segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ACABA 2012: ANO DE MANDARINS NO POLEIRO...


Hierarquia perfeita, a maioria no mesmo ramo. 
 
Um belo quadro, em que a postura dos machos, mais laranjas, não diverge da fêmea de penas brancas.
 
Parece que olham o infinito, de bico calado, mas em perfeita sintonia.
 
São asim as espécies, quando se sentem bem no poleiro.
 
 
 
 
 




domingo, 30 de dezembro de 2012

SINTRA: 2007/2012 - 1913 DIAS À ESPERA DO FONTANÁRIO...

QUE PODER LOCAL EM SINTRA? O EXEMPLO DO FONTANÁRIO...

Este o nosso histórico fontanário neo-manuelino
 
O local vazio, de onde foi retirada a parte maior do fontanário
 
No passado dia 30 de Novembro, referimos que os Senhores Presidente da Câmara e seu Vice-Presidente  - também Vereador do Ambiente e Gestão Urbana - passam diariamente no local de onde a parte recuperável do Fontanário foi retirada.
 
Esperar-se-ia que um qualquer deles - ou ambos -  pudessem esclarecer se foi a partir de ordens suas que as cubas e o suporte do fontanário foram retirados, onde se encontram há mais de 5 (cinco) anos, se estão (ainda) a ser recuperados.
 
E que dizer do empenho do Presidente da Junta de Freguesia local? Estava nas funções à data da retirada do Fontanário, mas ao Jornal de Sintra (16.12.2011) disse que a "ocorrência tinha decorrido no decurso do anterior mandato presidido por José António Pinto Vasques (...)",  Senhor que tinha falecido quase dois anos antes...

Infelizmente, para tão elevados cargos, o silêncio - salvo melhor opinião dos visados - de forma alguma dignifica as funções e, muito menos, os recomenda.
 
Estamos, assim, perante três exemplos da política de indiferença efectiva perante os problemas locais, sabendo-se que, entre eles, existe quem se esteja a habilitar para uma  renovada "entrega" ao Poder Local. Coitados dos munícipes e fregueses.
 
Todos são conhecedores da situação, pelo que têm a obrigação de esclarecer a população,  já que disso são devedores para com os munícipes e fregueses.
 
O Fontanário neo-manuelino da Estefânia não é um caso despiciendo. É um Património  Histórico de Sintra que exige o maior respeito.
 
Os munícipes exigem saber o que se passa.
 
Acabe-se com o alheamento de uma vez por todas.
 
 
 


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

PASSOS COELHO: UM PROBLEMA PATOLÓGICO?

O pior surdo é o que não quer escutar (*)
  “Nove em cada dez reformados não tenham sido atingidos por cortes ou reduções nas suas pensões”, afirmação de Passos Coelho

Quem ontem se deu ao árduo passatempo de escutar o político Passos Coelho deve ter ficado, certamente, com dúvidas sobre as capacidades deste jovem que desempenha funções para as quais nunca esteve preparado.

O sujeito, que não rejeita o benefício de uma pensão vitalícia mas coloca em dúvida as que, após dezenas de anos de descontos, foram adquiridas por trabalhadores, poderia ser mais  verdadeiro, até por uma questão do respeito público que lhes deve.

Que o homem não prima por ser verdadeiro sabe-se, considerando o que prometeu e o que fez. Mas usar argumentos transviados para diluir o esbulho que tem feito a reformados é o máximo do despudor. Passos Coelho não sabe o que tem feito?

Qualquer português, com facilidade, perguntará se Passos Coelho, quando fala, sabe o que diz ou se está convicto das palavras que profere.

Depois da sonegação de subsídios de Férias e de Natal, além de outras penalizações, dizer que “nove em cada dez reformados não tenham sido atingidos por cortes ou reduções nas sua pensões” é uma falácia. Cortes e impostos são a realidade.

Torna-se fácil que a opinião pública e as vítimas do despropósito receiem pela competência e quadro clínico de que o Senhor Passos Coelho dá mostras, com  contornos preocupantes.

Quem ler o discurso oficial notará que não teve uma palavra para os desempregados vítimas da sua governação – em Novembro havia 662937 inscritos nos Centros de Emprego - torneando com o uso uma vez de “desemprego” e outra com “emprego”.

Entretanto, como quem deveria tomar medidas para que ele tomasse os remédios adequados não o faz, temos um país a caminho de se tornar o mais miserável da Europa, aberto aos negócios da China.

Referir uma “economia desenvolvida como a nossa” é outra inabilidade que deveria merecer a devida ponderação. Para quem falava?

Seria melhor se Passos Coelho escutasse o descontentamento do povo sério e trabalhador. Dos que produzem a riqueza e não dos que a exploram.

