sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

SINTRA: ÚLTIMA FOTO DO ANO, PARA "PRINT SCREEN"


A foto é desta semana...e choca os olhares de quem ame Sintra, preserve as suas memórias e tenha em mente a preservação do património histórico. 

Apressamo-nos a fazer um apelo: se algum "print screennista" estiver de serviço, faça-o e leve ao Senhor Presidente da Câmara de Sintra para conhecimento. 

Um Marco de Correio é um património cultural e deve ser respeitado como tal.

É certo que, talvez por ser pesado, ainda não foi roubado para ser fundido, o que seria um excelente serviço para embelezar o local e alívio para os promotores de turismo.

Ali está, silencioso, servindo às escondidas para alívio sanitário, superando a carência de instalações sanitárias públicas num destino...ao que dizem...premiado. 

Os turistas e passageiros dos transportes públicos de e para Cascais, para o Cabo da Roca ou para Oeiras, dispõem de tempo suficiente para a devida apreciação. 

Partindo do princípio de que Sua Excelência não passará pelo local a pé, não desfrutará de belos minutos parado junto à estação da CP para se aquilatar da realidade.

Então, um despretensioso "print screen" feito por pessoa útil, ajudaria a eventualmente ficar melhor informado, sem sorrisos de graças...que ocultam as desgraças.

Fica nesta foto, de um património tão raro, a tristeza pelo desleixo. 

SINTRA NÃO MERECE ISTO.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

SINTRA: FOTO DO DIA...AVISO SEM "PRINT SCREEN"


Há quem diga que o diabo "está atrás da porta"; outros que ele "vem aí"; ainda quem diga "o diabo do homem"; até quem diga "o diabo que o carregue". 

Diremos, antes, que há coisas do diabo...justificando este aviso solidário. 

Antes que uns galos cantem na cabeça de pessoas desprevenidas, que pelo menos à noite desçam as Escadinhas das Murtas, aqui fica uma foto que diz muito mais...

São visíveis as marcas de que se pretendeu cortar o tronco, mas tão alto que umas toneladas poderiam rolar por aí abaixo, até à Volta do Duche. Terão desistido...

Os pequenos cortes (que deveriam ser feitos certamente) ficaram para depois, para uma melhor altura, por razões que alguém justificará das mais variadas formas. 

Assim ficou...sem um aviso para quem passa por ali à noite e quase às escuras.

Caída sobre o Parque da Liberdade, aguardemos por medidas cautelares.


NOTA: Apenas esperamos que um especialista em "print screen" o faça urgentemente, levando ao destino final. 



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

SINTRA: ATROPELAMENTO...ANARQUIA QUE NÃO SE RESOLVE

Sexta-feira 23.12.2016 - viatura parada no local do atropelamento

Ao longo dos tempos, teimosamente, aqui vamos mostrando situações sobre as quais os responsáveis autárquicos deveriam meditar para se evitarem males maiores.

A indiferença, uma quase agressiva falta de respeito pelos munícipes e sua participação, até parece ser completada por tentativas de silenciamento dos que falam.

Em 2008, uma aparente solução camarária  para a carga de trânsito na entrada da Abrunheira junto à Estrada Nacional 249-4, serviu - pelo menos - para complicar.

Na realidade, com o entusiasmo do presidente da Junta de Freguesia da altura, o que custou muito dinheiro à Câmara viria a beneficiar uma padaria/pastelaria da zona, criando mais alguns estacionamentos...com reflexos na anarquia da circulação local.

Ou seja, a desejável solução, com uma possível rotunda e recolocação útil das paragens de transportes públicos, foi preterida e a opção em vez de resolver...agravou. 

O que leva a Câmara e Autoridades a não se preocuparem?

Já aqui abordámos em Novembro de 2015 o caos da entrada da Abrunheira. 

Envolvemos o problema em Dezembro de 2014, porque às promessas que surgem, por vezes sem pés nem cabeça, devemos contrapor o que é urgente resolver. 

