? "Nessa altura não funcionava isso nem o resto. Agora funciona".

Sabemos no que deu...anulação de tudo...perde de receita para a Câmara.

Ao fim e ao cabo, decorridos 7 meses, houve ou não o "Inquérito"?  

Se houve, a quem assacar responsabilidades pelos danos monetários (não cobrança do se seria justo) causados à Câmara Municipal de Sintra? 

Se não houve, quem travou o compromisso assumido, denegando a "transparência" frequentemente citada pelo Presidente da Câmara?

Não vamos pensar - muito menos admitir - que o dito à TSF tenha sido uma saída airosa, por se avizinharem eleições autárquicas. 

Do que se passou haverá responsáveis, ou pela decisão menos ponderada de aplicar a Majoração ou pelo esquecimento do Inquérito prometido.

Com a anulação da Majoração quem mais beneficiou? Pequenos proprietários que se sacrificam para ter uma casa ou donos de grandes instalações abandonadas?

Estamos certos que Sua Excelência não deixará de, antes do final do ano, prestar os esclarecimentos devidos num caso em que empenhou a sua palavra.

Passaram mais de Sete Meses e os munícipes têm o direito de saber, nomeadamente os danos financeiros sofridos pela Câmara Municipal.

Esta uma promessa que não vamos deixar esquecer.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

SINTRA: SR. PRESIDENTE, COMO ESTAMOS DE HOTEL NETTO?

Quando em Novembro de 2013 a Câmara Municipal de Sintra se preparou para adquirir as ruínas do Hotel Netto, falava-se na "sua transformação num hostel dirigido essencialmente à juventude"...criando naturais expectativas.  

Pelos ditos, sonhava-se com a recuperação do Património Histórico, enriquecendo a Autarquia, isto é, os Munícipes, que ao investirem com ele se valorizavam. 
  
(Não era o mesmo que demolir casas degradadas para "investir" numa Pousada da Juventude que se tornará propriedade de entidade alheia ao Município)

Surpreendeu que, em Março de 2016, depois de tanto palavreado sobre a História do velho Netto, a Câmara o revendesse em hasta pública...com um único ofertante. 

A venda tinha incentivos: Milhão de euros como base, incluía as "peças processuais de arquitectura e especialidades elaboradas e aprovadas pelo Município".

Eram omissos os custos suportados pelo Município com projectos de arquitectura, electricidade, gás, arquitectura paisagística, estruturas, águas, águas residuais e pluviais, telecomunicações, acústica, pareceres técnicos e por aí fora.       

O Plano de pagamentos viria a ser à la longue após os iniciais 20 por cento...


Disse Basílio Horta, Presidente da Câmara

"A Câmara Municipal não tem habilidade para gerir uma unidade hoteleira, não é esse o seu trabalho", palavras que justificavam a venda das ruínas do Hotel Netto. 

Meditamos se, com a Pousada da Juventude de Sintra, construída em/e para se tornar Património das Infraestruturas de Portugal, a Câmara se tornou hábil. 

Que Serviços da Câmara acompanham a obra do Netto?

Certamente que, num negócio destes, com a sensibilidade da recuperação e do local, foi logo destinada uma equipa técnica altamente especializada para a seguir.

Todavia, há mais de um mês que a recuperação não parece evoluir segundo um Plano para possibilitar que a Câmara Municipal receba as "tranches" do pagamento. 


Ora, ninguém observa - por exemplo - este AVISO, e a falta de dados bem visíveis como parece ser exigível em obras devidamente licenciadas e em curso?

Uma verdadeira cratera

A imagem acima não constitui qualquer exclusivo nosso, podendo ser observada por qualquer pessoa, disponível pois para os técnicos camarários responsáveis.

Na verdade, se a Obra não se aproximar da sua conclusão, mais se dilata o prazo para o pagamento da dívida, segundo o plano acima mostrado. 

Haverá entraves? Da parte de quem? Haverá qualquer outra razão?

O Senhor Presidente tem de providenciar para que tudo o que foi negociado seja cumprido, porque há interesses da Câmara Municipal de Sintra em jogo.

Terá sido um assim tão bom negócio?




domingo, 12 de novembro de 2017

LUBECK...E "DER TEUFEL" SEU SIMPÁTICO ANFITRIÃO...

