sábado, 28 de dezembro de 2013

SINTRA: A MATA MUNICIPAL/PARQUE DAS MERENDAS

 
A cerca de 100 metros do Centro Histórico de Sintra, a Mata Municipal, também denominada Parque das Merendas, é um dos espaços mais aprazíveis de Sintra.
 
Aberta praticamente todo o ano, oferece-nos o contacto com a natureza e permite que o nosso olhar vagueie entre o oceano lá ao fundo e a deslumbrante paisagem. 

 
Para aceder à nossa Serra, ao Castelo dos Mouros e ao Parque da Pena, se passar pela Mata Municipal encurtará caminhos e poderá descansar nos seus recantos.
 


Há muitos anos havia aqui um bar, apoiando quem queria momentos de leitura ou relaxe num dia estival

 
Conviver, petiscar, como é bom ter um espaço para amigos se reunirem
 
Lamentavelmente, apesar de ter sido sugerido ao anterior Executivo Camarário, não existe sinaléctica adequada ao encaminhamento de visitantes para este maravilhoso Parque que, não sendo divulgado, é pouco visitado.
 
Uma placa indicadora - a colocar em local bem visível no Centro Histórico - ajudaria muitos visitantes a visitarem este local paradisíaco, aberto todo o ano e disponibilizado pela Camara Municipal de Sintra sem pagamento de entradas...
 
Só falta uma placa...será possível a Câmara resolver?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

NOITE DE NATAL

 
Natal à Porta
 
Eis que se aproxima velozmente,
O dia consagrado à família,
De evocação, ao nosso criador,
E por isso, se clama docemente,
Aquele bendito dia, em que Maria,
Nos legou Jesus, Nosso Senhor. 
 
Nessa noite de Inverno, imortal,
No céu uma estrela cintilava,
Cheia de esplendor e terna luz.
Naquela santa véspera de Natal,
Também a Virgem Mãe anunciava,
O nascimento querido de Jesus.
 
Desde então, tod’a Humanidade,
Lembra esse dia, hora a hora,
O génio que nos deu a sua fé,
Recordando nos peitos, com saudade,
As certezas tidas até agora,
Com as palavras sagradas de José.
 
Ao cantar do galo, se dará missa,
Povo de joelhos com fé e pranto,
Nesse Dia tornado universal,
A bandeira de Deus sobe na driça,
Dando lugar, por suave encanto,
À Santa e bela noite de Natal.
 
 
                                                                       Fernando Castelo (pai) 1963
 
 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

PARA TODOS, DESEJO UM NATAL DE PAZ E UNIÃO...


Caros Amigos e Amigas,

Criei este blogue quase para ceder às insistências de um Amigo. A vida provou-me que fiz bem, gratificando-me das mais diversas formas.

Aos poucos, fui rodeado por uma comunidade de Amigos que pessoalmente não conheço, mas me acompanham com a leitura do que vou escrevendo.

Com alegria, com a maior alegria, fui recebendo Amigos e Amigas de há décadas, pedaços da minha vida, antigos colegas que estimo e recordo. Vejo-os e recordo.

Que belas prendas fui recebendo pela Vossa partilha. A todos a minha gratidão.

Para Vós, Amigos e Amigas deste e de outros tempos, desejo que sejam Felizes junto de quem mais estimam, unidos na esperança de Novos Natais em que, sem as preocupações de hoje, se deva dizer: Boas Festas.

De Sintra, com o maior gosto, envio a todos umas deliciosas fatias douradas.

Da Pastelaria Tirol, em Sintra 

Muito obrigado pela Vossa Amizade !

QUE EM 2014 SEJAM FELIZES !


Fernando Castelo


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

SINTRA: A PASSAGEM PEDONAL SOBRE A LINHA-FÉRREA...

