sexta-feira, 30 de setembro de 2011

SINTRA 2007/2011 - 1455 DIAS À ESPERA DO FONTANÁRIO

SINTRA NÃO MERECIA ISTO!

É assim a vida em Sintra. Como Sintra terá vergonha. A verdade é que passaram 1455 dias desde que a maior parte da centenária fonte neo-manuelina da Estefânia foi retirada, admitindo-se que tenha sido por instruções de algum membro do Executivo Camarário.

A parte superior tinha sido roubada. Segundo se chegou a admitir, o que ficou no local  (a maior parte, peanha e cubas) foi retirado para a necessária recuperação.

Até há uma Escola para a Recuperação do Património...devidamente habilitada.

Apesar das inúmeras tentativas para se saber da situação em que se encontra a reposição da fonte no seu local de origem, nada se consegue saber.

Não há responsáveis na Câmara Municipal de Sintra? Não há quem informe do que se passa com a recuperação? Não há quem diga onde pára a fonte?

Estranhamente, o silêncio da Junta de Freguesia que deveria ser a primeira entidade a querer saber e informar os visitantes sobre a peça histórica. Nem se conhecem reacções ao "desaparecimento" da fonte.

Será que os autarcas de Sintra e da Freguesia de Santa Maria e São Miguel ainda não conseguiram compreender que estamos perante um crime contra o património com a ocultação deste bem público?

Eis a fonte neo-manuelina que estava no Largo Afonso de Albuquerque, na Estefânia:


Como é deprimente o silêncio de tanta gente que fala do património...

Não será com a recuperação deste património que a CMSintra se endivida!!!



Nota: Sobre este tema, por favor ver artigos publicados em 31 de Agosto de 2011 , 31 de Julho de 2011  e 30 de Junho de 2011


terça-feira, 27 de setembro de 2011

POLÍTICOS-TELENOVELA ou POLÍTICOS-ACTORES?

O artigo publicado sob o título POLÍTICOS-TELENOVELA mereceu um comentário que, pelo seu teor, nos ajuda a meditar sobre as virtudes e qualidades de um bando razoável de políticos que por aí andam. Aqui se reproduz:

"De facto ao longo dos tempos tenho vindo a conhecer um número cada vez maior deste tipo de vedetas-frustradas. Gostam das luzes, gostam das câmaras (gostam menos da "acção"), fazem poses, esticam pescoços, mostram-se descontraídos e exageradamente sociáveis - são uns porreiraços!

O calor dos focos de iluminação fá-los sentirem-se bem, mas é quando o microfone chega que a alegria transborda. É nesse momento que tudo pára, que ninguém fala só para os ouvir. E ali ficam durante o tempo que lhes deixarem, por vezes a falar de tudo menos a responder à questão que lhes foi colocada. Afinal, o importante é que os outros os oiçam e que eles se oiçam a eles próprios também.

Quando tudo acaba uma leve sensação de tristeza volta, apenas compensada pelas entrevistas que passam nas tvs no dia seguinte (tanto trabalho para tão pouco tempo de estrelato...).

Já tenho pensado: será que estas pessoas não têm família, amigos (de verdade), colegas à sua volta que lhe digam que o lugar dos artistas não é nos cargos que ocupam?! Será que nunca ninguém lhes falou baixinho ao ouvido e lhes explicou que nas profissões que (mal) escolheram não são precisos actores mas sim quem cumpra promessas e goste do que realmente faz?

Espero, francamente, que um dia todas essas pessoas tenham a oportunidade de ouvir uma voz - bem ao estilo de uma apresentadora de TV - gritar-lhes: "Pr'ó Palco!". É lá o vosso lugar."

Nada mais a propósito.

Recentemente,  até os créditos concedidos a Passos Coelho foram abalados. As suas afirmações,  na qualidade de Presidente do PSD, sobre o escandalo das contas da Madeira, fazem parte do teatro político.

Numa mostra de habilidade, remeteu a responsabilidade da solução para o PSD-Madeira, parecendo deixar no ar que o partido nacional nada tem a ver com o insular.

Em vez de uma posição firme e drástica sobre o sucedido, preferiu a tola teoria de que é nas eleições que se faz o julgamento dos políticos.