Neste Domingo viajamos para Lubeck e, para chegarmos cedo, apanhámos o voo Tap das  7,20h devendo chegar (se cumprir horário) a Hamburgo às 11,40. O comboio regional S1 nos levará a Lubeck, cerca de hora e meia depois. Vale a pena. 

O Diabo simpático...

A Marienkirche, ao lado da qual se senta o "Der Teufel"

O Centro Histórico da belíssima cidade medieval de Lubeck, Património da Unesco, justifica esta nossa curta viagem de Domingo, convictos de que gostarão.

A zona que constitui Património da Humanidade é uma Ilha. 

Antes de nos embrenharmos pelas estreitas ruas e pátios, devemos apresentar o simpático diabo da foto acima e que está ligado a uma lenda fantástica...

Nada consta sobre "Der Teufel" (o diabo) ser apreciador de vinho. Depois de um bombardeamento destruir a Igreja Maria, aquando da reconstrução o "diabinho" foi enganado, dizendo-lhe que seria uma casa de vinhos. 

"Der Teufel" foi enganado até que, ao descobrir a verdade, ameaçou destruir tudo...levando então a que lhe prometessem uma Adega em frente, para o apaziguar.

Cumprida a promessa, não deixou de se mostrar junto à Igreja, recusando-se a entrar nela mas podendo observar a desejada Adega (que ainda lá está).

Para memória, a escultura está na parte exterior da Igreja, mostrando um Diabinho bem disposto, dialogante e disponível para quem se queira sentar ao seu colo.     

Seguiremos para a Praça do Mercado, onde é a Rathaus (Câmara Municipal), frequentemente ocupada em actividades diversas, nomeadamente Culturais. 


Lubeck é uma cidade orgulhosa de ser Património da Humanidade e os seus habitantes não só a defendem como contam com as populações vizinhas na partilha. 

O Centro Histórico visto da margem oposta à Ilha

Na margem oposta à Ilha, o Rio Trave e a sua margem dão uma sensação de calma que nos rejuvenesce o espírito e conforta a alma.

A outra margem vista do Centro Histórico

Na zona residencial nota-se o gosto dos moradores, a reserva dos espaços e a calma que por lá se vive e a higiene ambiental, sem lixo e sem barulhos. 

A calma, a higiene, o bem estar

Viver assim é qualidade de vida garantida


Fica uma vista Panorâmica da cidade (vista da Igreja de Pedro) com as casas que foram armazéns no tempo da Liga Hanseática e a Holstentor com o seu Museu.

O Sol por vezes é tapado por umas nuvens e a temperatura rondará os 6 graus. 

O regresso impõe que deixemos uma das mais belas e calmas cidades da Alemanha, onde não há ruidosos escapes de Tuk-Tuks, nem trânsito engarrafado. 

É, justamente, Património da Humanidade e isso ´merece o respeito de todos.

Para todos Votos de Boa Viagem e que passem um Bom Domingo. 


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

SINTRA: DA SUBCONCESSÃO À POUSADA DA JUVENTUDE

Depois do artigo aqui publicado em 3.11.2017 (por favor clique para rever) ficámos ansiosos por melhores esclarecimentos sobre o tema abordado.

Até ao momento, o silêncio dos políticos envolvidos não ajuda à clarificação.

inclinação do Presidente da Câmara para aludir à Pousada da Juventude não clarificando que o edificado virá a ser património de terceiros torna-se estranha.

Inclinação que terá congénitos na imprensa regional onde, recentemente, uma foto de primeira página remetia para o interior com texto de CMS que também o omitia.

Tais inclinações, considerando como se desenvolveu o processo que levou ao Contrato de Subconcessão, justificam o completo esclarecimento público.

A Reunião Extraordinária Privada de Câmara de 5.4.2016

Julgávamos, na infinita ignorância, que Reunião Extraordinária tinha figura própria, excepcional, para decisões de cunho transcendente e inadiáveis.

Reunião Extraordinária seria isso mesmo, específica, limitada nos temas face à urgência deliberativa. Terá sido a intenção desta? Vejamos um pouco mais...

Esta "Reunião Extraordinária" teve 33 Informações antes e 44 Propostas na Ordem do Dia, constando a Proposta de Subconcessão para a Pousada em 30º. lugar!