Vamos repetir algumas imagens que, ao longo dos anos, temos mostrado e outras que guardamos para completar a história da anarquia existente:

Veículos obrigados a circular fora de mão e ultrapassando em passagem de peões

Outro exemplo 
Uma Via com...dois sentido !!! Pasme-se...

SERÁ ISTO UMA SOCIEDADE CIVILIZADA?

Onde uma camioneta é obrigada a descarga junto a uma curva, fora de mão
  
Onde há um Sinal que ninguém respeita e as autoridades passam sem actuar?

Onde o pandemónio se instala, cada um pára e deixa as viaturas, sem respeito pelos outros?

A Câmara sabe disto e não resolve.

As autoridades passam pelo local...às vezes até frequentam o estabelecimento...e tudo fica assim, no deixa andar...no olhar para o outro lado da estrada?

Que vergonha devemos sentir por tamanho desleixo. 

Como é possível que existam responsáveis sem que se notem sintomas de justificarem as responsabilidades que devem assumir pelos seus cargos?

Ou será que a história da que RESOLVE é mais para nos deixarmos adormecer?

Estamos na União de Freguesias de Sintra...

Sintra não merece disto. 


sábado, 24 de dezembro de 2016

UM CONTO (REAL) DE NATAL

Nos tempos que correm, da electrónica e outras maravilhas que servem para o Natal dos filhos e dos pais, vamos recordar pequenas coisas dos anos 40 do século passado. 

Prendas eram coisa de luxo. Uma caixinha com soldadinhos de chumbo não era para qualquer criança...havia guerra na vida e guerras para as crianças brincarem, estas quase sempre acabando com soldados e espingardas em muito mau estado. 

Depois os de madeira, camionetas de carga, cavalos, rodas com pássaros que batiam as asas enquanto uma campainha ia alarmando a rua e os outros putos. 

Seguiram-se os brinquedos em folha de Flandres, camionetas, automóveis, motas. Todos em comum tinham o facto de nos encaixes nos cortarmos..,não havia ASAE... 

Também apareceram brinquedos em cartão prensado, muitas vezes pintados com tinta de esmalte verde (também tivemos um automóvel verde...) não se sabe porquê... 

É aqui que entra a nossa história...

Os nossos pais eram pobres...e estou certo que, com muito sacrifício, arranjaram uns tostões para a oferta de um cavalo de balanço, lindo - estamos ainda a vê-lo - de cor verde forte e, completando, uma cauda de estopa quase amarela.

Era estranho...um cavalo verde...quem teria a ideia de inventar para crianças um cavalo verde? Talvez fosse a única tinta de esmalte disponível. 

A falta de arte na pintura será desculpada pela recordação pretendida 

A verdade é que, mesmo verde, apetecia montá-lo e galopar pela cozinha...

Crianças em tempo de guerra, que só tinham bolas de trapo (feitas com as meias das mães) ou buracos na terra para jogar o berlinde (tirado dos pirolitos), uma prenda destas teria de causar uma instabilidade que hoje não se consegue expressar.

O cavalo deixou-nos louco. Balançávamos dia e quase noite, pelo menos até à hora de acender o candeeiro a petróleo com que a nossa casa era iluminada à noite.

Dias depois, como o cavalo não evacuava...e coitadinho devia estar aflito, resolvemos dar-lhe um clister, que naquela época implicava com um recipiente de vidro e um longo tubo de borracha com a torneira reguladora na ponta, em baquelite castanha. 

Antigo acessório para clister 

Numa distracção momentânea da mãe, arrancámos a cauda ao cavalo e zás, iniciámos a grande obra  para tratamento e salvação do animal...

Ora, o clister, amoleceu o cartão e toda a água deitada pelo ânus do cavalo se espalhou pelo chão da cozinha...daí resultando uns açoites de que ainda hoje nos lembramos.

O cavalo não se salvou nem voltou a ser montado e nós também não nos salvámos de apanhar com uma escova umas tantas saudações pelo gesto benemérito.

