domingo, 31 de julho de 2016

HOJE É DOMINGO...VAMOS A GORDES, COMUNA DA PROVENCE

Meus Amigos, venham daí...vamos a Gordes...


Gordes, é uma comuna francesa nos Alpes do Sul, no território da Provence, com a área de 48 quilómetros quadrados. Um pouco mais pequena que a Vila de Sintra.



Para um sintrense, habituado à confusão catastrófica do trânsito em pleno Centro Histórico, a primeira grande sensação de alegria é a proibição dos autocarros de turismo estacionarem e apearem passageiros no centro da Vila. 

Somente em parques os autocarros podem estacionar e é aí que os passageiros descem, seguindo uma caminhada a pé em cerca de 300 metros até ao Centro Histórico.

Gordes é uma das mais belas Vilas de França

Dá gosto passear pelas suas estreitas ruas, fazendo-nos imaginar antigos habitantes, romanos, correndo entre as suas pedras brancas.

Possui uma belíssima igreja, infelizmente em mau estado de conservação. 



Miniaturas dos abrigos, sobre os pilares das entradas de residências

Pelo caminho, em bom estado de conservação, podem encontrar-se abrigos que eram utilizados por pastores durante o pastoreio. 

Perto, temos a Abadia de Sénanque

É de uma beleza impressionante vermos a Abadia de Sénanque rodeada de alfazemas. São quilómetros de cor, cheiro intenso a lavanda, abelhas esvoaçando para recolher o precioso nectar de onde será extraído o mel de sabor único. 




Depois...é regressar...

Com votos de que todos passem um bom Domingo. 



sexta-feira, 29 de julho de 2016

SINTRA, PALAVRAS ILUSÓRIAS OU POUCO PRECISAS?

"O concelho não é só a vila histórica, património mundial, mas também é onde as pessoas vivem"

A frase consta de uma entrevista feita ao Presidente da Câmara de Sintra (Económico de 22 de Janeiro deste ano.No Facebook logo surgiram "Parabéns". Valeu por obra.

De qualquer forma, poderá ajudar a compreender algumas feias imagens no Centro Histórico onde são poucos os votos, mas onde está o prestigio de Sintra. 

Como se no Centro Histórico não vivessem sintrenses que fazem parte do mesmo Município que os outros, partilhando Parques, Palácios e direitos.

Meditamos na confusão criada, capaz de introduzir ideias erradas sobre a Vila de Sintra que tem a área de 62,270 quilómetros quadrados e um Centro Histórico lá dentro.


Um Centro Histórico da UNESCO bem poluído e sem respeito pelo espírito do lugar 

Ora, "Mas também é onde as pessoas vivem" pode levar a que, por ignorância, se pense que na que chamam "vila histórica", não vivem pessoas, as quais viverão fora dela.

Não acreditamos que, com a frase, haja a pretensão de desviar as atenções do Centro Histórico onde se arrastam alguns problemas e aumentam outros.


Um Centro Histórico da UNESCO

Cada vez mais devassado por espécies motorizadas (quem controla a segurança dos visitantes?); venda ambulante de turismo; concentração de viaturas e poluição.

Não estamos a citar questões despicientes. Exigem medidas urgentes por contrariarem as regras de protecção do Património Histórico, colidindo com o prestígio de Sintra.

A aparente mensagem subliminar, focalizada "onde as pessoas vivem", parece fugir ao todo sintrense, dividindo-os injustamente, quando a época de votos ainda vem longe...

Não duvidando da bondade das intenções do Presidente Camarário, somos levados a  crer que nem sempre alguns conselheiros transmitirão os dados mais fidedignos. 

Imagens promocionais de Sintra

Com foral desde 1154, o Centro Histórico é intrínseco às referências a Sintra e à sua imagem interna e externa, constituindo património distinguido pela UNESCO. 

Temos, no mínimo, uma frase desajustada, se levados a pensar que no Centro Histórico (a que pretensamente se estará chamando "vila histórica") não viverão pessoas.

A menos que se esteja programando alguma fantástica campanha para zonas densamente povoadas e carentes, onde o acenar de Projectos...faça levantar multidões.

