terça-feira, 29 de dezembro de 2015

SINTRA, CUMPRIR PROMESSAS E REALIZAR SONHOS

"A caça aos eleitores é tão velha como as eleições; o que mudou foi a técnica", Mónica Charlot"

Como questão prévia, sem declaração de interesses, devemos esclarecer que estivemos ao lado dos que votaram em Basílio Horta para a Câmara Municipal de Sintra.

Com o convencimento pessoal de que gerir bem, mais do que pressuposto, é obrigação dos eleitos para o Poder Local, devendo apontar-se-lhes o "menos bem" feito.

Tal princípio - com êxito - evitará deploráveis interpretações de subserviência.


Sintra não é só isto...belas imagens entre as ramas

Exageros na política levam a promessas sem cautelas 

A vida recomenda que se tenham cautelas quando surgem entusiasmos exacerbados e promessas políticas que decorrem de programas e objectivos aparentemente inócuos.

Quantas vezes são campanhas de fito feito, para impressionar e  se obterem resultados em actos próximos, ficando no espírito dos seguidores as promessas de cunho virtual.

Em Sintra temos uma longa história política de promessas exageradas, pouco aceitáveis quando criam ilusões nas populações e em nada prestigiam o Poder Local.

Em anteriores exageros "históricos" tivemos a Casa das Selecções, a Câmara accionista de um Hospital, o SATU de Cacém a Oeiras e, em 2004, 92 quilómetros de Ciclovias...

Medalhas a torto e a direito, uma Gala do Desporto tudo serviu para ilustrar o cardápio de feitos Históricos, assim chamados ou não, com umas piscadelas a Lisboa.     

Com o nosso dinheiro, em 2005 foram colocadas as duas vigas que, suportando uma tela gigante pintada por conhecido artista plástico, ajudaram a "embrulhar" a casa por altura das eleições. Passados 10 anos, turistas e outros cidadãos continuam a desviar-se da incómoda estrutura que o desleixo mantém (foto de 29.12.2015).

De "Presidências Abertas" a um novo "Dia Histórico"

"HISTÓRICO = da história ou a ela relativo; que existiu; que não é da ficção; mencionado pela história"

Dois anos após a tomada de posse do actual Executivo, enfatizam-se excelências:

- Em ciclo de produtividade, nos últimos meses aumentaram as "Presidências Abertas" de vistas limitadas, com prendas locais grandes anúncios, sem reflexos imediatos;

 - Sintra é "Líder na eficácia financeira". Consta que há milhões de euros disponíveis.

Se cresce dinheiro em cofres ou contas bancárias da Câmara, espera-se que não seja  em resultado de desinvestimento na qualidade de vida e bem-estar das populações;

- Destaca-se a "Transparência" com a subida foguetória de 169 lugares entre dois anos da mesma gestão autárquica, logo gratificada e premiada com lições de literacia;  

- De súbito, surgiram as segunda e terceira séries de ciclovias, por agora virtuais e mais modestas, servindo dois núcleos residenciais com elevado número de eleitores...

...arrancarão as suas construções em Janeiro de 2016 (Ouressa/Portela) e, no final de 2016, será a vez da outra ciclovia entre Massamá e Cacém.

Se bem geridas, neste Janeiro talvez se vejam obras antes das Eleições Presidenciais e, durante 2017, com Eleições Autárquicas no horizonte, muita pedalada está prometida;

- A "caducidade" de uma "licença de loteamento" (Quinta da Marquesa nas Mercês) gerou um "Dia Histórico"...com...uma eventual requalificação por plano de pormenor...

E, por Plano de Pormenor, lembre-se que o da Abrunheira Norte também foi arquivado e desarquivado, sem honras de "Dia Histórico" em qualquer dessas decisões;

Antes, a aquisição do Hotel Netto, que nós saudámos, esvaziou-se do sentido de uma Nova História Sintrense, virando património vendável, sem louvores ou arautos!