"Avaliação dos prédios" seguida de Proposta de Subconcessão

Em 19.11.2014 foi nomeada uma "Comissão de Avaliação" (Despacho Presidencial 162-P/2014) incumbida da "avaliação dos prédios" das antigas instalações da CP na Rua Dr. Alfredo Costa, em Sintra, propriedade de Infraestruturas de Portugal SA. 

A Comissão de Técnicos, num Processo altamente Qualificado, recorreria a Métodos Comparativos de Mercado e subscreveu em 16.10.2015 (331 dias depois do Despacho) um Relatório decidindo "atribuir ao imóvel o valor de 320.000€" (*)...


Em "Fevereiro de 2016" (dia omisso), mais de 107 dias depois, seguiria...

...uma Informação-Proposta SM 13090 para o "Exmo. Chefe da DGPI" propondo a Subconcessão, documento que este, por sua vez, enviou em 30.3.2016 "À consideração do Exmo. Sr. Presidente Dr. Basílio Horta". 

No dia seguinte (31.3.2016) "Basílio Horta" "Presidente", escreveu "Concordo", sendo "agendado" para a Reunião de Câmara de 5 ABR.2016.

Pode inquirir-se do porquê de uma "Comissão de Avaliação" para património alheio se o passo seguinte não for a aquisição..seguiu-se a Proposta de Subconcessão. 

Não teria sido mais útil a "Comissão de Avaliação" apresentar uma Estimativa Fiável de Custos a suportar pela Câmara com a Demolição de edifícios e nova construção para a Pousada, indicando as mais-valias para as Infraestruturas de Portugal?

Daí que, aparentemente, alguma confusão se tenha mantido.

O Presidente, antes da Ordem do Dia, diria: - "queremos fazer ali uma coisa útil investindo 660 mil euros". Na Discussão da Proposta aludiu a "600 mil" e no "impacto que tem uma Pousada da Juventude durante 25 anos". O Contrato é por "20 anos"... 

A complexa Proposta levou mais de 470 dias até ser agendada mas aos Eleitos da Câmara concederam-se pouco mais de dois dias para análise em conjunto com mais 33 Informações e 43 Propostas...só se abstendo os Vereadores sem Pelouro.

Assim se aprovou a Cláusula Quinta (ponto 5): "Todas as obras ou benfeitorias efectuadas pelo SUBCONCESSIONÁRIO (...)poderão ingressar gratuitamente no domínio público ferroviário à medida da sua execução (...)"

Quando Sua Excelência, no passado dia 1 de Outubro, entre aplausos eleitorais citou a Pousada da Juventude como "investimento de 3.2 milhões de euros", omitindo que era Património em terreno alheio, como se terão sentido os apoiantes?

Estes alguns subsídios para a história da Pousada da Juventude...


(*) - "Imóvel" que envolverá duas edificações e respectivos Logradouros,      inserido "na malha urbana do aglomerado do Centro Histórico de Sintra".

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

SINTRA: POUSADA DA JUVENTUDE PAGA "CONTRAPARTIDAS"

Pousada da Juventude de Sintra, um "case study"

As alusões à construção de uma Pousada da Juventude em Sintra, pela diversidade de elementos divulgados, justificará um apelo ao Senhor Presidente da Câmara para o total e cabal esclarecimento, pois outra coisa não pretenderá que a transparência.

Recentemente, na euforia da vitória para novo mandato, Sua Excelência garantia irmos "ver grandes investimentos": "(...) Vão ver a Pousada da Juventude que é um investimento de 3,2 milhões de euros...(...)". Recordamos o feliz momento:

No calor da noite eleitoral (1.10.2017), a Pousada já nos custa "3,2 milhões de euros".


Passados uns dias, no local da Obra surgiria o Painel que, dizendo "Construímos um município melhor para si", indica o Preço Contratual de 1.329.200 € + IVA..

Antes (Sessão de Câmara de 5.4.2016 - pág.52) Sua Excelência aludiria a "(..) fazer ali uma coisa útil investindo 660 mil euros (...). 

Estamos - munícipes, claro - perante um trilema que só Sua Excelência poderá, por agora, esclarecer, dizendo-nos qual a realidade em que devemos confiar.