Diga-se, a este propósito, que não houve notícia ou processo por violência...nem tivemos acompanhamento psicológico...deitámo-nos e dormimos. No dia seguinte...o cavalo troteou para o carro do lixo.

Ficou a recordação...e a experiência tão proveitosa.

Nunca mais demos clister a cavalos de cartão...

Que saudades...



sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

VOTOS DE UM BOM NATAL


Caros Amigos e Amigas, 

Desejo que todos passem um Bom Natal, que os Vossos Sonhos se realizem, que as Estrelas da Vida e da Felicidade se acendam e não se apaguem.

Gosto de os ter por aqui. Estar grato é a única forma de os felicitar. 

Um abraço fraterno para todos Vós. 

Retalhos de Sintra

e


Fernando Castelo

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

SINTRA: RUA DR. ANTÓNIO MACIEIRA, QUEM RESOLVE?

Confessamos que nos afecta o coração a leitura frequente de promessas para aqui e ali, uns milhões para 2017, outro tantos para 2018 e pequenas coisas não se resolverem.

Será porque não fazem brilhar? Será que há uma escolha do promocional, mesmo que depois pouco se veja? Será que há instruções para dar prioridade a certas queixas?

Há uns anos que a Rua Dr. António Macieira, que atravessa o bairro da Colónia Penal de Sintra e passa junto da Escola Nacional de Bombeiros, está ao abandono. Mais recentemente, num pequeno troço, nem queremos acreditar.






A Rua Dr. António Macieira é uma via de acesso alternativo a Sintra para se evitar o IC19 e para se fugir do Ramalhão. Por lá passam muitas viaturas de toda a espécie e cada vez mais se sentem os incómodos do pavimento que está fortemente degradado. 

Aliás, acaba por tornar-se estranho como lá passando tantas viaturas camarárias e dos SMAS, ainda não tenham alertado os serviços municipais responsáveis...a menos que estejam à espera que os munícipes ou utilizadores é que devam "RESOLVER".

Mais uma pequena coisa que não custará milhões mas não se "RESOLVE". 

Dará para acreditar? Ou a vocação assenta no anúncio de obras e outras promessas de milhões sem se cuidar de pequenas coisa de hoje que ajudam à qualidade de vida?

Não haverá quem leve um "print screen" aos responsáveis?

Sintra não merece isto. 








domingo, 18 de dezembro de 2016

SINTRA: 731 DIAS DA ESTRUTURA NO HOTEL CENTRAL

A "denúncia"...e o "Despacho" de Basílio Horta (Presidente da Câmara)

Completam-se hoje 731 dias (dois anos mais 29 de Fevereiro deste ano) desde que foi aqui denunciada a montagem de uma agressiva estrutura na frontaria do Hotel Central em Sintra (por favor clique para rever). Hoje, ainda se aguarda a remoção.


Fotos da Estrutura, esta manhã pouco depois das 8 horas 

Aliás, só muitos dias depois, já o ataque ao Património da UNESCO consumado, Basílio Horta, Presidente da Câmara, faria um Despacho no sentido do "embargo da obra".

A Alagamares, prestigiada Associação Cultural, também reagiu junto da Câmara Municipal e da UNESCO sobre a descaracterização do Hotel (clique para rever).

Um Despacho da Agência Lusa difundiu largamente o sucedido.

Hoje, passados 731 dias sobre a agressão feita ao nosso Património Histórico e da UNESCO, tudo continua na mesma, num arrastamento que não sabemos até quando.

Indiferença pelo Património Histórico e Classificado?

Esta preocupante situação - pelo menos para os que tanto amam a história de Sintra e seu Património Histórico e Classificado - pode configurar algo muito perigoso.

Se numa agressão como esta quer a Câmara quer a UNESCO - pelo pouco que se sabe - não deram sinais públicos de actuação contra eventuais infractores, que se pode esperar de outros atentados que sejam idealizados face a este exemplo?

Poderemos admitir que, aqui ou ali, alguém venha a fazer o que muito bem entenda de alterações no Centro Histórico ou numa Área Protegida, beneficiando de silêncios?