Em 29 de Agosto de 2011, o site da Camara Municipal de Sintra informava:

"REABILITAÇÃO DA PASSAGEM PEDONAL NA PORTELA DE SINTRA
A passagem pedonal existente sobre a linha-férrea, na Portela de Sintra, vai ser alvo de reabilitação a partir do dia 6 de Setembro, ficando assim a via interdita. 
Prevê-se que a reparação dure cerca de 50 dias e a montagem da estrutura dure cerca de 2 noites, em data ainda a definir. 
Os trabalhos a realizar consistem no desmonte integral da estrutura metálica e transporte para oficina metalomecânica, onde serão efectuadas as reparações e tratamento anticorrosivo das peças. 
Após a reparação, proceder-se-á à recolocação da passagem pedonal na sua posição inicial. 
Serão também executados os trabalhos de reabilitação de betões e argamassas dos elementos existentes e ainda o arranjo do terreno envolvente ao pedestal dos pilares. 
Esta intervenção visa a reabilitação da passagem pedonal em estrutura metálica que garante o atravessamento por cima da linha-férrea, ligando a Portela de Sintra à Estefânia, melhorando assim as condições de circulação na mesma."
 Decorridos mais de 15 meses, melhor dizendo 835 dias, nem a passagem pedonal está reposta nem se sabe, ao certo, os motivos que originam tão grande atraso.

Caberá ao actual Presidente da Câmara - Sr. Dr. Basílio Horta - resolver um problema que não criou, para bem da população local e de muitos visitantes.

São muitos os transtornos causados pela falta dessa ligação rápida entre a Portela e a Heliodoro Salgado, lesiva do comércio local. Em fins-de-semana, ajudaria a encaminhar utentes para o Eléctrico, depois de estacionarem  junto ao Urbanismo.

Zona em que existia a passagem pedonal sobre a linha férrea

Eventuais divergências serão passíveis de resolução, desde que se limem algumas pontas de desentendimento que, segundo consta, terão surgido.

Perante a situação criada, apela-se ao Senhor Presidente da Câmara para que desenvolva os contactos indispensáveis no sentido da passagem sobre a linha-férrea ser reposta, servindo um vasto leque de utilizadores que ficarão gratos.



domingo, 15 de dezembro de 2013

SINTRA, ONDE QUASE TUDO JÁ FOI INVENTADO...

Depois de grandes invenções, entre elas a da roda no quarto milénio antes de Cristo, tantas se seguiram que, de certa forma, poucas já serão novidade.

Até a pólvora (alguma sem fumaça) que tantas mortes tem causado, foi descoberta na China quando se procurava um elixir para alongar a vida...
 
Tais exemplos são um aviso para que, neste blogue, escrevendo sobre algo, não se exagere na postura de ideias originais, porque a vida é, essencialmente, um colectivo de pensamentos ao longo do tempo.
 
Ainda há dias, notava-se a falta de "Um Festival de Doçaria Romântica" e Paulo Parracho logo lembrou - e muito bem - que "essa iniciativa fazia parte do (seu) programa de candidatura à União de freguesias de Sintra".
 
Isto para dizer que, em Sintra, a reivindicação de propostas exclusivas pode esbarrar com estudos e projectos muito antigos e não realizados. Se os recordarmos aos responsáveis já estamos fazendo um bom serviço à sociedade.
 
Ora, do Jornal de Cintra de 3 de Abril de 1887, retiramos uma notícia (*):
"Os Srs. António José d'Almeida, João Clemente Cardoso Oliveira, e Manuel Joaquim da Silva Santiago, proprietários e comerciantes em Lisboa, requereram à camara para que lhes fosse concedida licença para o assentamento de ascensores mechanicos pelo systema tramway-cabos, ou qualquer outro que não estorve a viação ordinária, para explorarem por noventa e nove annos, revertendo, terminado esse praso a concessão com todo o seu material em benefício do município.
Os pontos da Villa, onde serão assentes os ascensores, são os seguintes:
Pizões, Praça de Cintra, Rio do Porto, S. Sebastião, Villa Estephania, Estação do caminho de ferro, Pé do Boi, Portella, Quinta da Vigia, Campo do Arrabalde, S. Pedro, Calçada da Pena, Caminho da Trindade, Estrada de Santa Maria, Sabuga, Bairro do Castello, Paços do Concelho, e Estrada do Arrabalde.
A Camara de certo concederá a autorização pedida, sem dúvida um importante melhoramento para este concelho.
Oxalá que em breve principiem os trabalhos de assentamento, e que em pouco tempo Cintra tenha mais um melhoramento que vem proporcionar inúmeras vantagens aos seus habitantes e aos que a visitam, cujo numero d'uns e d'outros tende forçosamente a augmentar".
Em tese, há 126 anos que alguns problemas de acessibilidades, com influência na mobilidade, tinham projectos que os solucionariam. Hoje com barbas...