Prioridade à eliminação de "factos menos históricos"

Alguns feitos acima assinalados foram destacados ao mais alto nível, merecendo os encómios da praxe, sem que constituam os sonhos mais profundos dos sintrenses.

Porque, entre feitos e pré-feitos, há defeitos bem reais que se arrastam há demasiado tempo e nos envergonham pela incapacidade de os solucionarmos. 

A decisão de desmontar a estrutura colocada em 19 de Dezembro de 2014 na frontaria do Hotel Central (danificou azulejos históricos) eliminará um "facto menos histórico".

A limpeza e recuperação da Rua dos Arcos, ali no Centro Histórico protegido pela Unesco, corrigirá o "facto menos histórico" da Câmara a ter abandonado há anos.

A incapacidade de planear parques periféricos e transportes alternativos faz aumentar o "facto menos histórico" de poluição ambiental causada por viaturas particulares.

Parques de concentração de viaturas em plena Serra, com alheamento camarário, são "factos menos históricos" que fazem perigar o ambiente e a segurança de pessoas.

Alertámos para os riscos ambientais de lixo a céu aberto e bidões químicos numa antiga unidade química na Capa Rota, mas tudo se agrava à vista de milhares de pessoas.


Será que, perante a ausência de medidas extremas, este será um "Lixo Histórico"?

Por último, a urgência em estudar soluções para o "facto menos histórico" que é a carência de transportes rodoviários de passageiros no território a ocidente do Cacém.

Para governar um território, é preciso andar nele, escutar linguagens menos eruditas e mais fiáveis das populações, realizar os seus sonhos:  - O desafio aos Autarcas.

Sintra e os sintrenses, não mereciam isto.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL, CRIANÇAS, HOMENS E MULHERES DO MEU PAÍS

Para as nossas Crianças os mais fortes desejos de que nunca se esqueçam que foram crianças. É sempre feliz a partilha, com crianças, destes belos momentos:

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Natal 2015

Para os Homens e Mulheres do meu País, Votos de que a Música de Natal simbolize uma sociedade Melhor, Culta e Justa, no seu direito de serem Felizes.

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Com Votos de que passem um Bom Natal e que o Ano de 2016 lhes traga - nos traga - a realização de Sonhos Pessoais e Colectivos, num País onde dê gosto viver.

Boas Festas.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

PRESÉPIOS DO MUNDO

Tantas as culturas, tantas as crenças, mas um pouco por todo o mundo a celebração do Natal faz-se segundo as próprias raízes dos Povos. 

Hoje mostramos Presépios de várias Culturas, do Norte de Portugal ao Povo Makonde da África Oriental, não esquecendo, no primeiro lugar da história, Maria.

Maria Grávida (*)

Presépio Makonde, a Adoração (*)

O menino, no Presépio Makonde (*)

Kénia (*)

Arábias (*)

Presépio do Norte de Portugal (*)


Museu Nacional da Baviera, Munique




(*) Peças escolhidas de entre mais de uma centena expostas no Museu do Complexo do Palácio de Schleissheim (em Oberschleissheim). 


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

SINTRA: PATRIMÓNIO CULTURAL...UM DIA TRISTE

Triste. Faz hoje um ano que se fixou uma estrutura metálica aos azulejos da frontaria do Hotel Central, em Zona classificada pela Unesco como Património Mundial.

No dia seguinte (19.12.2014) alertámos neste blogue e em primeira mão (clique por favor para rever)  para o que estava sendo feito e danificaria muitos azulejos antigos.

Só em 29 de Dezembro o Presidente da Câmara emitiria um Despacho para "embargo da obra", entretanto concluída. A notificação...essa...viria a ser entregue mais tarde.

Antes de se conhecer a decisão do Presidente da Câmara (as subserviências esperam...) só a Alagamares-Associação Cultural se manifestou preocupada.

Dessa ofensa ao património, voltámos a escrever em 3.1.2015 e, por pouco ou nada se saber sobre medidas que a impedissem, insistimos em 22.1.2015.