E, claro, um bom clínico poderia ajudar à reciclagem…


(*) - Escultura em via pública, Plovdiv, Bulgária






segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL...SEM GASPAR...

Já na antiguidade Gaspar não era desejado...como se pode confirmar por esta peça de museu, tão representativa do Natal.


Pelo rosto da Mãe de Jesus se pode ver que um largo sorriso enquadrava o ambiente natalício que, infelizmente, foi destruído aos portugueses pelo Gaspar.

Sem Gaspar o Natal será sempre mais Feliz.



domingo, 23 de dezembro de 2012

ARKEL DE MANULI - UM COMPANHEIRO A RECORDAR...

Faz hoje seis anos que este amigo fidelíssimo nos deixou, enchendo-nos de desgosto.


Era um especialista. Postas de bacalhau que ficassem a demolhar desapareciam num segundo sem deixar rasto; peixe que apanhasse era logo tragado; tudo era encaminhado, rapidamente, para o estômago.

Recordamos aquele dia em que uma tarte de maçã guardada para as visitas...desapareceu de um trago.

Caçava pássaros com artes que nunca se conseguiu apurar, depois oferecia-no-los.

Sem usar relógio, tinha horas certas para tudo:- comer, dormir, passear.

Foi difícil convencê-lo de que não era o líder da matilha, mas depois foi um rigoroso cumpridor  das hierarquias. 

Fazia parte da nossa família, respeitava-nos e nós a ele.

Um dia adoeceu...não era velho...apesar dos esforços e cuidados que mereceu por parte do Dr. Nuno Félix, na Faculdade de Medicina Veterinária, foi impossível salvá-lo.

Há seis anos que todos os dias sentimos a sua falta.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

NUSSKNÄCKER: BATALHÃO PRONTO PARA A LUTA...

 
O Batalhão nussknäcker está pronto para partir nozes...elas que apareçam...
 
 
BOAS FESTAS E SEJAM FELIZES!
 
 
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O SENHOR PRESIDENTE JÁ TOMOU A DECISÃO?

É verdade, temos um Presidente da República que, ou pensa lento, ou tem medo de dizer o que pensa.

Afirmações feitas, em vésperas do prazo limite para enviar ao Tribunal Constitucional o gravíssimo Orçamento de Estado para 2013, segundo as quais ainda não tinha tomado uma decisão, são preocupantes.

 
 
Que o Senhor Presidente da República não é um espadachim da palavra já sabíamos. Que tem uma sensibilidade muito própria e adequada às circunstâncias, também.
 
Mas um dia antes de - oficialmente - decidir sobre um documento que irá influenciar todas as nossas vidas, colocar o Orçamento de Estado ao nível de 20 documentos que tem para assinar, faz meditar sobre as suas reais capacidades.
 
Estamos perante estratégias que nada de bom trazem para o povo português e o Senhor Presidente pode tornar-se, mais uma vez, cúmplice da destruição das condições de vida digna a que os portugueses têm direito.
 
Pior, não se manifesta sobre a forma como o regime democrático e a Constituição estão a ser subvertidos, caminhando para um nível em que cada vez será mais difícil o retorno a uma sociedade justa.
 
Os portugueses não podem ser mais vítimas desta desgovernação e muito menos dos silêncios da intervenção do Senhor Presidente da República Aníbal António Cavaco Silva, nascido em Boliqueime no dia 15 de Julho de 1939.
 
A menos que por razões humanitárias nos devamos também preocupar com a estado de saúde de Sua Excelência e capacidades para o cargo que exerce, é altura de dizer BASTA!
 
Basta deste política convergente!
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

NATAL EM FAMÍLIA...

Que neste Natal se consiga construir o futuro dos nossos sonhos...


Assim seja a família portuguesa...


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

HABEMUS CANDIDATUS?.

Na jaula a incerteza: - Quando será? Anda para trás e para a frente, salta de liana para liana, resmunga que sim, que não, que talvez...entre o dito e o desdito, há algum fito... 

"Tive de dar-lhe um empurrão", referia há dias o tratador a propósito do Faustino, convicto de que esse gesto seria bastante. 
 
"O Faustino quer mais qualquer coisa", escrevia o tratador no relatório diário. "Talvez queira um lugar na TV", desabafava.  
 
cartaz-choque da campanha está pronto, o rosto, a firmeza do NIN, justificam um prémio pela fidelidade militante e jaulina:

Cartaz-modelo do candidato supositício 
 
A turba antropomorfa espera uma bananita, desespera. Apoiantes e "agressivos" oponentes desesperam por um lugarzito dentro da jaula, devidamente recompensado.
 