Se estes projectos tivessem sido concretizados, Sintra estaria em condições fantásticas de mobilidade para os residentes e para o desenvolvimento turístico.
 
Não conseguimos apurar o que impediu a construção de, pelo menos, alguns destes ascensores, mas que os três Senhores de Lisboa tinham visão, isso é inegável.



(*) Recolha feita na Sintriana da Casa Mantero - Biblioteca Municipal de Sintra.


 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SINTRA: ESTACIONE FACILMENTE AOS FINS-DE-SEMANA...

Muitas vezes quem visita Sintra depara-se com dificuldades de estacionamento, não podendo permanecer mais tempo para visitar o Palácio Nacional de Sintra ou o Centro Histórico, passear a pé até à Quinta da Regaleira ou ao Palácio de Seteais.
 
 
Por falta de alternativas adequadas, muitos visitantes que chegam de carro nem conseguem pôr os pés em solo sintrense, tornando os desejos de uma agradável e alargada visita numa frustrante passagem cheia de limitações. 
 
Queremos ajudar, para que possa estar em Sintra mais tempo, almoçar, sentar-se num jardim ou lanchar, visitar lojas com artesanato. A Sintra da história tem de ser (re) vivida, partilhada pelas famílias e explicada aos mais novos.
  
No Centro Histórico, a atractiva Fonte da Pipa
 
Para tomar uma bebida, "O Cantinho do Lord Byron" é um espaço que dá gosto visitar.
  
Sugestão para estacionar em fins-de-semana:
 
  
No Ramalhão siga pela direita até Chão de Meninos e daí desça para a Vila. Na segunda à direita entre na Av. Movimento das Forças Armadas. Vira na terceira à esquerda e de novo à esquerda. Segue em frente até à segunda à esquerda. O parque está à vista do lado direito.
 
Depois passeia a até ao Centro Histórico, apreciando o Vale da Raposa, a Câmara Municipal. Come uma queijada na Sapa ou almoça no Apeadeiro, aprecia a Volta do Duche e o Parque da Liberdade, visite o Museu do Brinquedo.
 
Com tempo, não se arrependerá de ter visitado Sintra e seus recantos. É mesmo certo que passará momentos felizes na companhia das gentes sintrenses.
 
Diga-nos se a sugestão serviu os seus gostos.
 
 
 
 
 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

SINTRA: ELEVAR O ELÉCTRICO A PATRIMÓNIO DA UNESCO...

 
Recentemente, viajando no Bernina Express entre St. Moritz e Tirano, com belas paisagens, curvas e chiar de rodas, recordei o nosso belo e mais que centenário eléctrico de Sintra, estremecendo em linhas estreitas, roçando árvores e casario.

O nosso Eléctrico reúne todas as condições - depois do devido suporte - para que possamos ter um segundo património reconhecido pela Unesco. E que grande honra e alegria seria para os sintrenses e para o País.
 
Uma perspectiva da Estação de Sintra que é passível de se reavivar (foto tirada na Exposição que decorre no Palácio Valenças, em Sintra)
 
Sonhamos com o regresso do Eléctrico à Estação (foi prometido e não cumprido...), mesmo até à Vila. Para isso, é preciso o empenho da Câmara Municipal com mecenato de um núcleo de empresas, sempre possível mesmo em tempos de crise.
 
Um exemplo na cidade de Como, em Itália:- O consórcio turístico "Amici di Como", composto por muitas empresas e instituições. Uma organização desse tipo poderia responder à recuperação do trajecto histórico do nosso Eléctrico.
 
 
Uma coisa é certa, o Eléctrico de Sintra, cada vez mais uma referência turística, não pode estar sujeito à forma  entremeada de funcionamento, desajustada da procura feita por turistas que não podem utilizá-lo entre as segunda e quinta feiras.

Por outro lado, até para as populações das zonas por onde ele passa, o eléctrico serviria e seria utilizado para mais frequentes deslocações à Sede do Concelho, já que são servidas por deficientes e caríssimos transportes públicos.

O conjunto das regras de funcionamento, as belas paisagens, o romantismo da viagem, serão um grande suporte para o "Eléctrico de Sintra, Património da Unesco".

Vamos a isto...
 
 
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA, HOMEM QUE FOI SEMPRE O SEU POVO

Respeitosamente, neste dias de despedida terrena, curvo-me perante a sua memória e o seu exemplo de Homem que sempre teve o seu povo nos sentimentos.