Há sinceridade nisso?

As aparentes preocupações com "onde as pessoas vivem" serão assim tão profundas?

Tem sido incrementado junto dos munícipes o conhecimento de Sintra, sua história e património, sabendo-se que a esmagadora se desloca e faz vida em sentido oposto?  

Que tem feito a Câmara Municipal, além de cobrar impostos, para trazer ao Centro Histórico as populações mais distantes, sem transportes rápidos e adequados?

Nas ditas "Presidências Abertas" prevê-se repartir pelas freguesias, com equidade, os lugares vagos para muitos espectáculos, entre eles os do Olga de Cadaval?  

Em nome da transparência, como se distribuem bilhetes "não pagos"? Ficam na Câmara? Para quem? Para espectadores frequentes? Há gratuitidades preferenciais?

Em Cultura da Juventude, a Câmara - accionista da Parques de Sintra - que tem feito para que jovens entre os 6 e 17 anos entrem gratuitamente nos Parques e Palácios?

Em 11 de Dezembro do anos passado, falávamos aqui dos 800 bilhetes a disponibilizar pela Parques de Sintra. A confirmar-se, como tem sido feita a sua distribuição?


Com tanta coisa por resolver (não se pergunte pelo que foi feito nos últimos 12 anos...) melhor seria contenção nas exuberâncias pelo excesso de entusiasmos.

As palavras dos politicos, no quadro em que são proferidas, exigem sempre uma grande clareza, para que não se prestem a leituras ambíguas que possam ser perniciosas.

No actual quadro, o Concelho de Sintra é indivisível, com ou sem votos.

Precisa, antes de tudo, de um sintrense que nos oiça, que não julgue possuir a verdade absoluta e considere quem possa discordar mas dê sugestões válidas. 

Sintra precisa de um Sintrense a geri-la, com amor à terra. 


terça-feira, 26 de julho de 2016

SINTRA, CUIDADOS COM A LEVEZA MILITANTE

Com o aproximar dos 3 anos da actual gestão autárquica, há indícios de entre apoiantes grassar uma onda de entusiasmo pela obra feita, parece que fantástica.

O estranho é partir de pessoas credíveis, com experiência, não carreiristas da política, capazes de avaliar promessas e separar obras reais das com cunho virtual. 

Apenas a pecha de que, opinião que se dê ou se discorde do que se observa no dia a dia, leva a que a tomem como falta de apreço (segundo eles...) pela gestão em curso.

Convenhamos que são precisas cautelas, pois nem sempre o rei vai bem vestido...

Algumas reacções parecem induzir a que se esperava que nada fosse feito...mas não seria suposto que, em três anos, algo o fosse? A militância deve ter isso em conta. 

Panoramas de Sintra

Trânsito

Ao abordar-se o grave problema do trânsito e intermináveis filas, queremos notar as frustrações de quem sonha visitar Sintra e não põe os pés no nosso solo.

E isto é por culpa dos políticos que cá têm passado e por cá passam e não porque queiramos brincar com estas coisas.

Espalhar-se aos quatro ventos que Sintra esteve numa feira de turismo em Nova Iorque (parece que com certa vaidade dizendo que o único destino europeu...) sem cuidar a logística do trânsito não pode merecer créditos de boa obra feita.




Foram estas as imagens de Sintra, aquando da promoção turística em Nova Iorque?

Foi promovido um destino em que o tempo - tão precioso para quem visita locais históricos - acaba esgotado em confusões de trânsito, sinais, falta de estacionamentos?

Nestes três anos (já sabemos que a culpa será dos 12 anos anteriores...), entre dinheiro a rodos e primados de influência, não se conseguiram planear parques periféricos? Ou pensarão, porventura, que um silo na Portela irá resolver o problema?

Património Municipal - Casa do Poeta

Como é possível que se verifique tanto alheamento pela conservação do património camarário, roçando - nalguns casos - a falta de respeito pelas memórias.