"Deve estar na fase de alargamento das alianças"  sussurravam alguns visitantes.
 
Tudo leva a crer que a época das cambalhotas está próxima...
 
 
 

domingo, 9 de dezembro de 2012

TROIKA E O SENHOR DEPUTADO QUE TAMBÉM É VEREADOR...

O Senhor Deputado da Nação, que votou a favor de mais impostos para os trabalhadores e reformados, também é Vereador Municipal, não sei se a tempo inteiro ou parcial, mas isso dá-lhe direitos que NÓS pagamos.
 
Sabe o povo português que a TROIKA tem sido o pretexto para as tenebrosas medidas contra a classe média decididas pelo governo e apoiadas pelos Senhores Deputados da maioria, onde se incluem muitos cristãos, novos ou feitos. 
 
Com tal gente, passámos a viver, orgulhosamente, sob o signo da compensação, isto é, uns sobrecarregados com impostos, reduções salariais, cortes nas remunerações e pensões mas outros, em compensação, a gastarem do que é nosso.
 
Devemos, pois, manifestar a nossa felicidade pela equidade.
 
Ainda hoje, um Senhor Deputado da República, que não podendo ter o dom da ubiquidade, também é Vereador Municipal, comprovou estas minhas palavras:
 
 
Domingo, pouco depois das 10 horas da manhã, a viatura de uma autarquia (aqui no lugar 5) tinha dificuldades em entrar com a Via Verde numa unidade hospitalar de Lisboa.
 
Entrou e o Senhor Vereador - que também é Deputado da República - conduzindo a referida viatura, chegou ao estacionamento e seguiu a sua vida com uma criança pela mão.
 
Obviamente que não será a Assembleia da República a pagar os custos da utilização, pois naquele momento o chapéu seria o de Vereador que também é Deputado da Nação.
 
Como é óbvio, fiquei a meditar na TROIKA que, para estes efeitos de eliminação da despesa pública, não exige ao Governo a proibição de utilização de viaturas públicas para uso particular. Grande TROIKA...
 
Ainda por cima, quantas vezes as viaturas autárquicas passam por nós sem que o condutor olhe para os contribuíntes que aguardam transportes públicos...
 
Esta uma questão de princípios: a mesma pessoa que aprova a penalização da grande maioria dos portugueses, não abdica dos seus privilégios, certamente convicto de serem justíssimos pela sua dedicação.
 
Por onde anda a moral politica?
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

ENALTECER POLÍTICOS – HÁ PAPÉIS INGRATOS…

Com razoável facilidade, entender-se-á como pouco propositados os enaltecimentos que possam ser feitos a políticos, pelo simples facto de decidirem algo de positivo.
 
Se formos coerentes e sérios, deveremos, sim, apontar aos políticos as suas incapacidades, as habilidades recorrentes, jogadas, nepotismo e respectivas consequências para o definhamento da sociedade democrática que queremos.
 
Os políticos eleitos, no desempenho de cargos e funções, são pagos para gerir bem, tomarem decisões relevantes, aplicarem os mais rigorosos princípios de seriedade e decência nos actos, decidirem no respeito pelo bem-estar colectivo.
 
Os dinheiros públicos não são para desbaratar nem em actos ou cerimónias que possam servir de promoções baratas, nem para manter vícios corporativistas que, em actos eleitorais, são chamados a retribuir com votos as benesses recebidas.
 
No naipe de políticos que conhecemos, nem um só manifestou – até hoje – a intenção de servir a comunidade durante um só mandato para regressar à sua profissão de raiz. Assiste-se é a tentativas de perpetuação nos cargos e ascensões a qualquer custo.
 
Em tese, se fazer e gerir bem é uma obrigação inequívoca, não existem justificativos sérios para encómios por actos decorrentes das obrigações assumidas.
 
Claro que uma razoável corja política da nossa praça se deslumbra com as palavras de elevação. Disfarçados mas intencionais enaltecimentos, ao criarem ilusões de subida inteligência, fomentam sapos que incham com o ego envaidecido.
 
Ficamos perante um inchaço que se torna uma quase patologia viciante da mente, com fluxos anormais de ambição a circular em veias sem predicados, alimentados – talvez ingenuamente – por sujeitos da estirpe ideal para as circunstâncias.
 
Neste quadro, também os cidadãos estão obrigados, perante a comunidade, a dizer o que devem sobre as derivações dos políticos, não se silenciando no recolhimento que os políticos desejam e cujas fraquezas exploram.
 
O oportunismo político sempre existiu. Os cidadãos, por seu lado, devem estar atentos e pouco permeáveis às tentativas que os políticos, ávidos de silêncios, fazem para justificar aquele abraço de gratidão, nem sempre socialmente honroso.
 