Esta a triste recordação, que iremos juntar a muitas outras.

Julgávamos, por não frequentarmos os salões do poder, que a resolução seria de lana-caprina, bastando os alertas, sem estudos científicos. Mas não. Estávamos enganados.

Esta manhã, decorrido um ano, a imagem - mais do que à vista - reflecte as dificuldades que terão surgido e impedem a satisfação de um Despacho Presidencial:


Hoje 18.12.2015, 8:00 horas. Será disto que a Unesco gosta?

Ainda há dias se comemoraram os 20 anos da Elevação de Sintra a Património Mundial como Paisagem Cultural, com visita apropriada do Ministro da Cultura.

Disse o Presidente da Câmara de Sintra: "(...) consideramos que o património mundial preserva-se, mas vive-se e, por isso, estamos a trabalhar para valorizar o património".

Ali perto, foi pena não ter visto a Rua dos Arcos, que um patamar tapou (para ser esplanada do hotel) e transformou num túnel onde só se vê o desleixo camarário:



Rua dos Arcos - Hoje 18.12.2015, 8:00 horas. O Presidente da Câmara não visita?

O Presidente da Câmara não saberá onde é a Rua dos Arcos? 

Exactamente...debaixo do patamar onde está a tal estrutura 

Ao dizer que o IMI (*) é "aumentado substancialmente nos prédios degradados(...)senão têm que vender(...)", vinculou a Câmara à recuperação dos seus prédios em ruínas.


Quem será responsabilizado pelos danos causados por uma derrocada? 

Era assim a Rua dos Arcos (só pelos arcos se acedia ao Hotel Central):


Retirado do livro de Francisco Costa "Estudos Sintrenses"

Dolorosamente, como sintrense, devo pedir desculpa a quantos nos visitam e se deparam com a nossa incapacidade para resolver estas pequenas coisas.

Temos o direito de saber das razões de tão longo tempo de arrastamentos.

Em que nível de avaliação se integrarão estes dois casos?

Ou estaremos perante mais um dos mistérios de Sintra?




(*) Declarações do Presidente da Câmara Municipal de Sintra a uma TV (6.12.2015):


"(...) O IMI que é elevado e é aumentado substancialmente nos prédios degradados, se mantiverem degradados depois de haver possibilidade dos privados poderem fazer com condições únicas, se quiserem muito bem se não têm que vender (...).




sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SINTRA: DOS "TAMPÕES" CULTURAIS aos 800 BILHETES ANUAIS

O artigo publicado no dia 6 (para rever clique por favor) sobre restrições que atingem jovens e portugueses no acesso à Cultura, pelos preços e e divisão entre eles - uns com direito a entradas gratuitas e outros não - mereceu um "Comentário Anónimo".

Quem comentou, no seu afã não terá entendido o sentido de "à luz dos princípios" que utilizámos. Vai daí - e bem - fez o serviço de informação que lhe competia: "existem bilhetes gratuitos para accionistas". Talvez conhecendo o meio, quis sossegar...

...garantindo, anonimamente: "Logo Presidente e Vereadores da câmara de Sintra não teriam de pagar os seus bilhetes, quer ao Domingo, quer a qualquer outro dia".

O esclarecimento (15,54 horas de 7.12.2015) focalizou-se na terrível preocupação dos Autarcas da Câmara de Sintra terem de pagar...como pagam os outros portugueses.

Exemplarmente, soube dividir o Poder Local, já que os Membros da Assembleia Municipal (Órgão Máximo do Concelho) não estão incluídos no lote dos "accionistas". 

Não será por isso que Autarcas se afastam dos desígnios Culturais, mas foi precioso terem sido considerados "accionistas" os eleitos para a Câmara Municipal.

Do tema nuclear: - Tampões Culturais às entradas gratuitas de jovens dos 6 aos 17 anos nos Parques e Palácios geridos por uma empresa de capitais públicos, NADA. Nem sobre a divisão dos portugueses em residentes e não residentes em Sintra.