Corta-nos o coração ver a Casa do Poeta, que foi de Francisco Costa e agora é Património Municipal, naquele abandono doentio, do desleixo de quem ocupa cargos de responsabilidade e deveria dedicar todo o respeito aos nossos Ilustres.





É tão fácil passar pela Rua Sacadura Cabral...

Património Municipal - Lote de terreno urbano e prevenção na saúde

O terreno urbano que abaixo apresentamos, na Rua Comendador Carlos Kullberg, faz parte do enorme património de que a Câmara Municipal de Sintra é proprietária.

Como pode a Câmara ter autoridade para exigir limpezas de terrenos em zonas urbanas, se a própria edilidade não cumpre as regras que deveria fazer cumprir?





Nestes locais, ameaçando a saúde e a vida das pessoas (há tendência para se falar em pessoas nos discursos...) há espécies quase protegidas: - Carraças, ratos e cobras.

Lembramo-nos que, em tempos, se justificavam umas tantas obras com o facto de serem "onde as pessoas vivem"...e aqui vivem pessoas.  




Em tese, pode convidar-se personalidades de gabarito, pode inventar-se projectos para promoções políticas, mas a realidade encarrega-se de imagens diferentes.

Se, razoavelmente, entendemos a intenção do empenho militante, também nos parece que não é com intervenções de certa leveza que Sintra se irá construir.

Seria preferível - quanto a nós - a procura de uma individualidade prestigiada sintrense para decidir o nosso destino e acabar com o que se arrasta.

Um sintrense com o lema: "NÓS CONHECEMOS, VAMOS RESOLVER". 




domingo, 24 de julho de 2016

PORQUE HOJE É DOMINGO...VENHAM CONNOSCO A AVINHÃO

Gostaríamos de os convidar para uma breve visita a Avinhão, a cidade Papal cujo centro histórico é Património da Humanidade pela UNESCO. 

Começamos por imagens da Câmara Municipal, com espectáculo de ocasião à sua porta, e bandeira onde está escrito: - "Os homens nascem e morrem livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem basear-se no bem geral". 


Que lição registámos. Lembrámo-nos de quantos se incomodam por lutarmos contra a divisão de portugueses em Palácios e Parques de Sintra, onde os residentes entram gratuitamente e os outros portugueses (e jovens) não beneficiam desse direito. 




No Largo passeio fronteiro ao Palácio Papal - estamos a falar de Património da Humanidade classificado pela UNESCO - uma grande esplanada está disponível para os visitantes, situação que em Sintra seria as maiores críticas e oposição.

Interior do Palácio Papal

A lembrança das especiarias portuguesas

Finalmente, fica a homenagem a um artista de Rua que tão bem toca e que nos reteve durante bastante tempo com a sua tão estranha arte de ligar os sons.


Por favor clique sobre a peça


Votos de que passem um bom Domingo.




sexta-feira, 22 de julho de 2016

PRESIDENTE DA REPÚBLICA: - "NÃO DISPÕE DE MEIOS"...


O documento acima reproduzido, talvez mereça constar dos manuais que ajudam a apreciar o vazio institucional e as práticas utilizadas para a bonomia militante.

Depois de lermos e vermos as preocupações de Sua Excelência e palavras de incentivo ao desenvolvimento cultural, decidimos colocar a questão dos preços praticados pela Parques de Sintra e restrições às entradas gratuitas nomeadamente de jovens.

Porque envolve uma empresa de capitais exclusivamente públicos, tutelada pelo Ministério do Ambiente, que divide os portugueses. Concede gratuitidades só aos que residem em Sintra e restringe - pelo custo - o acesso de jovens com menos de 18 anos.

E dissemos: - Por esse Europa fora, para promover o desenvolvimento dos jovens, Palácios e Museus abrem-lhes as portas gratuitamente, porque a história de um povo está na sua cultura de raiz e na ocupação dos seus tempos de aprendizagem. 

A resposta, no mínimo, é desoladora. Mas isso será, certamente, defeito nosso:

"Compreendendo os sérios motivos das sua preocupações, lamento informar V.Exa. que a Presidência da República não dispõe de meios que lhe permitam dar seguimento favorável à sua solicitação". Assim mesmo, como se matéria sem interesse.