Sem ruído, o silêncio é eficientemente embrulhado, e os custos – que os políticos não regateiam – ao serviço da comunidade, devidamente contabilizados.
 
Enaltecer políticos, nesta época em que, a maioria deles, exibe tão má qualidade, é um exercício que requer cautelas pelo reflexo na imagem dos promotores.
 
Afinal, no palco da política, o ponto deve saber o seu lugar.
 
 
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

SINTRA: "DEDICAÇÃO"...NA CONTINUIDADE!

AS "EMBRULHADAS"...UM ESPELHO DE AUTARCAS COM 11 ANOS DE SINTRA...


Em qualquer município da Europa, esta história envergonharia os políticos envolvidos e acabaria com as suas veleidades de carreira política.

É fácil falar-se de Byron, Herculano, Beckford ou Eça, porque não estão cá para estampar, pela escrita, os actos políticos de quem os vai buscar gratuitamente.

Das imagens tristes, que em cada dia mais ofendem os sintrenses, já não é tão fácil tomar medidas. Sintra, exposta a ambições sem reflexo nos procedimentos.

Em 2005 (aproximavam-se eleições), algumas casas degradadas foram cientificamente "embrulhadas" com painéis pintados por um conhecido e respeitado artista plástico, o que só por si implicaria respeito pelo valor cultural.

O preço foi elevado, mas, pelo menos, fomos iludidos pela esperança de que tudo se desenvolveria em nome do prestígio de Sintra.  Fomos enganados!

Passadas as eleições, a Dedicação a Sintra prometida pela "equipa" que hoje a gere - e que parece ter quem a queira continuar - deu lugar ao abandono.

Olho e "vejo" a cara dos responsáveis, mas milhões de visitantes vêem Sintra.


Escadinhas do Hospital em 26.10.2007

Agora está assim. Nem a estrutura retiraram 

Na Volta do Duche que, segundo ele, o Senhor Presidente, percorrerá todos os dias a pé, as casas pombalinas passaram de "embrulhadas" a "desembrulhadas" e agora "nuas" em "derrocada": 

Em 2009

Em 2010
Em 2011

Em Novembro de 2012

Estas imagens provam que não podem existir dúvidas ou momentos de reflexão sobre quem tem dirigido o destino da nossa terra.

ESTAS IMAGENS SÃO DE INDIGNAÇÃO.

SEM CONTEMPLAÇÕES.

DESTE TIPO DE AUTARCAS ESTAMOS FARTOS.





sexta-feira, 30 de novembro de 2012

SINTRA: 2007/2012 - 1882 DIAS À ESPERA DO FONTANÁRIO...

SERÁ QUE NÃO HÁ RESPONSÁVEIS PELO PATRIMÓNIO SINTRENSE?

É verdade, caro leitor: Há mais de cinco (5) anos que o Fontanário Neo-Manuelino da Estefânia sofreu o roubo da parte superior. Digo roubo, porque foi isso o anunciado.

Poucos dias depois, por decisão a um elevado nível (os trabalhadores precisaram de ordens) foi retirado do local o que não foi roubado, portanto a peanha de suporte e as cubas intactas.

O pavimento, rapidamente reparado como se nada lá tivesse existido.

Era este o nosso Fontanário, património histórico que exige respeito:


Hoje, no local onde existia o Fontanário, continua o vazio.

O Senhor Presidente da Câmara e o seu Vice-Presidente - também Vereador do Ambiente e Gestão Urbana, onde se enquadrará esta problemática - passam diariamente no local mas talvez não se tenham apercebido de que algo ali falta.

Algum deles terá dado ordens para a retirada do Fontanário?

É de admitir que múltiplos afazeres, quiçá de novos projectos para candidaturas autárquicas, não disponibilizem tempo para a prestação de contas e esclarecimentos sobre este património. Que bela prova da Dedicação que ambos prometeram.

É certo que, para quem anda por Sintra há 11 anos - pormenor que deve ser realçado - cinco anos à espera da recolocação do Fontanário no seu local pode ser uma ninharia. Para nós é uma vergonha este tempo de espera. Esta angústia por nada sabermos do que se passa com o que é nosso:


Evidentemente que não surpreenderia o súbito aparecimento do Fontanário no local.

Começando em breve a contabilização de obras levadas a cabo, a recolocação do Fontanário, bonito, limpinho e recuperado, ajudará às fotos da praxe.

A que se seguirão os elogios - a que nos vamos habituando - pela excelente obra, inteligência quase artificial, ou elevada sapiência.

Onze anos de Dedicação exemplar...



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

VIVER EM SINTRA: ATLETAS NO ABSTRACTO...