 
Que orgulho para uma Pátria.
 
 


domingo, 8 de dezembro de 2013

SINTRA: será capaz de adivinhar?

 
Imagine que, enquanto aguarda pelo comboio na estação de Sintra, resolve olhar para os céus, esperando que algo de bom caia para resolver pequenos problemas.
 
De súbito notará algo estranho, parecendo um cogumelo de dimensões apreciáveis, talvez não venenoso, que é uma pena ali ter crescido. Ou será um ovo de avestruz?
 
Ao lado, num sussurro, alguém sugere tratar-se de um ninho, quiçá de ave rara (que em Sintra as há...) chocando ovos, para salvaguardar alguma espécie do Éden.
 
Em silêncio observa o ninho, mas logo é vítima de uma agressão sonora, estridente, a partir do alto, sem oposição dos defensores do espírito do lugar.
 
Já descobriu de que se trata? Não? Então vamos explicar...
 
É uma campainha...uma barulhenta campainha, pronta a tocar a qualquer hora do dia ou da noite, mesmo que ninguém a atenda, incomodando nas horas de silêncio.
 
Em baixo, numa estrutura modelar encontra-se o aparelho a que a campainha reporta,  melhor dizendo, de que a campainha re...toca.
 
A "qualidade" dos autarcas também se vê nestas coisas 
 
No espaço destinado aos peões, permitiu-se a colocação - sem respeito por eles - deste obstáculo, estilizado, bonito, desrespeitador da vivência em sociedade.
 
Ressalve-se que esta situação não é de agora. Foi herdada de um Executivo Camarário que esteve por cá 12 anos, sendo Vereador do Ambiente e presidente da Junta os mesmos políticos que nos prometiam "Dedicação"...
 
Resta apelar-se aos novos Autarcas no sentido desta situação ser resolvida a bem da imagem de Sintra, da dignidade do local, do ambiente e da protecção da árvore...
 
Alguém teve responsabilidades neste desleixo...talvez os sintrenses!
 
 
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

SINTRA: CONVENTO DA PENINHA E VISTAS LARGAS...

Vale sempre metermo-nos pela Estrada Nacional 247-3 para uma visita ao Convento da Peninha, um local místico, onde muitos autarcas deveriam fazer penitências pelas suas vistas, às vezes tão curtas.
 
 
Na Peninha somos desafiadas a vistas largas, a horizontes.
 
Olhar a Sul, com o Cabo Espichel no recorte
 
Do alto da Peninha, quer se queira ou não, quer se seja ou não capaz, todos são obrigados a ver mais longe, quase até ao infinito.
 
Para Ocidente, a quase visão do infinito
 
Recordo-me de, não há muito tempo, para muitos convidados que visitavam o Cabo da Roca (junto ao mar...), um político gritar num espanhol "livre": "De l'otro lado es iber...ibero americano". Que teria dito se estivesse no alto da Peninha?
 
Mais para Norte, a visão da costa, da terra, do mar e do ar
 
Junto a nós, tão perto e tão longe ainda, quase a nossos pés, a praia do Guincho,  já no Concelho de Cascais, vizinhos que completam a vida e os percursos.
 
Descemos e avaliamos o que existe de comum entre o grandioso Convento e a pequena casa que lhe fica próxima: - Exactamente...o abandono.
 
Como é belo este espaço de terra com uma casa em ruínas plantada
 
O Santuário de Peninha deveria ser mais visitado, oferecido aos que passam por Sintra em busca de belas paisagens, natureza, ar puro e momentos de meditação.
 
Fica nas mãos das entidades oficiais responsáveis pelo Turismo de Sintra, agora com renovadas esperanças.
 
 
 
 
 
 
 

 
 

sábado, 30 de novembro de 2013

"O CONCELHO DE SINTRA" - 1 DEZEMBRO DE 1910

Um trem de 1882

Do número 1 do Jornal "O Concelho de Cintra", publicado em 1 de Dezembro de 1910, retirou-se esta saborosa notícia:

"TRACÇÃO ELECTRICA CINTRA, S.PEDRO E CASCAES
Segundo nos informa pessoa de toda a respeitabilidade, vae-se em breve fazer o estudo da linha electrica de Cintra a Cascaes, por S. Pedro.
É um grande melhoramento para Cintra, S. Pedro e Cascaes, que desejamos bem que seja levada a efeito".