A menos que cada uma das entidades comummente responsáveis pela defesa do Património se sintam na cómoda posição de aguardar que seja a outra a intervir.

Mais um mistério de Sintra ou uma questão de credibilidade

Adensa-se o mistério em cada dia, contrastando com a rapidez de anúncios de Projectos e Planos para um futuro próximo ou após eleições. Porque será? pergunta-se...

Queiramos ou não, somos levados para o domínio da credibilidade política, fazendo-nos meditar sobre a garantia de cumprimento de tantas promessas dos últimos tempos.

Na realidade, Sua Excelência terá de possuir elementos que ainda não são de amplo conhecimento público e ajudarão a compreender o que inibe eventuais decisões.

É tempo de se saber, pois avizinhando-se eleições, se o Hotel Central vier a acolher alguma candidatura autárquica, a manutenção da estrutura terá de ser discutida.

Passados 731 dias sobre os danos causados à azulejaria histórica, a falta de medidas só poderá redundar em falta de confiança sobre a realização de promessas em curso.

Estamos convictos de que antes das próximas eleições autárquicas se venha a saber das razões impeditivas da remoção da estrutura.

Um grande mistério com 731 dias que continuaremos a contar...

EM ADENDA - a RUA DOS ARCOS

Um dia, a Rua dos Arcos, a céu aberto por baixo do Hotel Central, foi tapada para dar lugar à actual esplanada. Deixou de ter a sua beleza e passou a ser um túnel imundo. 

Quando se faz a promoção do turismo em Sintra - até parece que há grandes prémios - são mostradas imagens como a que se segue?

Rua dos Arcos, esta manhã, bem à vista de turistas e residentes

Que podemos concluir? Que devemos pensar? 

Que Sintra precisa mesmo de um Sintrense...para um melhor futuro. 





quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

SINTRA, PRESIDENTE ATENTO AO FACEBOOK E BLOGUES?

Uma Proposta de "denúncia ou participação criminal"

Muito recentemente, um velho Amigo que por força da vida abalou de cá, mas não se desligou de Sintra, perguntava-nos o que se tinha passado sobre uma participação criminal decidida pela Câmara contra um comentador em página do Facebook.

Dizia ele que era a "cereja" sobre a história de Sintra, onde os políticos sempre consideraram que as críticas mais mordazes decorrem, naturalmente, da própria razão de se ser político e ter capacidade ou não de se enquadrar nas críticas.  

Pesquisámos e, subscrita pelo Presidente da Câmara de Sintra, na Sessão Camarária de 11.10.2016, com 14 considerandos, consta a Proposta Nº. 853-P/2016, citando um "post" colocado no Facebook em página de conhecido pendor político oposicionista.
Cópia parcial do teor público da Proposta,  divulgado no site da Câmara Municipal de Sintra

Longe de nós questionar a decisão tomada, certamente tão relevante que por todos os presentes foi aprovada contra um munícipe (julgamos) que duramente terá feito críticas, logo numa época em que se está quase em campanha eleitoral.

Como a divulgação das Propostas Aprovadas não é acompanhada da transcrição das intervenções - que redundaria em acrescida transparência - não sabemos o que foi dito pelas diferentes sensibilidades. Apenas sabemos que foi aprovada por unanimidade.  

Ora, sendo tal "post" diametralmente oponível às louvações que todos os dias lemos e parece que não ofendem, os munícipes terão curiosidade em conhecer outros políticos e o que exprimiram sobre a proposta Presidencial de "denúncia ou participação criminal".

Por outro lado, como seria gostoso saber-se se foi Sua Excelência, em tempo de ócio, que deu de olhos com o "post" e dele fez o "print screen" levado à Sessão de Câmara. A ser assim, admitimos a honrosa passagem por outros blogues e meios não afectos.

Se não foi Sua Excelência, teremos de confiar nos bons ofícios de quem - com tanta utilidade e defesa pública - se dedique ao trabalho limpo de fazer chegar comentários e autores de críticas postadas em redes sociais, para eventuais procedimentos.