O PÓDIO...


É comovente o entusiasmo militante, diria frenesim, das corridas e preparos para alcançar - às vezes atrapalhar - o ambicionado primeiro lugar no pódio.

Parece que é amanhã, ou depois, que o atleta pisa a pista pela primeira vez. Nada disso, há 11 anos que treina, tem feito equipa com outros, os mesmos objectivos. 

Uns tantos abstractos, colam-se ao pé-do-atleta. Ou aos calcanhares. A dedicação ao atleta surge e expressa-se rápida, não sejam outros a ficar com os sapatos do dito.

Colam-se camisolas em dorsos minguados. Cartazes, saudações, moções obrigarão o atleta a olhar por eles, talvez até lhes atire umas sapatilhas mesmo rotas.

"É só uma palmadinha para o animar" dizia-me a D.Micas do talho, que tem um pequeno problema com a ASAE e precisa de alguém que corra ao lado dela.

A Quicas, baronesa do Arco do Velho, de tão desejosa de ter tartan na pista do seu encantotomou lugar junto à meta, para lhe lembrar tudo o que precisa.

Tolan, lutador assim alcunhado desde que o navio se virou em em frente ao Terreiro do Paço, promete garantir a segurança do atleta no final da prova.

O Biquinhos está no auge. Tornou-se mais alto e visível quando, ao ver o andamento da corrida, deixou de assentar os calcanhares no chão.

O beijoqueiro ainda não apareceu. Talvez espere pela reportagem da TV. Talvez acabe por abraçar o atleta só no fim da prova. Ele que não falha estas coisas pois, em beijos, já tem um historial de pôr os cabelos em pé a quem os tenha.

A cadeira do atleta ainda está vazia, mas, à volta, já faltam cadeiras para tantos emocionados. Ainda há uma para ocupar, dos dois lados...

Vamos a ver quem ganha a corrida.

Depois, iremos tratar das nódoas negras.







 

domingo, 25 de novembro de 2012

FINALMENTE A GRANDE CORRIDA...

Sabe-se que a crise é grande. Que as necessidades obrigam a sacrifícios.
 
A causa pública é apetecível. Os prémios sempre chorudos.
 
Não admira a corrida, porque o Pai Natal está a caminho.
 

Na maratona política, quem mais depressa se chegar perto do meta, melhor.

Pelo menos ficam na primeira fila, mesmo sem camisola amarela.

O candidato, de tão independente, desprezará muitas camisolas oferecidas.

Em vez de recompensas, teremos saldos de fim-de-estação.

Ao menos podiam esperar pelo tiro de partida...



sábado, 24 de novembro de 2012

SINTRA: COM 22.560 DESEMPREGADOS, QUE MEDIDAS FORAM TOMADAS PELA AUTARQUIA PARA MINORAR AS DIFICULDADES?

O Natal deste ano será mais difícil para muitas famílias, nomeadamente em Sintra onde, no Centro de Emprego, estavam inscritos em Outubro 22.560 desempregados (11.409 homens e 11.151 mulheres), dos quais 11.704 entre os 35 e 54 anos.

Dá que pensar. Em Dezembro de 2005 (quando a Dedicação a Sintra entrou no segundo mandato) os inscritos eram 17.086. Em Dezembro de 2011 eram 19.868.


 Instalações da SAMSUNG abandonadas há anos, depois de centenas de despedimentos. 

Tão gravíssimo problema exigiria todos os esforços para acelerar o desenvolvimento. Infelizmente, sente-se que, nestas terras, se busca mais curricular carreiras politicas.

Até se podem fazer milhares de quilómetros - suportados pelo erário público -  a visitar todas as capelinhas, mas o fundamental, o direito ao trabalho, em nada beneficia.

"donos". Guardiões e guardiãs que bloqueiam. Fazedores de opinião por atacado. 

Especialistas que invocam Byron ou Herculano (deste só o que lhes interessa...) não são capazes de expressar opiniões sobre a extinção de freguesias!!!

Dinamizar também é apoiar

Um exemplo do que se passa lá fora em tempos de crise, onde se dinamiza a economia mais débil, para que nesta época se consigam fundos para uns tempos.

Veja-se a praça mais nobre de Munique - a Marienplatz - das mais históricas da Alemanha, ontem pelas 10,30 horas. Não para contar peões, mas, sim, descrevê-la: 


À direita a Câmara Municipal (Rathaus), com um enorme pinheiro que é colocado três ou quatro dias antes deste mercado popular. Na via só transportes públicos.

Nas tendinhas, patrocinadas pela Câmara (até no pátio interior existem) convive-se. Lá se vendem frutas; o cheiro a amêndoas torradas e açúcar é uma tentação. Artigos para a árvore de Natal e artesanais quebra-nozes (Nussknacker) são aos milhares.