Então Sua Excelência, ocupante do mais alto cargo do País, compreende "os sérios motivos" expostos e limita-se a dizer que "não dispõe de meios" para dar seguimento?

Sabendo, pelo nosso texto, que os Ministérios da Cultura e Ambiente se desligam das suas vertentes, não deveria perguntar e fazer chegar ao Senhor Primeiro Ministro as preocupações com o perigo de guetos culturais afectarem os portugueses?

Ainda bem que, entre falta de meios para incentivar a Cultura, Sua Excelência tem possibilidade de apreciar outras vertentes culturais que não obrigam a "meios"...

Esperemos que Sua Excelência, por não dispor de meios, não se venha a converter naquilo a que dantes. na sociedade portugueses, se aludia a "corta-fitas".  

O nosso imaginário...

Estamos a imaginar, da sua Casa Civil, eventuais telefonemas exploratórios. "Que se passa?" e um qualquer amigo - dentro e parte do desaforo -  a responder: "Nada"...mais qualquer coisa que aqui talvez não se pudesse reproduzir...se conhecida.

Veio a resposta da circunstância...como se tivéssemos pedido um empréstimo.

Fica para a história...dos que fecham o acesso à História. 

Depois queixamo-nos. 

Pequenos retalhos...Presidenciais

Felizmente, o mesmo Presidente "sem meios" assegurou que a selecção de hóquei em patins vai ter as mesmas condecorações que as suas similares de futebol e atletismo;

Marcelo Rebelo de Sousa disse que Portugal é o melhor "no futebol, na ciência, nas artes, na cultura, nas empresas, no trabalho".

Inaugurando o NewsMuseum (visitante "número um" sem pagar entrada) isso sim, foi "um triunfo do 25 de Abril e um triunfo do que é Portugal hoje".

Marcelo esteve em Serralves e ficou impressionado num dia "dedicado à cultura e em que distribuiu centenas de autógrafos".  

Infelizmente, para defender o acesso dos jovens à Cultura e exigir igualdade entre portugueses é que não "dispõe de meios".

Não votámos nele...mas também não é Um Presidente de Todos os Portugueses. 


terça-feira, 19 de julho de 2016

SINTRA, CONTINUA A "DOENÇA DO TRÂNSITO"...

Pode dizer-se que as "infecções de trânsito" já começam a tornar-se históricas. Um destes dias, algum autarca fará a exaltação do que é entrar (melhor, passar) por Sintra.

Claro está que, aos soluços, se usam umas doses de acetaminofeno, pretensamente para fazer baixar a febre do descontentamento, mas as "infecções" continuam.

Melhor dizendo, arranjam-se remédios caseiros em vez de se recorrer a especialistas na doença, capazes de a tratarem de forma tecnicamente correcta e definitiva. 

O Executivo Camarário hoje viu...

Parece que a recente colocação de semáforos à entrada do Centro Histórico até foi sugerida pela GNR, tendo em vista disciplinar a travessia das vias por peões.

Mas isso foi uma medida avulsa, bem intencionada e sugerida, devendo os técnicos especialistas fazer algo mais do que seguirem sugestões.

Hoje, ao saírem da Sessão Pública de Câmara, os membros do Executivo Municipal terão visto a situação caótica do trânsito...a menos que a autoridade tenha feito um corte para que as suas viaturas circulassem sem problemas. 

Se isso aconteceu, perderam-se momentos do inegável prazer que é ir descaindo as viaturas aos poucos, enquanto se apreciam as linhas do Palácio Real...


Claro que depois, na Volta do Duche, era o deslumbramento, como que uma anaconda em que os carros se constituíram elos da ondulante marcha lenta...

Como não terão visto, ainda oferecemos mais duas imagens do alto da Rua Visconde de Monserrate, onde a felicidade de estar em Sintra ...ia por aí abaixo.



Consta por aí que há umas ciclovias para inaugurar antes das eleições; coisa do arco da velha a caminho; mais uns tantos mealheiros para encher em estacionamentos.