Lendo e relendo, temos duas perspectiva: - Falsa pista que originou uma notícia privilegiada ou efectiva intenção da obra, falhada por motivos desconhecidos, pois Sintra tem sido fértil nestas coisas de nada se fazer. Aceitemos a segunda.

Garantidamente, há 113 anos, havia pessoas com visão e que deram à notícia acima reproduzida o relevo da ligação entre Sintra e Cascais, apresentando-a como um grande melhoramento, infelizmente adiado até aos nossos dias.

Tem sido um adiamento demasiado longo de uma obra que muitos investidores estariam dispostos a realizar, fixadas que fossem as condições de exploração.

A miopia de responsáveis, quantas vezes amedrontados por falsos defensores locais e mais defensores deles mesmos, tem mantido afastados e desligados dois concelhos vizinhos, com interesses comuns no turismo e desenvolvimento da região.

Recupera-se a grande notícia daquela época, porque uma mais regular e garantida ligação a Cascais seria um forte incentivo ao desenvolvimento turístico dos dois concelhos, que ainda hoje vivem praticamente de costas voltadas.

Sintra e Cascais tem todo o interesse na ligação - rápida e cómoda - entre os dois concelhos, quer para responder a quantos residem e trabalham num ou noutro, quer para os visitantes conhecerem melhor os dois belos territórios.

Como foi possível durante mais de 100 anos ninguém se ter preocupado com uma obra que teria tanta influência no desenvolvimento económico da região?

Em 1910 havia cabeças que pensavam no progresso...e quem o travasse.

Os Fantasmas do Éden têm sobrevivido.


Nota: Documentação consultada na SINTRIANA/CASA MANTERO, Biblioteca Municipal de Sintra.


 


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

SINTRA: EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL SOBRE O ELÉCTRICO

Se gosta de apreciar fotos antigas e documentos que fazem parte da nossa História, então não deixe de visitar a Exposição Documental sobre o Eléctrico de Sintra.

Até ao dia 31 de Março de 2014, de segunda a sexta-feira e entre as 9,30 e 17,30 horas, pode recordar ou conhecer um conjunto de locais que fizeram parte não só da vida em Sintra como de uma época. Não falte...

Viagem Inaugural. Fotografia com mais de 100 anos. (Foto da Exposição)

Subindo a Av. Dr. Miguel Bombarda, em frente dos Paços do Concelho (Foto da Exposição) 

Veja como era a Praia das Maçãs (Foto da Exposição)

A propósito desta visita à nossa história, acrescentaria algumas curiosidades:
Em 1930, o eléctrico de Sintra teve a sua maior extensão, indo de Sintra às Azenhas do Mar. Eram 14.485 metros;
Em 1954 acabou entre a Praia das Maçãs e Azenhas do Mar. Nesse mesmo ano, acabou entre a Vila (Palácio) e a Estação dos Caminhos de Ferro;  
Em 1975, acabou entre a Estação de Caminhos de Ferro de Sintra e a Praia das Maçãs;
Em 1980 voltou a funcionar entre a Praia das Maçãs e o Banzão. 
Preços:  
Em 1908, entre a Estação de Caminhos de Ferro de Sintra e a Vila (Palácio) o custo eram 20 réis; Até à Praia das Maçãs, eram 200 réis.
(Para facilitar as contas, digamos que 200 réis era 1/5 de Mil Réis (Um Escudo quando veio a República), sabendo-se que 200 escudos nos deram apenas Um Euro. Explicando melhor, 200 réis equivaliam a 20 Centavos (quando da República), ou seja, dois tostões.) 
   


domingo, 24 de novembro de 2013

SINTRA EM MANHÃ DE LUA-CHEIA

Só de manhã cedo, talvez pelo frio que se sentia, a Lua de Sintra, bem cheia, começou a preparar-se para descansar entre mantas nebulosas que a ligavam ao mar, tendo em baixo a bela costa entre Almoçageme e a Praia das Maçãs. 
 
Da Igreja de S. Martinho era esta a visão sobre a Lua, o Mar e a Terra
  
 
Na Torre do Relógio o silêncio das horas dava-nos a esperança de que o dia tinha quase mais 17 horas para podermos viver e apreciar Sintra.
  
 
Em Seteais, recortava-se o Palácio da Pena, com o Vale dos Anjos a colocar de permeio o colorido forte das folhas do Outono.
 