Câmara Municipal - O benefício de 800 bilhetes anuais

Por Protocolo, a Parques de Sintra (em contrapartida à utilização do "espaço da Torre do Relógio") comprometeu-se a disponibilizar à Câmara Municipal de Sintra 800 entradas anuais para que as distribua com fins de acção social e de educação.

Numa população com dezenas de milhar de crianças e instituições de solidariedade com outros milhares, é pedagógico saber-se como têm sido (e são) distribuídos.

20 anos depois da UNESCO nos distinguir

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Estrutura - Simbolismo retirado da Comemoração dos 20 Anos de Património Cultural

Talvez houvesse quem esperasse - e desejasse - que a Comemoração dos 20 Anos de Elevação a Património Cultural levasse ao anúncio de medidas Culturais fortes. 
  
Para nossa mágoa, nas comemorações dos 20 Anos da Classificação pela Unesco não surgiram Medidas Imediatas nem Projectos consolidados para o Desenvolvimento Cultural e de Protecção Ambiental, quer no Centro Histórico quer na nossa Serra.

Resta-nos a esperança num Gabinete da UNESCO funcional, liberto de pressões, exigindo os passos adequados para o respeito iniludível pelo Património e pelo Local, numa caminhada que levará a mais Cultura e mais Educação para Todos. 


Quando entraremos no futuro? 




quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

SINTRA: JOÃO RODIL, UM INTELECTUAL DO POVO

Deu gosto assistir, na passada Sexta-feira, ao lançamento do Livro "Os Dias do Corvo", onde, com tantos pormenores de vida disfarçados, João Rodil nos quis envolver.

Ele sim foi o envolvido...a Sala do MUSA (Museu Sintra Arte) estava a transbordar de Amigos, de Amigos sinceros que têm a felicidade de conviver com a sua modéstia.

Ele um Sintrense de mérito, pela prática, pelos princípios, pela entrega a Sintra.




João Rodil, homem de Letras e de Cultura, tem a suprema virtude de ser modesto.

Modesto em tudo, nas suas manifestações, na sua entrega, na sua convivência. 

Convive-se com o João e ficamos sempre mais ricos, porque é o Intelectual dos outros.

Estava comovido o João. Estava feliz toda a sua Família. Orgulhosos os presentes.


Ao apresentar, aqui, o livro, o João perdoará não ser sobre outra cor, mas ele compreenderá que merece o destaque a vermelho, uma cor que destaca a rebeldia.

Rebeldia positiva, intensa, que o João sabe tão bem encobrir.

Ai, o que o João me fez. Fez-me recuar 30 anos em relação às histórias contadas, caminhar pelos mesmos locais, ter os mesmos cheiros das ruas de Lisboa. 

O João tocou-me cá dentro, fez-me recuar aos 14 anos, quando comecei a trabalhar.


Ao recomendar, vivamente, a leitura do seu Livro, direi que pode ser obtido em contacto pelo TLM 915225036 ou usando o endereço electrónico: rodil.joão@gmail.com .

O João merece que leiam a sua obra. 

É não só nosso como é dos Nossos.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

SINTRA: "REINO DE NATAL" MAIS E MELHOR...

A Câmara Municipal de Sintra voltou a organizar o "Reino de Natal", este ano com mais uns passos num programa que, virado para as crianças, também interessa aos adultos.

Imagem que perdurará na memória das crianças

As crianças são levadas a um breve passeio nestes belos burros

O "Reino", pelo que vemos e sabemos, tem fins essencialmente de solidariedade.

No Palco do Parque da Liberdade, são oferecidos aos visitantes bons momentos Culturais, com Bandas Musicais, Grupos Folclóricos e de Danças e Cantares. Estas actuações mobilizam muitas populações das localidades a que pertencem.

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Quando actuava a Escola de Música da Banda da União Mucifalense

É bom vermos - no Parque da Liberdade - a promoção do "vinho quente" e sentirmos o cheiro das amêndoas torrando, tão típicos do Natal e do agrado de D. Fernando II.