Ao fundo, à direita, os chocolates da Wöerners desafiam-nos. Por todo o lado aparecem espetadas de fruta banhadas com chocolate.

Nos pequenos abrigos, com frio, neve ou chuva, não se pode evitar uma caneca de vinho quente (Glühwein) que aquece a alma e nos leva a conviver.

E em Sintra? A história impõe-se...

Frente ao Palácio Nacional só viaturas com autorização. A Volta do Duche, que poderia trazer vida à Vila, parece à noite um sarcófago.Na pedonal da Heliodoro Salgado,  que liga a zona histórica com a parte Norte, nem o comércio local a aproveita.

Já uma vez li que em Sintra "não há artesanato".

Esta a realidade de Sintra. Os autarcas no poder, não desestabilizando o "status" de algumas figurinhas, deixam tudo andar ao sabor da boa imagem e não tomam as decisões necessárias para que Sintra, ao menos nesta época, se adapte à vida. 

Para os responsáveis Sintra será diferente. É melhor dar cabazes aqui e ali.  

Quantos desempregados não estariam ávidos de explorar umas tendinhas?

Por estas e outras razões cada vez estamos mais no fundo e endividados. 



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

OUVIMOS DIZER: NÃO QUERES CONTINUAR A TRABALHAR CONNOSCO

Estás arrasado. Já não podes andar de cá para lá.
Estás muito cansado. Já não és capaz de aprender.
Estás liquidado.
Não se pode exigir de ti que faças mais.

Pois fica sabendo:
Nós exigimo-lo.

Se estiveres cansado e adormeceres
Ninguém te acordará nem dirá:
Levanta-te, está aqui a comida.
Porque é que a comida havia de estar ali?

Se não podes andar de cá para lá
Ficarás estendido. Ninguém
Te irá buscar e dizer:
Houve uma revolução. As fábricas
Esperam por ti.

Porque é que havia de haver uma revolução?
Quando estiveres morto, virão enterrar-te
Quer tu sejas ou não culpado da tua morte.

Tu dizes:
Que já lutaste muito tempo. Que já não podes lutar mais.
Pois ouve:
Quer tu tenhas culpa ou não:
Se já não podes lutar mais, serás destruído.

Dizes tu: Que esperaste muito tempo. Que já não podes ter esperança.
Que esperavas tu?
Que a luta fosse fácil?

Não é esse o caso:
A NOSSA SITUAÇÃO É PIOR DO QUE TU JULGAVAS.

É assim:
Se não levarmos a cabo o sobre-humano,
Estamos perdidos.
Se não pudermos fazer o que ninguém de nós pode exigir
Afundar-nos-emos.

Os nossos inimigos só esperam
Que nós nos cansemos.

Quando a luta é mais encarniçada
É que os lutadores estão mais cansados.

OS LUTADORES QUE ESTÃO CANSADOS DEMAIS, PERDEM A BATALHA.

                                                                                      Bertolt Brecht

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

SINTRA, S. PEDRO CONTRA A EXTINÇÃO DE FREGUESIAS

SÁBADO 24 ÀS 14,30, TODOS EM FRENTE À CÂMARA

A MINHA FREGUESIA TEM UMA HISTÓRIA RIQUÍSSIMA A RESPEITAR

Como foi possível que um "projecto" para a Extinção de Freguesias em Sintra tenha chegado a este ponto, a esta confusão, ao descalabro territorial?

Porque não se trata apenas de extinguir. É o recuperar de problemas, de impossibilidades, de travões de toda a ordem ao desenvolvimento local, ao serviço público a que os munícipes e fregueses têm direito.

A responsabilidade é das forças políticas no poder, que - nada inocentemente - descuraram o sentir dos munícipes e, submissos aos ideólogos governamentais, deixaram correr o tempo até arranjarem diversões jurídicas que não os responsabilizassem.

Para o retrocesso do Poder Local era necessária uma dócil Maioria Silenciosa (*).

Desde a primeira hora que, pelo menos os Senhores Presidente da Câmara e seu Vice-Presidente (ao que se diz com candidatura anunciada para breve...) deveriam ter definido as suas posições. Comodamente agarraram o NIN. Não esqueceremos.

A HISTÓRIA DE S. PEDRO PERDE-SE NO TEMPO...

D. Afonso Henriques aqui construiu uma das primeiras Igrejas Paroquiais, a nossa Feira já existia no Século XII, o Castelo dos Mouros está paredes-meias connosco.