Fica-nos a esperança de que outras críticas manifestadas nas redes sociais também possam ser levadas para resolução...complementando a função que...RESOLVE. 

De uma coisa podemos estar certos e ter confiança: - Há quem zele para que os políticos não sejam ofendidos e possam manter sempre o bom nome e credibilidade.

E nós, não políticos, ainda continuamos a poder falar...desde 1974. 


*******


São Coisas do Mundo, Retalhos da Vida (clique por favor) na fabulosa voz de Alcione e cuja letra de 1976 continua tão actual e nos faz meditar. 


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

SINTRA...UM SINTRENSE NO PODER? CADA VEZ MAIS PERTO

Linhas que se podem cruzar para bem dos Sintrenses

Luzes ao fundo do túnel

A recandidatura de Marco Almeida à Câmara Municipal de Sintra como líder do Movimento Sintrenses Com Marco Almeida (SCMA)  tem inequívoca relevância, sabendo-se que, desta vez, o PSD e outras franjas eleitorais lhe darão apoio.

Esta realidade contribuirá - estamos convictos - para que Basílio Horta prescinda de preocupações ciclísticas e pedale para outras paragens fora do Poder Local, uma vez que a sua (aparente mas não confirmada) candidatura corre o risco de derrota.

Mesmo assim, nunca é demais lembrar que, sendo o Poder Local uma das mais importantes conquistas da Constituição de Abril, Basílio Horta votou contra ela.  

Fica, dessa forma, aberta a candidatura para outro Sintrense, isto é, Rui Pereira, actual Vice-Presidente da Câmara e figura cimeira no Partido Socialista local.

Marco Almeida e Rui Pereira, ambos com vários mandatos de Vereadores e experiência de muitos anos como Vice-Presidentes, podem considerar-se Sintrenses com S grande.

Ambos conhecem o território como poucos, ambos têm apresentado soluções e projectos ao longo de muitos anos como Autarcas, ambos gozam de fortes apoios.

Será expectável que o representante da CDU seja Pedro Ventura - outro Sintrense - que não deixará de estar disponível para compor o Executivo com qualquer deles.

Qualquer que seja o eleito, terá de confrontar-se com o irrealismo do Cardápio ultimamente prometido e que parecem desviar-nos das grandes questões a resolver. 

Altura de candidatos convergentes

São personalidades diferentes, ambos com ligações a Sintra muito antigas, conhecedores suficientes para não arranjarem frases de ocasião de que estamos fartos.

Rui Pereira, com experiência política e de Poder Local, com projectos há mais de 16 anos, está na altura de ser candidato à Câmara deixando o ciclo repetitivo de Vereador.

Marco Almeida, conhecedor dos problemas de Sintra como poucos Autarcas, estimado para lá das suas ligações políticas, tem um amplo espaço para se candidatar.

A confirmar-se este cenário, ambos só terão êxito se dialogarem fraternalmente com os munícipes, para que se encontrem soluções adequadas ao futuro que tarda em Sintra.

Será determinante que não tenhamos mais ciclos de enfeudamento partidário mas sim gestores em mangas de camisa que não parem à espera que lhes abram as portas.  

O que desejamos é que, para bem de Sintra, da parte de apoiantes mais chegados a um e a outro, haja o bom senso para que o debate de ideias tenha o nível adequado.

Fica-nos a esperança de que, como temos aqui defendido,

"Um Sintrense para Sintra" seja mesmo a solução que ambicionamos.


domingo, 11 de dezembro de 2016

FARÓFIAS, UM DOCE-SENTIMENTO NO NATAL


Certamente não levarão a mal que, com a devida antecedência, sugira que neste Natal não esqueçam as farófias, essa doçura leve e sempre desejada. 

A sua leveza faz-nos lembrar as nuvens brancas sobre as quais nos deitaríamos de bom grado e nos espreguiçaríamos enquanto rodam à volta deste nosso mundo.