No Largo Dr. Gregório de Almeida (que talvez não devesse ter carros a enchê-lo) o Pelourinho - agora protegido e com um canteiro, dava imagem mais ajustada à dignidade do local, mesmo entristecido pelo anúncio do antigo "Hospital" estar à venda.
 
 
Do Jardim da Vigia, viam-se duas bandeiras a ondular nas Torres do Castelo. 
 
Sintra, todos os dias tão diferente...numa beleza que todos os dias nos desafia.
 
 
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O MOSTRENGO

14 toneladas e 19 metros de altura

"O Mostrengo", de Fernando Pessoa, é claramente uma Mensagem.
 
A maior parte dos portugueses, os que vivem ou viveram do seu trabalho, os que produzem ou produziram a riqueza deste país, encontram-se perante um futuro desconhecido, incapazes de salvaguardar a própria vida.
 
A hora é para vencer os medos. Deixarmo-nos de temores. Os monstros existem e, em cada dia, mais se sentem as ameaças, cada dia com mais desplante.
 
"O Mostrengo" está nas mãos do poder; o poema abre-nos horizontes que cada vez estão mais longínquos mas existem, que alcançaremos com a coragem de vencer os ventos contrários que nos querem levar à tragédia.
 
Deixo-vos com o poema e o convite à meditação:
 
 O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
 
 
 
Nota: Esta publicação é também um momento de recordações. Um antigo colega - soube há pouco tempo que faleceu - era um excelente declamador deste poema. Tantas vezes lhe era feito esse pedido. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

UM CASO DE ORGANIZAÇÃO: A CCDR-LVT

Uma pessoa, manhã cedo, recebe o mail abaixo reproduzido e fica a meditar nos cuidados a ter com certas entidades deste país cada vez pior plantado. 
 
De há uns tempos para cá, sem reflexos evolutivos, são criadas novas siglas, bonitas, coloridas com aquelas cores que técnicos habilitados dizem ter mais impacto nos leitores, desde marinho que dá horizontes ao laranja cheio de (falsa) vitalidade.  
 
Uma tal CCDR-LVT, que numa insistente pesquisa ao seu site, despindo-o de alto a baixo e de lado para lado, não consegui a identificação mais completa, escreveu-me um e-mail a pedir-me o "Mapa resumo Prestação Contas 2013"...para o POCAL!
 
Mais ainda, cativante, reporta-se ao "exercício contabilístico de 1 de Janeiro a 29 de Setembro de 2013 da freguesia", bem como das "freguesias extintas" nessa data.
 
Andam uns tantos políticos embevecidos a chamar fregueses aos residentes, como gritava a D. Ivone, ilustre peixeira da Praça do Matadouro para vender o seu peixe, e logo eu é que sou avisado para prestar Contas.
 
Ainda por cima, a minha freguesia, a de S. Pedro de Penaferrim, que possuía uma riquíssima história de Sintra, com o Palácio da Pena e a Ermida de Santa Eufémia. Onde há uma feira com centenas de anos. Extinta por vendilhões.
 
Será que nessa tal CCDR-LVT andam às voltas sem saberem a quem se dirigir? 
 
Agora, para dar largas a hábitos antigos, debato-me com outro problema da nossa época, não posso rasgar a citação que a CCDR-LTV me enviou, mas apresso-me a publicamente aqui avisar os responsáveis para o cumprimento do pedido.
 
Alguém tem de prestar contas, pelo menos aos antigos fregueses. 
 
Mas que é um exemplo de organização não podem restar dúvidas...
 
 
 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

SINTRA: FALTA UM "FESTIVAL DE DOÇARIA ROMÂNTICA"...

Sintra tem uma história riquíssima em doçaria, pelo que é de estranhar que, até hoje, ao nível oficial, não se tenha desenvolvido um Festival da Doçaria Romântica.
 
Já provou um delicioso pastel da CRUZ ALTA?

As Queijadas de Sintra (*) são famosas, mas há mais doçaria que não lhe fica atrás, gulosa, que deve ser consumida com moderação devido às elevadas calorias.
      
                       
 
É indesmentível que as queijadas da SAPA são as mais antigas. Mas as da PIRIQUITA talvez as mais conhecidas, privilegiadas pela fábrica estar no Centro Histórico.
 
                 
 
Excelentes são também as queijadas do GREGÓRIO e da CASA DO PRETO, esta também com umas mini-queijadas que nos sabem sempre bem.
 
