terça-feira, 29 de março de 2011

UM SITE PARA MEDITAÇÃO

Imaginem os estimados visitantes deste blogue que, para saberem da vida no concelho, visitam regularmente o site da C.M. de Sintra.

Pensem que leram algo e, dias depois, não conseguem lobrigar a notícia...começam a sentir aquela instabilidade visual e perceptiva que nos pode levar à depressão. Falharam os olhos? Foram os neurónios? Algo pode ter manipulado os nossos sentidos.

Dividimo-nos em dúvidas, por um lado o medo das "coisas do diabo" e, de outro, uma ida urgente ao oftalmologista, seguida de outra ao neurologista.

Passou-se comigo. Tinha lido uma notícia no site municipal, aquela que anunciava uma Assembleia Municipal sobre a "Saúde em Sintra" e (lá constava) que seria encerrada pelo Presidente da Câmara, Dr. Fernando Seara. Busquei-a de cima abaixo, de lado, nos destaques e a verde, por dentro e por fora, mas desaparecera!!! 

Daí que tenha solicitado um esclarecimento sobre as razões do sucedido.

Antes, à cautela, por causa do diabo que me mete muito medo, imprimi o histórico das notícias disponíveis e devidamente ordenadas, como estava no dia 27 de Março. Eis:


A resposta, de ontem, não podia ser mais esclarecedora: "a notícia em questão nunca deixou de estar no site da autarquia", as notícias "vão descendo e passam a títulos", "basta clicar em cima do título" e "é o quinto título". Daí que tenha retirado o histórico do dia 28:


Como notarão, no histórico do dia 28, aparecem três novas notícias entre os dias 15 e 23, entre elas a da Assembleia Municipal antes referida. Note-se, já agora, que a notícia sobre o World Press Cartoon, no primeiro com data de 16, passou a 28 no segundo.

Ora, um malfazejo escondido terá contribuído para que a  (agora nova)  notícia assumisse foros de gravidade, ao relatar que, na Assembleia Municipal, " O Sr. Vice- Presidente da Câmara Municipal, Dr. Marco Almeida, encerrou a sessão". Facto que, segundo tinha lido horas antes, não corresponde à realidade.

Pouco tempo antes, no blogue pessoal do Dr. Marco Almeida, tinha lido que "a Câmara não encerrou o debate conforme previsto" "por erro grave que o Presidente da Assembleia Municipal terá de esclarecer". 

Veja-se:  



Claro que escrevi ao Senhor Presidente da Câmara a alertar para esta situação já que, em meu entender, a Câmara Municipal não pode estar exposta a situações destas, sob risco de começarmos a meditar se vale a pena acompanharmos a vida autárquica através do site, mesmo que de forma limitada.

Fico à espera da normalidade informativa.

Fernando Castelo

domingo, 27 de março de 2011

DESAVENÇAS ENTRE CONFRADES?

O passado dia 23, pelo ocorrido, não poderá passar sem alusão aos políticos que, provando o desamor às suas capacidades profissionais, se dedicam ao sofrimento da vida política, impregnados de dedicação às populações e alheios a mordomias.

De tal forma que, para se ter uma dimensão mais alargada de como estamos bem servidos, se recordem alguns factos do dia em que Sócrates pediu a demissão.

Com a devida antecedência, pelo Edital 02/11, de 04 de Março, o Presidente do mais elevado órgão autárquico – Assembleia Municipal – convocou-a para uma Sessão Extraordinária sobre o tema “Problemas da Saúde no Concelho de Sintra”.

A data de 23 de Março e a “Ordem do Dia” foram, de certeza, objecto de acordo entre os Presidentes da Assembleia e da Câmara, constando até que “O Sr. Presidente da Câmara Municipal, Professor Doutor Fernando Seara, encerrará a Sessão”.

No sítio da Câmara, a publicitação foi feita com a reprodução quase total do Edital e uma ligeira alteração no título académico do Presidente da Câmara. Hoje, por motivos que desconheço, essa página já não consta.

Sucede que o Sr. Presidente da Câmara, destacado como encerrador da Sessão, não esteve presente por razões que terá justificado, daí resultando, talvez, o vazio insuperável que levou o Presidente da Assembleia a encerrá-la.

Não foram pois escutadas as cerca de 310 palavras (mais ou menos 1981 caracteres com espaços) que o Vice-Presidente da Câmara teria dito a propósito do tema se lhe tivesse sido dada a palavra (*).