As farófias são, para nós, um doce de partilha, em que cada um, directa e suavemente, possa ir retirando a sua parte do prazer conforme se deseja e aprecia.    

Temos, para nós, que as farófias devem ser deglutidas suavemente, de olhos fechados, para as apaladarmos bem e nos satisfazerem completamente com seu sabor.

As farófias podem ser, assim, um doce-sentimento, porque ficam sempre na memória dos nossos gostos e flutuam nos nossos sonhos.  

Que, no Natal satisfaçam os vossos desejos e...boas farófias.




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

SINTRA - CONTAMOS CONSIGO NO REINO DO NATAL

O Parque da Liberdade, em pleno Centro da Vila de Sintra, oferece a todos, adultos e crianças, até ao próximo dia 23, uma alargada celebração do Reino do Natal. 

video

Melhorado em relação ao anterior, é um espaço onde todos nos sentimos bem, permitindo maior permanência com a possibilidade de alimentação num pavilhão próprio.


Não deixe de visitar o Reino do Natal, em família e com as suas crianças, porque encontrarão motivos de interesse e ajustados à sensibilidade da época Natalícia. 



Por outro lado, todos os que se empenharam arduamente para que o Reino de Natal tivesse mais êxito, merecem toda a consideração pelo seu esforço.


Acresce que o Reino do Natal também tem uma vertente de solidariedade, pelo que poderá levar um contributo alimentar que será depois distribuído pelos que precisam. 

Não falte...um maior êxito este ano...será mais um passo para melhor no futuro. 


Duas Notas:  

1 - As fotos foram tiradas numa altura em que a afluência seria naturalmente menor por ser hora de almoço;

2 - À margem dos esforços levados a cabo para o êxito do Reino do Natal - e que saudamos - não poderíamos olvidar que o Senhor Presidente da Câmara - a conhecer o Parque da Liberdade e conjugando a vertente cultural a que a juventude deveria ter acesso - poderia ter prevenido a limpeza das lápides com poemas e nomes dos nossos poetas, aqui tantas vezes alertado.

Nunes Claro...a lápide? 
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS - A NOSSA ÁRVORE


Neste Natal que se aproxima, como seria bonito que cada um apresentasse uma das árvores que ao longo da vida plantou, associando-a aos Votos de Boas Festas.

Para nós, para muitos de nós, são a maior riqueza que pudemos dar à sociedade onde um dia, por força do nascimento, fomos integrados sem nos inquirirem da vontade. 

É pois nas árvores que muitas vezes nos revemos, porque elas nos dão sempre algo gratificante, que nos alegram e ocupam nos momentos bons e maus da vida.

De tantas árvores que plantámos - algumas todos os dias revemos - este azevinho merece um especial carinho todo o ano com destaque especial na Quadra Natalícia.

Gostamos das suas folhas que picam...mas não magoam. Meditamos ao apreciar as suas bagas tão vermelhas e apetitosas que nos desafiam a comê-las se não soubermos o sofrimento que podem causar por serem altamente tóxicas.

Plantámos por esta altura há 20 anos. Hoje tem quase 5 metros de altura

Com previsão de vida em cerca de 100 anos, ele será a recordação viva de outras quatro gerações de pessoas que o apreciarão sem se lembrarem de quem o plantou. 

É a vida. 

Um azevinho que nos enche e aquece o coração nestes dias de Festas. 

Desejando a todos que tenham Boas Festas.


Breve nota: O azevinho espontâneo, existente nas florestas, é uma espécie protegida pela Lei 423/89, pelo que o seu corte e venda são punidos.  

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

SINTRA...DESEMPREGO E MEIA-INFORMAÇÃO CAMARÁRIA

Quem passar pelo site da Câmara Municipal de Sintra, pode correr riscos de ficar iludido, caso não consulte melhores fontes (por favor clique para rever). 