No Palácio Valenças, as bancas bem arrumadas do Bazar de Natal, aguardam que os visitantes apoiem as Instituições de Solidariedade sem fins lucrativos.


Frente ao Palácio Nacional de Sintra, as bancas com muito artesanato provam que em Sintra ele existe, com a dedicação de muitos artesãos. Ainda não foi este ano que o espaço se alargou a outros comércios, como ocorre lá fora em áreas de rico Património.


Bancas de artesanato frente ao Palácio Nacional de Sintra

Nestes tempos, o "Reino de Natal" ficou mais completo, começa a ter um figurino que vai mobilizando muitos visitantes. Em cada ano, muitos mais virão.

É positivo que se criem eventos destes que obrigam a maior presença de pessoas, gente que vem das diferentes freguesias e até de mais longe, pois Sintra é de todos.

Ainda não é o modelo definitivo, mas é mobilizador e incentiva o comércio local. Um dia chegarão bancas vendendo "Fofos de Belas", "Queijadas" e outras especialidades.

"Reino de Natal" ou "Mercados de Natal" são grandes eventos de Cultura Popular.

Sintra espera por todos...Sintra sabe receber.



Horários:

Frente ao Palácio Nacional de Sintra: Até ao dia 23 das 10h às 18h;

No Parque da Liberdade: Quintas e Sextas, das 8,30h às 17,30h + Sábados, Domingos e Feriados, dias 21, 22 e 23 de Dezembro, das 11h às 19 horas.



domingo, 6 de dezembro de 2015

SINTRA, UNESCO E "ANALFABETISMO" CULTURAL...

(...) e que sua paisagem cultural vai ser preservada e valorizada para usufruto e orgulho não apenas dos sintrenses, mas de todos os portugueses (...). Edite Estrela

A propósito dos 20 Anos da Paisagem Cultural, têm surgido diversas peças mais ou menos de circunstância, faltando, pela certa, ainda algumas de mais alto gabarito.

Entre as publicadas, não nos apercebemos de grandes entusiasmos para o incremento da Cultura que as riquezas Patrimoniais deveriam proporcionar aos portugueses.

Palácio de Sintra, para portugueses verem de fora. A quem pertence o Terreiro Rainha D. Amélia?

Ao lermos o texto recente do ex-presidente da Parques de Sintra, notamos - antes - a visão de quem, elevando preços...até mais limitou o acesso dos portugueses.

Disse tão Alto gestor que "O Património Cultural não foi construído para ser visitado", não clarificando para que se destinaria. Visitas selectivas ou para estudo de cientistas?

Dessas palavras, ficaram claras as razões pelas quais os jovens entre os 6 e os 17 anos não entram gratuitamente, coarctados do seu legítimo direito à Cultura.

Ajudando a desconfundir alguns seguidores, por um lado disse que a empresa (Parques de Sintra) "depende unicamente das receitas que recolhe dos visitantes", mas por outro referiu que, dos 37 milhões investidos..."só recebeu" 8 milhões de incentivos externos...

Foi de bom tom aludir que a preservação da Paisagem Cultural interessa "a todos os sintrenses, a todos os portugueses e a toda a humanidade", quando em 2012 a empresa dividiu portugueses: - Uns com direito a entradas gratuitas e outros sem tal direito.

Para português ver ao longe. Que diria D. Fernando II?

20 anos depois da elevação de Sintra a Património Mundial, a fobia da receita (dizem que estrangeiros pagam tudo...) sobrepôs-se a Cultura, pelo que nos Parques e Palácios é dolorosamente baixa a taxa de visitantes portugueses.

Unesco promove o desenvolvimento

Revemos as palavras acima destacadas de Edite Estrela. Eram esses os seus sentimentos na época e hoje certamente, mas que têm sido fortemente desvirtuados.

Há 20 anos, Nós subíamos a nossa Serra, as famílias entravam livremente nos Parques, sem grades e bilheteiras limitativas. Em 2012 as últimas portas fecharam-se.