Continuamos sem capacidade de pensar que os Parques periféricos ligados por viaturas não poluentes ao Centro Histórico são a única solução. É assim lá fora...

Infelizmente o nosso destino é este e, em cada dia, tudo se vai agravando, sem que se encontrem as exigíveis soluções.

Se o falhanço no trânsito é total, ainda pior se pode dizer da inoperância para termos transportes rodoviários ajustados às necessidades das populações, pelo menos dos que residem para cá do Cacém, onde até a bilhética foge das Coroas de Lisboa.

Estamos em crer que os membros do Executivo Municipal hoje viram...

Continuamos sem sair da cepa torta.



domingo, 17 de julho de 2016

GRATIDÃO E PORQUE HOJE É DOMINGO...

Os terríveis momentos que se viveram na passada Quinta-feira, trouxeram o conforto de muitos Amigos, alguns que não conhecemos pessoalmente, aos quais devemos manifestar toda a gratidão pelas suas preocupações e mensagens recebidas. 

Foram esse Amigos e o Facebook (de tantas coisas acusado...) que nos salvaram de poder ser umas das vítimas, pois no fim dos fogo de artifício a pressa em lhes mostrar as imagens fizeram-nos abandonar o local que estava pejado de gente.

Sem ter outra forma de agradecer, aqui o registamos: OBRIGADO.

Talvez a D. Rosa não leia este texto. Para ela, simpática Senhora de Guimarães que estava no mesmo hotel e connosco jantou no restaurante - vivendo a tragédia na primeira pessoa - os votos de que tenha recuperado do estado de choque em que ficou.

Porque hoje é Domingo, viver a Paz...


Na manhã do Dia comemorativo da Festa Nacional Francesa tínhamos recolhido esta imagem como Convite à união entre Todos nós, ao amor entre pessoas. Era uma foto extremamente elucidativa, plena de ternura e sentimentos, para todos Vós.  

Antes, já tínhamos recolhido outras, sobre a perfeição e equilíbrio da Vida, rodeado de água e com ela caindo sobre a beleza da expressão. 


Que dizer, ainda, da perfeição plástica, da reprodução fiel do que somos quando nos vemos ao espelho, que no fundo reflecte aquilo que somos sem ambiguidades. 

  
Aqui lhes deixamos estas belas imagens. Que as apreciem são os nossos votos, porque foram retiradas para as oferecermos a quantos têm a amabilidade de nos visitar.

Tenham um resto de bom Domingo. 



quinta-feira, 7 de julho de 2016

SINTRA: CANDIDATURA "INDEPENDENTE" CAUSA PÂNICO?

Sintra, tão rica em nevoeiros

A peça noticiosa do Público, aludindo a eventuais apoios do PSD, CDS, MPT e NÓS Cidadãos a uma candidatura de Marco Almeida para a Presidência da Câmara Municipal de Sintra, parece ter causado algum pânico entre conhecidas figuras do PS.

Devemos dizer, antes de mais, que não nos posicionamos como apoiantes do Movimento de que Marco Almeida é líder, independentemente da consideração pessoal. Do que não gostamos é do combate político assente em "barretes" ou "coerência". 

Marco Almeida foi Vice-Presidente da Câmara. Terá ambições pessoais. Mas de uma faceta da sua actividade política (não falamos partidária) podemos acusá-lo: - Conhece o Concelho de Sintra como ninguém e dedica-lhe a quase totalidade do seu tempo.

Não há associação humanitária ou de reformados e idosos, ou clubes desportivos, até escolas e outras organizações populares que não conheça e não seja estimado.

Esse facto, só por si, deveria merecer certa contenção verbal dos críticos, porque de pedrinhas para se atirarem aos políticos que por cá passam estamos cheios.

Marco Almeida tem o direito de ser ou não independente, de ser ou não apoiado por Partidos ou Movimentos, porque tal passa-se em Sintra com várias candidaturas.

O actual presidente, julga-se que ainda Democrata-Cristão - votou contra a Constituição onde consta o Poder Local - foi eleito como Independente em Listas do PS.