Descansem pois os esbanjadores, gastadores dos dinheiros públicos para proteger amigos e empregarem mendigos da política. Vale tudo e, para prestação de contas, bastam as estruturas locais, onde a corja de beneficiados é que decide...boa!!! Tudo em casa.


domingo, 25 de setembro de 2011

CURIOSIDADES...

Fauna local: protector e protegidos...tomaram conta do espaço! Sem tapumes...

Algures em Sintra, perto de si (2011)





terça-feira, 20 de setembro de 2011

"SINTRA CULTURAL" - Edição Especial N.ª Sr.ª do Cabo Espichel

Como se sabe – não é preciso ver a Ficha Técnica – a edição da “Sintra Cultural” está cometida ao denominado Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Sintra, sendo seu Director o Dr. Fernando Roboredo Seara, Presidente da edilidade.

Este ano, além da Edição normal de Setembro (69), as festas da Nossa Senhora do Cabo Espichel justificaram uma Edição Especial da “Sintra Cultural”, com datas de eventos e pormenores de índole histórica.


Com algum espanto, nomeadamente entre comerciantes, nas três últimas laudas da Edição Especial (páginas 26, 27 e 28) constam anúncios publicitários de um restaurante, de uma antiga fábrica de queijadas finas e de uma empresa não sintrense que há anos vem instalando iluminações festivas.

Segundo se julga saber, a maioria de comerciantes e empresários desconheceriam a possibilidade de serem anunciantes da revista propriedade da Câmara Municipal.

Tendo em vista a transparência dos procedimentos e se evitarem mal entendidos, o dito Gabinete de Imprensa da Câmara ou, com mais justificação, o Senhor Director da “Sintra Cultural” deveriam esclarecer:

1.    Que razões que levaram a “Sintra Cultural”, na Edição Especial, a servir de veículo publicitário, em regime exclusivo para apenas três entidades?

2.    Se o comércio local foi informado da possibilidade de anunciar no espaço camarário que a "Sintra Cultural" representa.

3.    Sendo as Festas  relacionadas com a Freguesia de Santa Maria e São Miguel, qual a razão de envolver um anunciante de S. Martinho e outro externo a Sintra?

4.    Como foram fixados os custos do espaço anunciante?

5.    Qual a receita entrada nos cofres da Câmara Municipal de Sintra, relacionada com os anúncios publicados na Edição Especial da “Sintra Cultural”?

Certamente que comerciantes e munícipes têm todo o desejo de conhecer – até para aplicação futura – quais os critérios para anunciar numa revista Camarária.



domingo, 18 de setembro de 2011

CURIOSIDADES...

Deusa da fertilidade...a satisfação completa para os comilões que andam por aí!!!

Villa d'Este - TIVOLI





 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

POLÍTICOS-TELENOVELA

Ausente do país, com o grato apoio de um familiar na manutenção do blogue, não deixei de procurar saber notícias de Portugal e Sintra.

Nada mais difícil. Portugal quase desapareceu dos noticiários. As nossas Têvês internacionais são pouco acessíveis porque não são procuradas.

De Sintra, nada. O Glorioso Éden é muito mais para consumo interno.

Entre riquíssimos patrimónios e sua administração local, apurei que os políticos, na sua esmagadora maioria (dito pelos administrados) se dedicam exclusivamente aos cargos para que foram eleitos, procurando, sim, cumprir com os compromissos assumidos.

Aliás, ao longo de muitos anos, em parte alguma do mundo (excepto por cá) me apercebi de alguns políticos que tão descaradamente misturassem os cargos com outras façanhas, numa frenética busca de ascensão.

Pode dizer-se que o político-telenovela é Português e bem nosso. Joga por episódios. Lança dicas nuns dias e finge nada ter dito noutros. Anseia por fotos. Diz o que não disse e raras vezes fará o que disse.

O político dos folhetins sabe, porque lhe terão explicado, que as telenovelas têm audiência. Logo é bom aparecer, colocar-se em boas posições para que as câmaras o foquem ou enfoquem. É um técnico das técnicas do folhetim.

Este estilo político, com custos elevadíssimos para a sociedade, não consegue vingar na maior parte dos países. Os eleitores cheiram-nos à distância, isto é, vêem-nos e rapidamente os arredam dos lugares que ocupam.