A quinta do Ramalhão, a Capela de S. Lázaro, a Penha Longa, o Chalet da Condessa D'Edla  , o Palácio da Pena e os Lagos, sempre foram de S.Pedro:


 A Igreja de Santa Eufémia bem lá no alto, deste lado da vida de Sintra, é um padrão de como terá começado Sintra e a sua fé:


O EMBUSTE DA EXTINÇÃO...

Não existe a mínima consistência para a Extinção de Freguesias pretendida. Mais numas, mais noutras, como é o caso de S. Pedro, trata-se de um aberrante embuste.

Pelo que se vai sabendo, o pretexto de redução de custos já foi desmascarado pela intenção de se criarem novos (bem remunerados) cargos de secretários.

Querem acabar com as freguesias porque é o poder mais próximo do povo.

A ISSO, TEMOS DE DIZER: NÃO!

(*) Espero que nenhum oficioso defensor me atribua outro sentido ou ofensa pela frase.



terça-feira, 20 de novembro de 2012

CURIOSIDADES...AOS ESSES

AOS ESSES, SEM SENTIR DORES NOS RINS...
 
Grand Teton National Park, Snake River, USA

sábado, 17 de novembro de 2012

SINTRA: “CASINO”, A PALAVRA QUE FALTA

Para quando a palavra certa, no lugar certo?

“Cada um puxa da bolacha que quer comer”, Viktor Gourmet

Talvez pela idade, perdi o gosto pela degustação e exaltação de doces banais.

Mesmo assim, acho positivo que o “Casino de Sintra” tenha recuperado o nome original, embora nunca lá tenham existido salas de jogo. A alteração satisfez memórias e recordações nobres. Foi um doce…

A mudança, pelo que se sabe, foi apenas no nome, mantendo-se salas e salões, continuando a ter capacidades óptimas para eventos culturais.

Não possuindo informações privilegiadas sobre a utilização futura, apenas conheço alusões a uma possível dinâmica cultural nas instalações do “Casino”. É altura de se perguntar porque tal não foi realizado antes. O empecilho seria o nome?
 
Não só não exibe o nome CASINO como o cartaz exibe: Museu de Arte Moderna Sintra
 
O nome que falta

A denominação de “Casino de Sintra” originou naturais entusiasmos, embora – ao que se sabe – não tenha sido feito o alerta para que o nome voltasse à frontaria do primeiro piso, como existia desde a construção. Terá sido uma lamentável distracção?

Ora, da primeira proposta (24 de Outubro) à aprovação em 5 de Novembro e até hoje, decorreu tempo suficiente para que o Executivo da Câmara de Sintra e seus eventuais conselheiros acautelassem a imediata recolocação da palavra CASINO.

Provavelmente, da história, o que mais faltava – e continua a faltar – é a palavra.

Sendo quase garantida a espontânea vontade de quem propôs a alteração do nome, por certo após complexos estudos, consultas e recolhas, a decisão tomada ao fim de 11 anos de poder deveria refazer melhor a história e o espírito sintrense. 

Em tese, os pormenores não ilustram tanto o entusiasmo dos patronos da mudança de designação, nem suportam palavras de sublimados reconhecimentos.

Foi um acto. Uma decisão. E pronto…
 
 
 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

SINTRA: QUE RESPEITO PELA HELIODORO SALGADO?

Não duvido que a zona pedonal da Rua Heliodoro Salgado é um incómodo.
 
Nota-se facilmente pela actuação de organismos que deveriam zelar pela sua dignidade e pelos próprios autarcas a quem caberá - se disso forem capazes - tomar medidas adequadas ao bem estar dos cidadãos e ambiente local. 
 
Já não bastava que, debaixo dos olhos dos autarcas passantes pelo local, se tenham inicialmente colocado contentores para resíduos sólidos.
 
Depois, quase encostados aos do lixo, foram colocados outros, mais crescidinhos, para ganhos com a reciclagem de que os munícipes não sentem os reflexos. Passou a ser oferecida uma imagem pouco ajustada ao respeito pelo local:
 
 
Diga-se que a Heliodoro Salgado não se limita ao espaço pedonal, existindo outra parte menos incómoda, destinada a circulação rodoviária. Nesta imagem ainda se vê uns abençoados carritos e a profundidade da rua.
 
Mas qualquer entidade, com autorização ou não dos autarcas passantes, teve a iniciativa de gratificar os peões com outra obra de arte, que ninguém contesta, a menos de 50 metros do Casino, orgulhosamente rebaptizado há dias:
 
 
Todos sabemos que não é zona histórica. O Carvalho da Pena chamava-lhe Lourel de Cima, mas caramba, será que na Câmara Municipal de Sintra ou na Junta de Freguesia de Santa Maria e S. Miguel não há sensibilidade para estas coisas?
 