Edifício da Pousada da Juventude não será propriedade da Câmara

Os Munícipes têm o direito de saber que o seu dinheiro está a pagar demolições, pagará a nova construção, suportará várias obrigações e nada será seu Património.

É bom saber-se que, além dos custos relacionados com obras, a Câmara ainda pagará "Contrapartidas" que, em termos práticos, correspondem a "Rendas Mensais". Até à abertura da Pousada ou 30 meses 1100€ e depois 2000€ mensais. 


Quantos, até agora, se iludiram com alusões à Pousada da Juventude de Sintra, convictos de ser Património Municipal, terão as suas convicções desfeitas.

Não podemos é esquecer que há responsáveis pela deformação informativa.

Como foi possível Aprovar-se o Contrato de Subconcessão?

Da "Reunião Extraordinária Privada" da Câmara Municipal de Sintra, de 05.04.2016 (por favor aceda à ATA 7/16 clicando aqui) constava a Proposta (274-P/2016) para subconcessão de dois edifícios à IP Património - Administração e Gestão Imobiliária.

Obviamente que, pelo teor da Proposta, Vereadores atentos - eleitos para a defesa dos Patrimónios Financeiro e Imóvel dos Munícipes - logo terão inferido que a construção da Pousada da Juventude de Sintra seria em terreno alheio, com reflexos.

Se, quaisquer dúvidas tivessem sobre quem iria suportar os custos das demolições e da nova edificação, os Termos do Contrato de Subconcessão - vinculando a Câmara Municipal aos mais diversos compromissos - esclareceria tudo.

Antes da Proposta, os decisores tiveram dicas curiosas (pág.52): "O Sr. Presidente, referiu: Já com a Pousada da Juventude, com aqueles edifícios a apodrecer, em que queremos fazer ali uma coisa útil investindo 660 mil euros, a dificuldade que foi".

Quase de seguida, o Vice-Presidente ajudaria: "Este processo tem sido de tal maneira arrastado e difícil, que quanto mais comprometermos as Infraestruturas de Portugal, melhor" (vide ATA Nº 7/16 - pág. 052). 

Da Ata, não consta se "comprometermos as Infraestruturas de Portugal" seria com dinheiro dos munícipes a pagar a demolição do velho e a construção de raiz de um novo imóvel, daí resultando o enriquecimento do património público ferroviário.

Do velho se faz novo...com dinheiro dos munícipes 

Na Ordem do Dia, a Proposta da Subconcessão (pág. 065) não teve pedidos de esclarecimento ao Presidente, embora do Contrato constasse que as Obras poderiam "ingressar gratuitamente no domínio público ferroviário à medida da sua execução". 

Apenas um Vereador - do "Sintrenses com Marco Almeida" - manifestou opiniões adversas, tendo os quatro eleitos pelo Movimento optado pela Abstenção. 

Votaram a favor o Vereador da CDU e os do PSD e PS.

O Teor do Contrato de Subconcessão


O Clausulado apenas vincula o Município de Sintra a obrigações (por vezes até descabidas) sem ressalva de direitos ou contrapartidas face aos elevados investimentos a fazer e que constituirão benfeitorias para a dona do terreno. 

Imagine-se na Cláusula Sétima: "Não realizar quaisquer práticas que contrariem a lei ou afetem a moral pública, a imagem da Estação...(...) !  ou

"Manter o pessoal empregado com apresentação irrepreensível e velar pela sua correcção e idoneidade...(...)" !

Do Clausulado, a menos que estejamos errados, só no Ponto 1. da Cláusula Primeira o Município tem um direito: - "Utilizar, por sua conta e risco, dois edifícios (...)"

O Contrato de Subconcessão não teve estudo prévio por parte de Técnicos habilitados dos Quadros da Câmara? 


Os Munícipes devem conhecer todo o Processo

Em tese, o Processo da construção da Pousada de Juventude de Sintra precisa de ser conhecido dos Munícipes em todos os seus pormenores, para que tenham noção exacta da forma como o dinheiro dos seus impostos é aplicado. 

Isso exigirá a urgente explicação pública para que a confusão existente não encha como um balão que, em seu tempo, se esvaziará. 