Em simultâneo, não admiraria que um ou outro entertainer mais ousado fizesse a exaltação de tamanhas virtudes na redução do desemprego em Sintra, porque a notícia quase sugere um resultado fantástico, certamente devido a medidas sem paralelo...

Um dado a ter em conta é que grande parte dos sintrenses (se não a maior parte) desloca-se para concelhos vizinhos onde se encontram os seus postos de trabalho. A corroborar isto, os milhares que ocupam comboios e entopem as vias rodoviárias. 

Outro dado, as grandes superfícies apresentadas como fontes jorrando empregos (os políticos são uns exagerados...) vão reduzindo cada vez mais os postos de trabalho.

Isto é, a eliminação de postos de trabalho no pequeno comércio que foi destruído, não foi compensada com mais postos de trabalho nas grandes superfícies.

Voltemos ao aparente brilharete camarário

"Desemprego desce em Sintra"...grande título que omite dados relevantes, nomeadamente que no período em análise o Desemprego desceu em todo o país. 

Mas a notícia do site oficioso da Câmara (aliás que apenas está ao serviço de uma parte dos nossos representantes, já que a Oposição não tem lá espaço) não diz mais.

Não diz que no período citado (Outubro de 2013-Outubro de 2016) o Desemprego reduziu a nível Nacional 30,127%, enquanto que em Sintra ficou pelos 28,742% !!!!

Para ajudar a compreender, em Outubro de 2013 Sintra tinha 3,1519% (20775 desempregados) do total Nacional e em 2016 eram 3,214% (14804 desempregados), pelo que a quota-parte sintrense em vez de reduzir ou manter-se aumentou.

Mais um dado que o site não refere num trabalho fraco em que só serve o título: Em Outubro de 2013 havia um equilíbrio entre Homens e Mulheres (49,17% - 50,83%) que se modificou significativamente em 2016 (44,8% - 55,20%), sem que fosse citado. 

Terá Sua Excelência o Presidente da Câmara pensado melhor nestes números antes de serem publicitados? Quem fez o trabalho de casa que seria devido? Quais as razões do aumento em  4,37% de Mulheres Desempregadas?

"Desemprego desce em Sintra", tal como apresentado pode ter várias interpretações que Sua Excelência, certamente desejoso da maior transparência, não aprovará. 

Esperemos melhores dias, em que um prometido Plano garanta melhores conteúdos...


Nota: esperemos que não venham falar dos últimos 12 anos sobre este tema


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

SINTRA...A CAMINHO DA "SEMANA DO AUTARCA SEM CARRO"?

"Quando disseram ao hipopótamo que iam prender os animais com boca grande, ele logo exclamou: - Coitadinhos dos crocodilos", histórias da selva  

A catadupa de anúncios de pendor eleitoral, de planos e protocolos, caminhos que dizem ser mas não são, permite sugerir um grande evento: "Semana do Autarca Sem Carro".

Suportamo-nos em declarações atribuídas ao Presidente da Câmara de Sintra segundo as quais a Câmara "está "satisfeita" com oferta de transportes". Isto é, a satisfação transcende a opinião pessoal para ser camarária. Assim era em 4 de Marco de 2016.

Certamente melhor esclarecido sobre os transportes em Sintra, em Novembro, numa entrevista ao programa Carla Rocha - Manhã da Renascença, sem alusões à satisfação sintrense...falaria sobre “as Linhas de Cascais em termos de ferrovia”.

Não sabemos se Sua Excelência contou as vias descendente e ascendente. Podemos dizer que, para nós, foi uma verdadeira lição, pois somos do tempo de uma só linha.

A diluída preocupação com os transportes em Sintra, nomeadamente rodoviários, poderia levar a que louvássemos Sua Excelência pela obra realizada nesse campo.

Apesar disso, sem melhores ou privilegiadas informações, é nossa convicção de que não estaremos longe do anúncio da "Semana do Autarca Sem Carro Oficial", uma meritória e ajustada iniciativa pelos efeitos reais e colaterais expectáveis.