A Heliodoro Salgado merece respeito, toda ela, mas onde os peões têm o seu próprios espaço é inacreditável...
 
 
 
 
 
 

domingo, 11 de novembro de 2012

CURIOSIDADES: MACACOS ATIRAM COCOS PARA OS OLHOS...

Os tempos mudam, os ditos ganham espaço cibernético. O velho dito "atirar areia para os olhos" todos os dias evolui sempre com mais dimensão.

Os pequenos grãos de areia aumentaram de tamanho. Cresceram. Já são cocos.

Há agora macacões, elegantes símios que, para chegarem à copa da vida, até nos atiram cocos para os olhos, tudo fazendo para imerecidas recompensas.

Nem todos exibem rabo despelado como este, mas todos fazem parte da espécie que trepa sobre todos os obstáculos para chegar ao alto dos coqueiros.

Nos últimos tempos, com espantosa frequência, vários cocos têm procurado ocluir as mais frágeis visões, mas sendo virose fraca qualquer bom oftalmologista resolve.


Marang, MY

Este trabalha na Malaysia, mas a agitação macacal para subir e mostrar coco feito, pode encontrar-se um pouco por todo o lado.

Moral da história: - "Macaco que gosta de trepar, coco aos olhos vai atirar".

Curiosidade a ter em conta...




sábado, 10 de novembro de 2012

REVISITAR LISBOA...PERCURSOS ANTIGOS (III) - A TRINDADE

ENTRE SINTRA E O ROSSIO...
 
Para Lisboa só utilizo combóio. Na carruagem, observo o que se passa, sem descurar o exterior, enquanto aumenta o apetite pelos pastéis de bacalhau da Casa Chineza. 
 
Na passada semana, uma jovem entrou na Portela, sentou-se à minha frente, logo pegou no smartphone e ligou: "Olá, já fui ao centro de emprego, disseram-me...blá...blá...blá...(...), agora tenho de desligar...estou a entrar no túnel. Um beijinho".
 
Fico invejoso por não ter um plano tarifário barato, igual ao que - pelo que deduzo - a minha desempregada companheira desfruta.

Desde que Passos Coelho me transformou de "reformado" em "pagador da crise", gasto menos de 5 (cinco) euros por mês em telemóvel. 

Para não escutar, fixei-me nas monumentais estações do Cacém e Barcarena, mais ajustadas aos Emiratos que vendem petróleo ao mundo. Não a um país com a corda ao pescoço. Era preciso aquilo para serem funcionais? Quem vai pagar?

DA RUA ÁUREA À TRINDADE, SUBINDO O CHIADO

Desço a Rua Áurea recordando os moços de fretes que paravam nas esquinas da Baixa. Homens possantes que - com cordas pendentes dos ombros - esperavam que alguém os chamasse para transportarem os mais diversos e pesados objectos.

Viro para a Rua da Assunção e, no canto da Rua do Crucifixo, o incêndio do Chiado ajudou ao desaparecimento da grande pedra gravada que localizava a Vacaria Áurea. Perto, temos o painel de azulejos do Sabonete Santa Iria, talvez difícil de retirar...

 
No cantinho, já não posso utilizar o belíssimo elevador que havia no Grandella. Opto por fazer a penosa subida do Chiado, sem o Leonel, o Martins e Costa, a Casa José Alexandre ou o Eduardo Martins. A Leitaria Garrett e a Pastelaria Marques sem vidas.
 
Passo a Brasileira, a estátua do poeta que ainda não foi roubada para ser fundida, e subo a Rua Nova da Trindade, de que tantas recordações guardo.
 
No velho Theatro do Gymnásio fui actor pela primeira e única vez em 1950, na festa dos alunos do Manuel Bernardes. Lá continua, imponente, carregado de história:
 
 
Um pouco mais acima, devidamente recuperado, o belo Teatro da Trindade:
 
 

Mas, no meio de tanta alegria, o final do percurso reservava-me a profunda tristeza de não poder voltar a sentar-me nas mesas do velho Restaurante da Trindade, de que guardo tantas recordações. Fechou as portas em Janeiro. "Foi a crise", disseram-me.
 
 
Fiquei desolado, fez parte da minha vida, lá me encontrava com colegas, amigos, contavamos das nossas vidas e partíamos para mais uma tarde de trabalho. 
 
Hoje, a crise serve para justificar tudo. Será mesmo assim? Não estaremos a exagerar na invocação da crise para justificar a destruição colectiva do nosso passado?
 
Acho que sim. Não podemos aceitar esta sociedade de fechar portas.
 
Porque depois das portas fechadas, também se fecharão os corações.
 
Desta vez, nem o Restaurante da Trindade escapou...