Sintra continua a não merecer disto. 


domingo, 29 de outubro de 2017

BERGEN E ARREDORES, NOSSO DESTINO DESTE DOMINGO

Devemos aproveitar estes dias ainda com cerca de 8 horas de luz solar para visitarmos a zona central da Noruega, de grande beleza e onde nos sentiremos bem.

Partiremos às 7 horas, de forma a chegarmos a Bergen pouco depois das 14 horas.

Do aeroporto rapidamente se chega à cidade que é muito acolhedora e bonita, onde pessoas de bom trato gostarão de falar com os portugueses. 

Recomendamos roupas mais quentes, porque nestes dias as temperaturas podem não atingir os 8 graus centígrados e, nas montanhas, já haverá neve.


Das primeiras imagens temos o porto e, ao lado, as casas que dantes eram armazéns portuários e agora têm outros destinos. 

Certamente teremos vontade de comer qualquer coisa e, logo ali, junto ao porto, poderemos contar com o mercado onde se comem sandes e outros petiscos.


A cidade de Bergen tem muitos interesses turísticos e não podemos deixar de visitar o Aquário, fazer um circuito pelos fiordes (almoçando a bordo) e subir à montanha.

Jardim frente ao edifício dos Correios e Telefones

Centro Histórico

Depois de visitarmos Bergen (aqui muito resumidamente) tomamos o comboio para a cidade de Voss, a cerca de 60 quilómetros, onde dormiremos.

Além de uma bela cidade, é essencialmente logística: Nunca se sabe em que dia haverá comboio para Myrdal, pois a (súbita) neve intensa pode bloquear a linha.

Voss: em baixo o Lago que ainda não estará gelado.

Caminharemos através do cemitério julgando ser um jardim público e atravessaremos o rio de forte caudal...com uma ponte pedonal oscilante para subirmos à montanha.


Caixa de correio, junto aos caminhos da montanha

Como o nevão desta noite não bloqueou a linha férrea, vamos a Myrdal para apanhar o Fläm Raiway, que descerá 866 metros até ao nível do mar.

Myrdal, núcleo residencial 

Descemos para Fläm, passando pela queda de água de Kjosfossen (o comboio pára uns minutos) a caminho das margens do Aurlandsfjorden, onde o ferry nos espera. 

Lugares à espera dos nossos convidados...para um passeio pelo Fiorde.

Depois de um belo passeio pelo fiorde Auslands, resta-nos a foto de despedida e que perdurará nas nossas memórias. 


Faremos a viagem de regresso a Bergen de autocarro...uma experiência única em que o motorista nos sossega dizendo: "Nunca nenhum carro caiu lá em baixo..."...Na verdade, iremos com a respiração suspensa, numa subida lenta cheia de curvas...

Começam os preparativos para o regresso mas custa-nos bastante a despedida. 

Aproveitamos o tempo e subimos dois teleféricos que nos levam à montanhas que envolvem Bergen e nos oferecem imagens únicas da belíssima cidade.

Ao regressarmos ao aeroporto, são múltiplas as imagens que perpassam pelos nossos olhos, são muitas as recordações que acumulámos. 

Bergen e à sua volta, tudo nos fica de recordação. A vida calma a natureza. 

Esperamos que tenham feito boa viagem. 

Um Bom Domingo para todos. 

Uma pequena Nota: Se tivermos ocasião, poderemos verificar como se processam as reparações na via pública...vai uma maquineta que abre...uma equipa que repara...outra maquineta atrás que vai tapando...

Nada fica aberto para o dia seguinte...as reparações são feitas...os cidadãos não se enervam a reclamar...porque são respeitados. 




sexta-feira, 27 de outubro de 2017

SINTRA: SR. PRESIDENTE, QUE LIÇÕES DERAM AS TRAGÉDIAS?

Serra de Sintra, exige respeito Florestal, Ambiental e Patrimonial

26 de Outubro de 2017: - amanhecia e os media divulgavam a nota da Protecção Civil colocando o território do continente sob "alerta laranja" até Sábado à noite.

Toda a semana passada e dias desta, antes do Sol nascer, temos demandado a nossa Serra - nossa da Humanidade - e não de meia dúzia de pessoas que a citam.

Depois da publicidade de cordelinhos sobre uns tantos "sapadores", tentamos ver medidas tomadas para salvaguardar aquele nosso - da Humanidade - património.