Nos seus objectivos, a Unesco é muito clara: "Que cada criança, menino ou menina, tenha acesso a uma educação de qualidade como um direito humano fundamental e como pré-requisito para o desenvolvimento humano".

Afirma a Unesco: " Num mundo globalizado com sociedades interligadas, o diálogo intercultural é vital se queremos viver juntos, reconhecendo a nossa diversidade".

Pelo custo, são criadas barreiras que impedem o diálogo e a vida conjunta, o que contraria o espírito da Unesco para o desenvolvimento Cultural e Educacional.

A nossa história, para ver ao longe. Que diria D. Afonso Henriques?

Como se posiciona a Câmara Municipal de Sintra?

Neste quadro, sentando-se na Administração da Parques de Sintra, A autarquia - mesmo minoritária - não mostra preocupações com as restrições ao acesso Cultural.

Já será tempo da Autarquia dar os passos necessários para exigir a igualdade de direitos entre cidadãos portugueses e, também, garantir acesso gratuito pelos jovens.

Entre aparentes jogos de poder, a quem pertence, realmente, a gestão equilibrado de todo o território? À Câmara Municipal ou a uma empresa de capitais públicos?

Faz-se a pergunta pois, ao que consta, para eventos no Terreiro da Rainha D. Amélia (Largo fronteiro ao Palácio) a Câmara depende de autorização da concessionária.

Digamos mais. À luz dos princípios, Presidente e Vereadores da Câmara Municipal, se não residirem no concelho, até aos Domingos terão de pagar as suas entradas.

Temos salientado a nossa discordância com a Cultura Negativa, não excluindo que possa haver quem a louve, no esquecimento dos reflexos na iliteracia.

Somos contra as políticas de acesso por caridade ou de encostados borlismos, mas sim enquadradas nos princípios de Direitos Culturais internacionalmente previstos.

Quando soubermos decidir, teremos a sociedade culturalmente igualitária.

Só assim a Cultura será devidamente valorizada.






sábado, 5 de dezembro de 2015

ROSAS, OFERECÊ-LAS NO MÊS DO NATAL...

Não sei se te disse tudo,
Ao dar-te aquela rosa,
Vermelha, aveludada.
Perto de ti, fiquei mudo,
À volta não via nada.


Ou será que não a dei,
Dominado a olhar-te,
Como basbaque sem cura?
Confesso: Hoje não sei,
A rosa era tão pura.

Misturei-lhe amarelo,
Para lhe tirar o tom
Provocador e macio.
Ficou amor paralelo,
Sofredor por ser tardio.



Preferi envelhecê-las
Num recanto de jardim,
Para dormir descansado.
Não consigo esquecê-las,
Penso nelas, acordado.



Levanto-me, vou regá-las,
Já não sei que mais fazer,
Florescem, deitam calor.
Impossível agarrá-las:
Os picos, causam-me dor.

Rosas que dormem. Ó rosas,
Não as posso ver assim
De beleza tão singela.
Desafiam belas prosas,
Vistas da minha janela.





quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

SINTRA E MUNIQUE OU O RIGOR NO PODER LOCAL

Da Câmara Municipal de Sintra, no dia 27 de Novembro de 2015...

Às 9,30 horas partiria do Largo de S. Pedro uma comitiva anunciada com o pomposo e desgastado nome de Presidência Aberta, para visitas a locais devidamente definidos.

Digamos que, salvo erro grosseiro da nossa parte, uma Presidência Aberta tem outra amplitude, inclusive apelos aos residentes para exporem os problemas que sentem. 

Parece que, agora, a simples presença do Presidente - obrigado a conhecer o território - se transforma em Presidência Aberta, com os riscos decorrentes da insuficiência.

Chamemos-lhe, então, Presidência Aberta, uma denominação tão do agrado, com obrigações acrescidas no cumprimento de Horários previstos no Programa.