Ainda por cima, Marco Almeida tem um elemento relevante: - Não é sintrense, mas tem uma longa vida de ligação a Sintra e não caiu cá de para-quedas. Conhece-nos.

Não faz da política um roteiro de restaurantes onde se encontra com amigos.

O nosso futuro deve ser acautelado

Torna-se evidente que, numa futura candidatura, Marco Almeida - a ser candidato - talvez tenha de repensar nomes e personalidades que tenham crédito exemplar. 

Nomeadamente, face à experiência decorrida, as suas listas deverão ser compostas por pessoas competentes, firmemente vocacionadas para o bem comum e resolução dos problemas que nos afectam - e ele bem conhece - e a que ninguém liga. 

Nunca fez sentido que incluísse em candidaturas sob o seu nome, pessoas que, ao tempo de serem presidentes de juntas...votaram a favor da lei da sua extinção.

Obviamente que Marco Almeida tem um largo campo onde pode actuar. Nos transportes públicos rodoviários; no Hospital (agora silenciado - pasme-se - graças à existência de uma Viatura Médica de Emergência); na abertura Cultural a jovens; no Turismo. 

O PS não tem razões para pânico

Estamos em crer que o PS nas grandes questões como da poluição do Centro Histórico e trânsito inacreditável, na inimaginável concentração de carros em plena Serra, não tem soluções, agora provado com a aprovação de mais lugares para estacionamento. 

Tudo sugere que o dinheirinho está na primeira linha, fazendo lembrar velhos tempos em que havia muitas barras de ouro no banco e férrea gestão de um só homem. 

O PS tem personalidades sintrenses disponíveis, capazes das soluções, que oiçam os munícipes e façam a inventariação dos problemas, para os resolver.

Se o PS continuar a gestão da propagandinha barata, da cicloviazinha que irá atafulhar a circulação, da promoção em Nova Iorque sem resolver problemas centrais, terá efectivamente todas as razões para estar em pânico...

Mas, apenas, pela sua própria insuficiência. 


terça-feira, 5 de julho de 2016

SINTRA: PARQUE DA LIBERDADE, FALTA ZELO NA MANUTENÇÃO

Já aqui temos salientado algumas e graves deficiências na manutenção cuidada e zelosa do Parque da Liberdade, riquíssimo espaço de boas vindas a quem demanda Sintra.

Dizem-nos - e nem queremos acreditar - a quem pertence a obrigação camarária da sua gestão, ao mesmo tempo que nos chegam pormenores da aparente indiferença. 

No Parque da Liberdade, o nome é belo para quem goste dele pelo peso que encerra. Depois temos plantas e belas árvores, poemas e recantos cheios de romantismo. 

Como imagens como esta nos podem encantar

Ao longo dos anos, os visitantes de Sintra habituaram-se a passeios dentro do Parque da Liberdade (insistimos, da Liberdade), saboreando a água das suas fontes. 

De há poucos anos para cá, começa a tornar-se um sintoma de qualquer oposição à sua manutenção, ou pela ausência de responsáveis ou por notória falta de zelo. 

Vamos dar algumas imagens da indiferença pela manutenção, com fotos de que dispomos há alguns dias e cuja publicação retivemos à espera de atitude responsável. 


A foto acima não representa qualquer pintura a óleo, devidamente emoldurada. Trata-se de um aquário num estado de abandono tal que as ervas daninhas brilham...


Fonte dos Plátanos, com a água do tanque tapada por ervas daninhas aquáticas. 


Ao lado da Fonte, a terra amontoa-se pela erosão da cobertura vegetal. Ninguém cuida. Ninguém dá instruções para limpar, ninguém contraria o espírito do desleixo.


As lápides, os poemas, só se conseguem ler pelo...tacto...pelos dedos. 

Será que não há responsáveis ou não são responsabilizados?

Lê-se uma entrevista do Presidente Camarário ao Jornal da Região de 29 de Junho a 5 de Julho e surgem variadas obras: "Parque da Quinta da Fidalga", "Jardins da Ribafria", "Jardins da Quinta Nova da Assunção", "Parque Urbano da Rinchoa-Fitares"..