Um primeiro efeito, de ordem ambiental, sentir-se-à pela pegada de carbono, para cujo cálculo uma empresa de capitais públicos poderá disponibilizar alguns monitores.

Como não estará em fase pré-eleitoral, Sua Excelência e anónima comitiva poderão adquirir bilhetes em máquinas complexas, avaliar acessos, saltar em transferes a meio do percursos, vestirem a pele dos passageiros que todo o ano utilizam os comboios.

Em dois ou três dias, Sua Excelência, disfarçado para não saberem quem é, poderá entrar em algumas carreiras de autocarro, comprar bilhetes no motorista (tantos quantos os transbordos) para rapidamente esvaziar a carteira. Uma experiência inolvidável...

Noutro dia, Sua Excelência (promotor do turismo e imbuído do desejo de bem receber quem confia no destino Sintra) não perderá a experiência única de - de pé e aos tombos - Serra acima, na carreira 434 (uma mina) sentir o que é oferecido aos passageiros.

Se Sua Excelência tiver pernas robustas, poderá ainda fazer a pé alguns trajectos que muitas crianças fazem com mochilas às costas, ou de pais empurrando carrinhos com bebés em grandes distâncias, pois a transportadora só faz as carreiras que entende.

Receamos tratar-se do mesmo operador que, como disse, "tem sido sempre correcto connosco". Este "connosco" será a Câmara Municipal, não os utentes rodoviários.

Obviamente que, para redução de custos e face à satisfação, a partir dessa semana todos os Autarcas e Altos Quadros poderão usar passes combinados nas deslocações.

Recordar a experiência de "Um Dia Sem Carros" em 2000

Depois do êxito de "Um Dia Sem Carros" em 2000, e tudo o que na altura foi proferido, a "Semana do Autarca Sem Carro" teria um êxito espectacular e projecção ímpar.

Em 22 de Setembro de 2000, esteve em Sintra o Ministro do Ambiente de então - José Sócrates - e tudo apontava para a sua repetição cada vez mais frequente.

Volta do Duche sem carros...e um medidor de ruído (foto do Jornal de Sintra - 29.9.2000)

Visita do Ministro do Ambiente e Largo em frente do Palácio (foto do Jornal de Sintra - 29.9.2000) 

O êxito foi enorme, com eventos culturais e desportivos preparados pela Autarquia.

No dia seguinte, a Presidente de então, bem conhecedora dos problemas de Sintra, avisava que voltaria a repetir a iniciativa. Em princípio todas as semanas e que aos Domingos pretenderia libertar de trânsito o Centro Histórico.

Em 2001, o então Vereador do Turismo e, actualmente, Vice-Presidente da Câmara, ao Jornal A Pena referia-se ao Dia Sem Carro em 14 de Fevereiro, Dia dos Namorados.


Página do Jornal "A Pena" em 2001

Nessa entrevista, abordava o Projecto MobilSintra, com o empreendimento SisSintra que visava criar alternativas para evitar que a Vila seja um nó na rede rodoviária.

Entre outras soluções, o SisSintra do Ramalhão a Santa Eufémia teria um teleférico; o eléctrico ligaria a Ribeira à Vila Velha; um troço pedonal de Santa Eufémia à Pena.

Disse na altura o Autarca que, do plano, constavam três interfaces: Portela, Ramalhão e Ribeira e, ainda, três Parques de estacionamento (dois no Ramalhão e um na Ribeira).

Ao relermos toda a entrevista, pode dizer-se que já estava tudo inventado e com um Sintrense a saber das linhas com que se podiam resolver as questões prementes.

A "Semana do Autarca Sem Carro", ao terceiro ano deste Executivo sem capacidade para resolver problemas já inventariados em 2000 e 2001, poderia ser o pontapé que falta para as indispensáveis soluções de trânsito e acessibilidades em Sintra.

Porque no Executivo temos um Sintrense que há 16 anos conhece os problemas e, quem os não conheça, bem possa vestir a pele dos que os sofrem todos os dias.

Que bom seria os Autarcas de Sintra falarem dos transportes em Sintra.