Passava das 10 horas e a ausência do Presidente Camarário no local da partida, ponderados os seus rigores, era susceptível de causar preocupações nos esperantes.

O autor deste texto, que gostaria de acompanhar o Programa mas estava fora do país, tem informações fidedignas que apontam a partida com quase 50 minutos de atraso.  


O programa, atingido pelo atraso original, levou a que a comitiva saltasse de uma AUGI para a Escola da Abrunheira, junta à Zona do Plano da Abrunheira Norte, por uma via lateral, evitando a polémica entrada na Abrunheira que exige solução adequada.

Assim, nessa dita Presidência Aberta, goraram-se as hipóteses de apreciação das gravíssimas implicações que o aumento de tráfego trará para o interior dessa Aldeia.

Por fim - não constando do Programa - surgiram, certamente por acaso, alguns coordenadores do Plano da Sonae que simpaticamente falaram sobre o Plano.

Que populações foram ouvidas? Que decisões decorreram da Presidência Aberta?

...À Rathaus de Munique...no mesmo dia 27 de Novembro de 2015

Os visitantes deste modesto blogue, recordarão que nos referimos à Abertura dos Mercados de Natal em Munique, no Programa às 17 horas do dia 27 de Novembro.

Num exemplo de rigor, às 16,59 horas silenciou-se a orquestra típica e, de imediato, às 17:00 horas em ponto, o Ober Burgomestre Dieter Reiter interveio para a Cerimónia.

Foto tirada às 17:00:16 horas, momentos depois do início da Cerimónia

Foi essa a hora anunciada. Foi essa a hora cumprida. Foi essa, antes de mais, a prova mais exemplar da consideração para com todos que quiseram estar presentes.

Dez minutos depois, a majestosa Árvore de Natal estava iluminada pelas suas 2500 lâmpadas, seguindo o Concerto da Abertura às 17,30 horas.

Pragmatismo, organização, respostas eficazes às grandes e pequenas necessidades. 

Exemplos...que dizem muito mais do que está escrito

Estamos perante exemplos que permitem ilacções. Na grande Munique - ou nos pequenos municípios, como o nosso tão íntimo Landsberg do Lech - os eleitos não esperam por portas abertas...empurram-nas porque têm pressa em resolver.

São municípios onde o alto conceito do cumprimento e desenvolvimento leva os autarcas a pedirem aos habitantes a indicação dos problemas que são precisos resolver.

Presidência Aberta ou Reunião de Trabalho?

Por cá, entramos no campo da vulgaridade, foi assim naquele dia e outros teremos, ocupando quadros que poderiam estar a tomar decisões nas sua funções.

Ficamos sempre à espera dos Planos, da concretização dos Protocolos, de tudo o que é anunciado e nos desgasta nas esperanças. Vivemos enrolados em nós próprios.

Não admira que estejamos cada vez mais longe do futuro.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

1º. DE DEZEMBRO, A DERROTA DOS LACAIOS...


Não tivéssemos visto, no passado Sábado, esta pintura de Rubens no Neuburg Schloss e a efeméride do 1º. de Dezembro de 1640 passaria despercebida. 

Por alguns problemas de consciência as comemorações e o feriado que lhe estava associado foram expurgadas da vida nacional, porque os lacaios não acabaram.

Olivares, Diogos Soares e Vasconcelos são, agora, meras figuras emblemáticas, mas que facilmente conseguimos descortinar pelas nossas ruas, nos nossos passos e Paços.

Foram figuras exemplares de como se pode levar um país à ruína, aumentando os impostos e levando a cada vez maior exploração dos portugueses. 

Foi este Filipe IV de Espanha e III de Portugal, que depois da Restauração de Portugal em 1640, ainda a tentou impedir numa guerra que durou até 1668.

Claro que os lacaios não acabaram em 1668, tomaram outras formas e roupagens, continuam por aí com as mais variadas vestes e manifestações. 

Ter-se acabado com o feriado não evitará que se comemore a derrota dos lacaios.

Mesmo que andem por aí...