E o Parque da Liberdade, ali a 200 metros da Câmara Municipal, apresenta esta indiferença quase militante, certamente por não ser conhecido dos responsáveis.

Ou haverá alguma outra razão, além dos sintomas evidentes do desleixo?

Que vergonha, em plena zona nobre de Sintra, na jóia que é o Parque da Liberdade, termos imagens destes e como estas, que se arrastam meses, anos, sem cuidarem.

Um sintrense para Sintra obrigará a que isto não suceda. 

    






































domingo, 3 de julho de 2016

SU NURAXI DE BARUMINI, RICO PATRIMÓNIO DA UNESCO

Porque hoje é Domingo, convido-os a uma curta visita ao sitio arqueológico em Barumini, na Sardenha, uma vila fortificada construída entre 1500 e 1300 Antes de Cristo.

Principal torre nurágica

O complexo nurágico é Património Mundial da Unesco desde 1997, tendo sido descoberto nos anos 50 do século passado, estando nessa época cobertas de poeira.

As visitas, guiadas, levam-nos a percorrer a história dos povos daquela região, os seus hábitos e formas como viviam, nomeadamente com conforto.

Tinham aquecimento de águas para os seus banhos, nomeadamente locais para a prática de sauna em convívio entre os residentes. 

Um dos espaços destinados à sauna

Outra das torres que rodeavam a principal 

Pátio interior da Torre Principal

Com túneis fantásticos no interior da Torre Principal, este complexo justifica uma visita por quantos se interessam pelas civilizações antigas e pela cultura histórica. 

Com votos de um Bom Domingo.




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sexta-feira, 1 de julho de 2016

SINTRA: E O HOTEL NETTO? COMO VAI A COISA?

Numa altura em que já surge um cardápio de obras feitas, meio feitas, por fazer e quase virtuais, cujas virtudes militantes ressaltam, outras nos fazem pensar. 

Obviamente coloca-se-nos a dicotomia: - Ao fim de três anos de mandato não deveriam haver obras feitas? Ou o cardápio faz parte de campanha eleitoral em curso?

No meio das dúvidas, perante a louvável iniciativa dos apoiantes, perguntamos porque ainda não foram conseguidas algumas soluções que se arrastam há anos. 

Não vamos falar do grave problema de transportes públicos rodoviários que em Sintra são quase metade dos que são feitos em Cascais. 

Não falaremos de Saúde, vencidos pela militância realizada com a existência de uma Viatura Médica de Emergência no Hospital Fernando da Fonseca, abdicando do Hospital que Sintra precisa...pelo menos para os que moram a 20 ou 30 quilómetros dele.

Voltamos a falar, sim, das ruínas do Hotel Netto

Estava assim ontem o Hotel Netto

Depois de uma abordagem simples sobre o Hotel Netto e sua aquisição por parte da Câmara, ficaram naturais expectativas sobre o seu futuro após a recuperação.

Pessoa autorizada - Basílio Horta, Presidente da Câmara Municipal - após a venda em hasta pública, diria que em Abril iriam começar as obras de recuperação.

Quem se permitiria duvidar, colocar reservas ou questionário tão alto responsável? Perante informação tão firme e, garantidamente, suportada por dados fidedignos. 

Hoje, certamente, o mesmo político sentirá as maiores dificuldades pelo que entretanto sucedeu - melhor não sucedeu - e que alguém erradamente o terá informado. 

Ora, nem se cumpriu Abril, nem Maio, nem Junho, pelo que à boca fechada (às vezes é melhor fechada do que abrir só por abrir) se levantam variadas conjecturas.

Face ao incumprimento do que estaria previsto, que razões existirão ou que satisfação deve ser dada aos munícipes e residentes, para acabarem as conjecturas?

Talvez seja de bom tom que, entre uma ou outra obra a anunciar, se saiba o que se passa com o Hotel Netto, protecção adequada e início das obras. 

Tudo acaba por se tornar estranho quando o dito não se liga ao feito.