Estamos perante um erro grave do Presidente da AM? Bem, fica a ansiedade pela fase seguinte do folhetim, pois acabo de ler que “ele terá de esclarecer” (**).

A situação, aparentemente anómala, acaba por dar razão a quantos acharam que esta Assembleia era um pouco a despropósito, já que, há pouco tempo, em Sessão de Câmara, o Sr. Dr. Artur Morais Vaz fez uma exaustiva explanação da situação.

Até que ponto a demissão, nesse dia 23, de José Sócrates influenciou o funcionamento desta Assembleia Municipal é de difícil avaliação.

Os sintrenses que aguardem melhores dias, que se ajustem a ter Centro de Saúde a 15 ou 20 quilómetros da sua casa e, muitas vezes, ao chegar lá, não terem consulta. 

Onde são assistidos os políticos de Sintra? Também vão em transportes públicos para o Hospital Fernando Fonseca utilizando transportes rodoviários e comboio? Também têm médico de família num dos Centros de Saúde de Sintra e esperam pelas consultas?

Na área da Saúde, como noutras, temos sido vítimas da alternância do palavreado, isto é, promessas em campanhas eleitorais e culpas de outros pela não realização.

É a Sintra das desilusões. 

Fernando Castelo

(*) - Projecção a partir de dados do blogue pessoal do Dr. Marco Almeida
(**) - Segundo o que é dito no mesmo blogue.   

sexta-feira, 25 de março de 2011

SEIS MESES SINGULARES

Depois do artigo anterior, sugiro ao leitor uma incursão no site da CMS, o qual, para felicidade de alguns, não está sujeito à deontologia jornalística.

Importará definir se, tratando-se de um espaço suportado por todos nós, é legítimo e aceitável que seja ajustado à promoção de feitos, nem sempre feitos.

Um espaço destinado a informações de cariz legal e úteis à vida colectiva, garantindo apoio logístico a diversas actividades (por exemplo para reservar hotéis) obriga-se a cuidados redobrados para preservar a imagem e confiança institucionais.

Quando os conteúdos informativos superam, talvez pela ansiedade, as devidas regras, corre-se o risco de entrar no campo dos media ou da propaganda disfarçada.

O autêntico “aluvião indómito” de títulos e conteúdos usados nos seis meses anteriores às últimas eleições autárquicas (10.4.2009 a 10.10.2009), quase nos levariam ao Éden se correspondessem a benefícios colectivos.

De que forma muitas dessas notícias melhoraram a vida dos munícipes, é a questão que se coloca. Iremos, por falta de espaço, recordar apenas algumas delas.

Terá servido Sintra e os seus residentes, a notícia (13.4.2009) – sobre o Rally “As camélias de Sintra”, com Fernando Seara de braços cruzados, encostado a um carro – informando que dizia ir competir para ganhar “até porque a cor do carro é encarnada”?

A difusão de que “O Presidente da Câmara Municipal de Sintra (…)” iria realizar uma “visita oficial (…) à comunidade portuguesa residente em Newark (…)”, era para abraçar sintrenses lá residentes? Lendo-se o nº 18 da revista ComunidadesUSA de Agosto de 2009 (com Luciana Abreu na capa) podem retirar-se as algumas ilações.

Várias Maratonas, uma até de Bandas Filarmónicas; duas visitas do Presidente da República (2); o “Dia dos Avós” juntou 1000 no Olga Cadaval mas não se repetiu em 2010; um Dia da Brigada de Reacção Rápida; Planos;

O Congresso das Cidades Património, do qual apenas outra cidade tinha manifestado interesse pelo tema e pelo custo, já enchia de entusiasmo os promotores.

E o SATU, meus amigos? Que se poderá dizer de uma promessa a 10 anos?

A I Gala de Desporto (14.9.) (não houve segunda) que medalhou atletas com marcas desportivas relevantes na época 2008/2009, juntou ao grupo um futebolista pouco utilizado e que, só por acaso, já era candidato a uma Junta de Freguesia a convite (em que qualidade?) do candidato ou autarca Fernando Seara.

Lançou-se a 1ª pedra de um campus, mas ainda recentemente a obra não se iniciara.  

Do eléctrico foram duas vezes as citações e de Mundialitos ficámos bem servidos;

Não noticiou a morte de um jovem no dia 17 de Agosto numa lagoa em Pedra Furada.  