      
   Depois da introdução, não comeria uma destas queijadas da SAPA?
 
      
 Que dizer de um bom travesseiro da PIRIQUITA, morninho, a meio da tarde?
  
      
      E as broas do Gregório, tão procuradas que se esgotam facilmente?
 
      
 
E que dizer dos FOFOS DE BELAS que, sendo mais leves, se podem comer logo pela manhã...ao longo do dia...e à noite, como iguaria de mestres. 
 
Outras especialidades, entre elas compotas e licores, são dignas de um FESTIVAL DE DOÇARIA, onde não falte a presença romântica de um bom vinho de Colares...
 
O patrocínio da Câmara Municipal, com apoios das Associações de Comerciantes e das Antigas Fábricas de Queijadas de Sintra, garantiria o êxito do evento.
 
Um FESTIVAL deste tipo seria uma verdadeira mostra da doçaria local, estimulando a veia artesanal e o surgimento de um novo tipo de comércio.
 
Fica a sugestão de alguém que apenas sabe fazer Bolo de Nozes de Sintra. 
 
 
(*) Permitam que sugira uma visita ao blogue http://riodasmacas.blogspot.pt/search?q=queijadas onde a história das queijadas de Sintra está feita de uma forma muito cuidada, digna do maior apreço.
 
NOTA: Por favor, quem tenha outras "relíquias" gulosas de Sintra, indique-as nos Comentários. Será sempre muito agradável conhecermos.
 
 
 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

SINTRA: PRECISA DE (MUITOS) MERCADOS DE NATAL...

APROXIMA-SE O NATAL...E SEUS MERCADOS

Um pouco pela Europa, cidades grandes e pequenas, praças, pátios e recantos, começam a ver montadas as casinhas que constituirão os Mercados de Natal.

Apoiados pelos municípios, muitos pequenos e médios artesãos, ou comerciantes dos mais variados ramos - artigos natalícios, imagens, artesanato, doçaria e outras ofertas de interesse popular - conseguem receitas que equilibram as suas economias.

Munique, no pátio da Residenz - Antigo Palácio Real e dos mais famosos Museus do mundo
 
Salzburg, numa das mais nobres zonas da cidade
 
O horário tem regras (de semana é sobre a tarde, mais alargado aos fins de semana, encerrando mais cedo aos Domingos, porque o dia seguinte é de trabalho).

Os Mercados de Natal são polos dinamizadores da economia local, oferecendo belos e agradáveis momentos de convívio - tantas vezes à volta de uma mesa alta - com circulação de muito dinheiro, mesmo que em pequenas compras.
 
gluhwein, que sabe sempre bem depois de se comer uma wurst desafiadora, é servido em canecas que têm um "depósito" entre 1 e 2 euros. Como poucas pessoas a devolvem, na prática constitui mais uma receita, enquanto na fábrica aumenta a produção.

Seria capaz de devolver uma caneca como esta? estampada e com relevo? 

Há desafios gastronómicos, bolos artesanais - entre eles uns de coco, divinais - e, se o estômago ainda tiver espaço, pode dar-se ao prazer de uma espetada de fruta coberta por chocolate quente, feita com todo o cuidado e qualidade.

Tudo isto, caros leitores, muitas vezes debaixo de flocos de neve, com temperaturas negativas, mas com famílias inteiras, com três e quatro filhos...

Ora, Sintra tem melhor clima, queijadas e doçaria, bom vinho, tem mesmo artesanato, tem empresas que poderiam patrocinar. Tem alma, pode ter iniciativa, pode organizar-se. Pode criar ciclos de envolvimento com concelhos vizinhos.

Claro que também tem morcegosaristocratas.

Bem vivos e reais, temos artesãos (para contrariar quem disse não existir artesanato em Sintra), temos pessoas com dinâmica para responder a realizações que levem a alegria às ruas do concelho, geradoras da participação popular.

Tivéssemos na Volta do Duche, na Heliodoro Salgado, em S. Pedro, nos Largos fronteiros aos palácios da Vila e de Queluz as casinhas dos Mercados e daríamos alma ao comércio regional, fomentando o fraterno convívio de gente rural e urbana.

É uma sugestão que fica, porque tudo é possível se existir vontade na sua realização.

Até os  "fantasmas do Éden"  dariam um ar da sua graça...esvoaçante.