Fortes eucaliptos e coberto vegetal seco em abundância. Neste momento ainda não havia carros estacionados 

Vamos esperando...andamos...frente...atrás, subimos...descemos, não lobrigamos quaisquer pontos de apoio para um socorro rápido ou caminhos de evacuação.

Nada. Vemos carros...autocarros..chegam carripanas de três rodas que fazem as "bandeiradas" dos táxis com passageiros transportados desde a Vila. 

Concentram-se ou circulam pessoas (às vezes milhares...) no largo onde estão as bilheteiras. Entregues à sua sorte, sem percursos escapatórios de segurança.

Sua Excelência achará isto natural? Razoável? Doloroso desrespeito pela Serra. 

Senhor Presidente, não podemos brincar com a Serra de Sintra

A meio da manhã já dois espaços alcunhados de parques estão lotados com carros enquanto ao longo da Estrada da Pena tudo se vai entupindo...


Como é possível a Câmara Municipal pactuar com este "parqueamento"?

Um esforçado militar da GNR, educadamente, anda numa roda viva para que no Largo da Pena a circulação rodoviária não bloqueie. São horas de desgaste.

Naquele local de concentração de milhares de pessoas, de bloqueio de trânsito, nem um sinal avisador de como se reagir a uma situação de pânico. Que caminhos?  

Para onde fogem as pessoas? Que fuga para as pessoas que estão nos carros? Como saem as viaturas dos locais...quem avisa...quem organiza?

Melhor, com a Vila sistematicamente bloqueada, com acessos à Serra cheios de viaturas, como conseguirão chegar à zona da Pena quaisquer meios de socorro? 

No que se converteu o transito em Sintra

Estamos a brincar com a nossa - da Humanidade - Serra, indiferentes perante os riscos que pessoas e bens correm, somos incapazes de resolver este perigo.

Sua Excelência já pegou num lápis e ponderou sobre o combustível de 500 viaturas com 20 litros nos depósitos? Não há enganos nos zeros...são 10.000 litros!!!

Quem medidas tomou Sua Excelência para acabar com a concentração de viaturas na Serra, limitando os acessos exclusivamente a transportes públicos autorizados?

Sua Excelência é responsável, porque gere o território e não previne. Não acautela. Não tem tomado as medidas firmes que eliminem os riscos.

As lições que devemos aprender...

Pela nossa parte - Sua Excelência perdoará - gostaríamos de saber o que retirou das terríveis e dolorosas lições que Pedrógão e Oliveira do Hospital nos deram.

Parecerá que, uma das grandes frentes, se ligará à sistemática invocação de milhões para isto e aquilo, mas sobre o gravíssimo problema que é a nossa Serra NADA. 

Somos dos que não dormem a pensar na nossa - da Humanidade e dos Sintrenses - Serra, nas soluções possíveis e são tantas, mas que não há coragem para decidir. 

Mais uma vez abordamos o tema, não fácil de abordar, porque o silêncio das cumplicidades prende-se muito com almas partidárias.   

Sua Excelência, Presidente da Câmara, é o primeiro responsável pela falta de decisões que recentes tragédias deveriam ter feito meditar.

Será que ainda não aprendemos? Será que não conseguimos compreender? 

Não nos calaremos pela carência de acções que defendam a nossa Serra.

Sintra e a sua Serra não merecem isto.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

SINTRA, SR. PRESIDENTE, HERDOU PROMESSA COM 16 ANOS...

Acabado de tomar posse para o segundo mandato, felicitamos Sua Excelência por ter herdado uma promessa do PS por cumprir há 16 anos e que assumirá pela certa...

Se é certo que arranca com mais esta desvantagem, tem a sorte de poder contar com quantos - colaborantes na promessa - foram eleitos em recentes eleições...  

Será Sua Excelência, além das promessas para os próximos seis meses (esta será a médio prazo) o cumpridor das antigas, limpando a alma política dos promitentes.

Parece-nos ver Sua Excelência estarrecido. Dezasseis anos sem cumprir uma promessa? Os entertainers sabiam dos "últimos 12 anos" e não sabiam dos 16?...

Realmente os munícipes, os mesmos a que agora há quem chame "fregueses", não têm memória curta e não gostam de esquecer os autores das promessas. 