Daí que os locais com património histórico de valor incalculável sejam respeitados em níveis que para nós causam espanto. Vi agentes da autoridade a proibir – por uma questão de respeito – que pessoas se sentassem nas escadarias de um monumento ou na berma de um fontanário…

Claro que muitos desses autarcas também se debatem com dificuldades financeiras para responder às necessidades, mas não vão recorrer ao crédito para financiar relvas sintéticas. Aplicam o dinheiro no desenvolvimento económico e estabelecem estruturas comerciais adequadas ao turismo.

Sabem, sem falsa fanfarronice, gerir as dificuldades com que se deparam todos os dias, sem necessidade de se mostrarem ou exibirem. São eleitos para tomar decisões e arranjar soluções.

Se tivermos em conta o que se passa por cá. Se nos lembrarmos da triste história da Fonte Neo-Manuelina da Estefânia. Se até se permite caravanismo selvagem junto ao Centro Histórico, não é preciso dizer mais nada…


terça-feira, 13 de setembro de 2011

CURIOSIDADES...

Pinóquio em campanha: braço agitado, mangas de camisa, bola debaixo do braço, pronto a chutar para o lado,  promessas e nariz crescido...  


Vendem-se aos milhares por toda a Itália.  






quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SINTRA: 18.097 DESEMPREGADOS INSCRITOS EM JULHO

No passado dia 20 de Maio ( aqui neste blogue ) abordámos os números do desemprego em Sintra, uma situação demasiado preocupante que deveria ter originado medidas de emergência adequadas ao seu combate.

Umas pinceladas de cosmética procuraram iludir a questão, porque nos tempos que correm o espalhar de intenções e projectos é mais fácil do que concretizá-los.

A situação é esta: enquanto a nível nacional o desemprego oficial teve uma ligeira baixa, em Julho, cá por Sintra, o desemprego aumentou…

Segundo os dados oficiais, em 31 de Julho havia 18.097 desempregados inscritos, ou seja, mais 66 do que em Abril (18.033), mês em que, segundo a propaganda feita, o Fórum Sintra teria criado mais 3300 postos de trabalho, sendo 2500 directos.

Claro que, no anterior artigo, ainda pedimos ao Senhor Presidente da Câmara que nos ajudasse a saber quantos postos de trabalho tinham sido efectivamente criados…mas só nos apercebemos de ter repetido os 3300…

Tendo descido em Maio (-57) e Junho (-108), provavelmente por razões sazonais, o desemprego voltou a aumentar em Julho (+229 do que em Junho).

Diga-se que em Julho aumentaram os desempregados em todos os grupos etários.

Ao nível da escolaridade, só baixou o número de candidatos a emprego com habilitações inferiores ou iguais ao 1º. Ciclo da Escola Básica. Todos os desempregados com 2º e 3º Ciclos EB e Secundário aumentaram. Foi significativo o aumento no grupo do Ensino Superior (+105 do que em Junho).

Portanto, pelos dados, só alguns trabalhadores com menos habilitações conseguem aceder a um posto de trabalho, justificando que os políticos tenham cautelas ao falar em desenvolvimento, a que por vezes associam sustentado. Sustentado em quê?

Existindo no Executivo Camarário professores de facto, deveria ser compulsório que estudassem as razões pelas quais os desempregados com mais habilitações é que não encontram colocação em Sintra. Claro que o trabalho, por envolver a vida das pessoas e perante a falta de resposta camarária à sustentabilidade do concelho, seria bem árduo.

Claro que é mais fácil aprovar gastos que muitas vezes nos surpreendem.

Claro que tal levantamento seria um importante contributo para a vida colectiva e permitiria o desenvolvimento da cultura empresarial qualificada de que Sintra tanto carece. 

Só assim – se nisso houver interesse – se poderão criar estruturas com influência na evolução da economia, com reflexos sociais adequados à estabilidade das famílias.

As famílias, compostas por pessoas iguais aos autarcas e a governantes, não vivem para depender de actos caridosos ou piedosos, largamente publicitados e eleitoralmente aproveitados. Vivem à procura dos seus justos rendimentos de trabalho,  com os quais saberão definir o que de melhor conseguem para os seus membros.

Trabalho sim, caridade não. 

sábado, 3 de setembro de 2011