Contaremos a história, que um dia fará parte do LiesMuseumSintra...

Promessa do Posto da GNR da Abrunheira

Em 2001, dias antes das eleições, entusiasmados militantes do PS montavam na Abrunheira duas promessas que respondiam aos anseios da população. 

Uma delas, anunciava um Espaço Verde (só viria a ser executado pelo Executivo seguinte depois de, por duas vezes, a população ter feito abaixo-assinados).

Outra (recordada há dias, após mais uma tentativa de assalto à Farmácia) correspondia à resposta exigida pela população da Abrunheira, ansiosa por segurança.  

Promessa dias antes das eleições de 2001. Atente-se no rigor: 748.195,50 Euros!

A promessa do PS era indubitável. Quartel em "Adjudicação". Tinha já "Custo da Obra", "Início da Obra no 1º. Trimestre de 2002", "Execução em 12 meses".

A coisa era séria. os militantes pululavam de entusiasmo, eram favas contadas e, naturalmente, houve votos de confiantes residentes, que tomaram por verdade. 

(Pequena nota: alguns desses militantes renovaram votos em recentes eleições)

Por volta de 2006 até foi destinado um espaço para a respectiva construção (aí já entra a época dos "últimos 12 anos" que os seguidores absorveram).

Foto de 2007 - Um grande buraco onde se escrevia "Posto".

Agora, Sua Excelência, pela segunda vez legítimo decisor em nome do PS, tem a missão suprema de honrar quantos representa e cujas promessas deverá respeitar.

Não terá Sua Excelência outra alternativa: - Cumprir uma das antigas promessas do PS na Abrunheira, recorrendo ao apoio dos eleitos (agora) que colocaram o Cartaz.

Está agora nas mão de Sua Excelência abrir mão de 500 mil (mesmo que anuncie como 5 milhões) e cumprir a promessa da construção do Posto da GNR na Abrunheira.

Promessa Honrada é imagem Respeitada.


domingo, 22 de outubro de 2017

DOMINGO...MEMÓRIAS COM POEMAS DE ALEXANDRE O'NEILL

"O Livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive" - Padre António Vieira


Hoje, Amigos, ficaremos por cá...recordando peças do arquivo das vidas.

Em 1972 celebrou-se o Ano Internacional do Livro. Passaram 45 anos...

Em 26.7.72, de um jornal vespertino (desculpem não garantir se Diário Popular, de Lisboa ou A República) recortámos dois belos poemas de Alexandre O'Neill.

Revendo, relendo, fixando memórias, arquivos e notas, temas e razões, quantos de nós estão nas palavras de O'Neill, sentindo que não há vidas arquivadas.

As nossas memórias estão em milhões de caixinhas que temos o cuidado de fechar quase hermeticamente, mas a que não conseguimos fugir em certos momentos.

Ao abrirmos - confessamos que propositadamente, mas não o divulguem - esta caixinha fechada há 45 anos, caíram-nos em cima momentos bons e maus da Vida.


Parece ser bom passar uma mão nesta escultura e...realizam-se sonhos. Estamos em fila de espera   

A Vida Não É de Abrolhos

A vida não é de abrolhos.
É de abr'olhos.

A vida não é de escolhos.
É de escolhas.

Porque me olhas e m'olhas?
Porque me forras a alma
com o relento de um sentimento?

Serei eu a tua escolha?

Abre os olhos e olha,
Que eu já me escolhi em ti!

Uma escultura apaixonante

O INOMINADO

Se eu não fizer
assim (como hei-de dizer?) amor
sim amor contigo
muitas (meudeus!) vezes
com preguicinhas boas
tolices ao ouvido
revoadas de beijos
repentes dentes
olhares pestanejados com carinho
oh
nem terei nome
serei o "coiso" "esse aí" o "como
é que ele se chama?"
o que dorme singelo
o que ninguém (ai, ai) ama.

Não temos palavras para esta escultura

Antes de os voltarmos a colocar numa das gavetas da memória, onde ficarão -de novo -  tão bem guardados, decidimos partilhá-los, porque são pedaços de Cultura. 

Talvez daqui a 45 anos, alguns dos visitantes de hoje os releia e republique...

São os sentimentos...as memórias. 

Um Bom Domingo para todos.