Para alegria geral, a 9.10 (sexta-feira anterior às eleições), o sítio camarário deixava uma mensagem aos (e)leitores: “Sintra disponibiliza 665 mil euros em apoio social”.

É disto que Sintra precisa para se desenvolver?

Depois queixam-se (para darem uma imagem de interesse pela participação) do desinteresse dos munícipes. 

terça-feira, 22 de março de 2011

Um site singular: - O de Sintra

Notarão os leitores a omissão das palavras Câmara Municipal. Precisamente porque não é plural, como os mais elementares princípios democráticos aconselhariam.

Claro que, ao poder constituído, o site serve bem, sendo fácil a qualquer observador atento pensar que um sétimo vereador da maioria, com a pasta da propaganda, não faria melhor. Justificado o investimento, até merece o custo de eventuais horas extra.

Será que o site, na sua génese, não teve por objectivo oferecer uma ampla divulgação da vida autárquica, respeitando as diversas sensibilidades e não apenas as da força política que detenha o poder? Certamente que essa era a intenção.

Conseguem os munícipes, porventura, aceder ao que quer que seja sobre as opções e propostas da oposição? Haverá no site algum espaço reservado ás forças políticas que não estão no poder, garantindo o indispensável pluralismo? Não.

Para se saber algo sobre as propostas da oposição é preciso procurar em jornais ou blogues independentes, só assim ficando com umas luzes do que se passa em Sintra.

Embora referindo Deliberações em sessão de câmara, apenas são divulgadas as Propostas Aprovadas, com omissão das Reprovadas cujo teor fica no desconhecimento público, o mesmo sucedendo quanto a subscritores e reprovadores.

Mesmo das que são aprovadas, tem-se notado nos últimos tempos uma heterogeneidade em matéria identificativa que não ajuda à avaliação das decisões. Umas vezes indicam-se verbas atribuídas, outras ficam omissas. Muitas vezes não se compreende bem o decidido. 

Os procedimentos adoptados acabam por sugerir – pelo menos a quem esteja atento ao que é publicado – um conceito de notícias programado e ajustado, na maior parte das vezes, à linha política que detém a maioria camarária.

Diga-se, em abono da verdade, que os políticos responsáveis até se poderão sentir incomodados, já que frequentemente alardeiam uma postura democrática incompatível com o que quer que seja que possa ser entendido como próximo de manipulação da informação.

Fica a questão.

Fernando Castelo

segunda-feira, 21 de março de 2011

Neste Dia da Poesia, uma modesta contribuição comemorativa

PIRILAMPEJO

Tenho um pirilampo no jardim,
minúsculo farol em plena relva
onde se arrasta, noites sem fim,
como se estivesse numa selva.

Apressado sobe à minha mão,
centímetro e vinte de contente,
pirilampa, espalha luz no chão,
mas no alto é muito mais luzente.

Alumia-me a alma por fases,
sem electrões ou pilhas alcalinas,
enche o meu pensamento com frases
do meu pai, na solidão das campinas.

Sentava-me ao colo e a lenda
servia de engodo ao deitar,
vaga-lume num copo, era prenda
certa, com moeda ao levantar.

Chegada a noite, era seguir
o pequeno pisca-pisca banqueiro.
Já apanhado, bastava pedir,
Para de noite me fazer dinheiro.

Agora crescido, devo-lhe muito,
tenho-o a ele,  não o meu pai,
tudo mudou, é outro o intuito,
da sua cauda, moeda não cai.

Quando à noite a cauda cintila,
busca o pirilampo seu amor,
que piscando para ele desfila
perdida numa noite de calor.

Mais tarde, fundidos na luz eterna,
com curto-circuito na barriguinha,
apaga-se o sonho, a lanterna,
mas sobe no céu uma estrelinha.

Devo aos vaga-lumes gratidão
pelo que me deram, quando menino.
Como companheiros de solidão
Iluminaram sempre meu destino.

6.5.2003

(In "Em Pedaços, vos digo")

O esclarecimento que Vos devo: Naquela época, a criança irrequieta apenas tinha, à noite, as estrelas. E que lindas elas eram, quando o céu estava limpo, pois de ozono nem se falava. Cedo tinha de ir para a cama, porque a iluminaçao, por candeeiro a petróleo (de que guardo um exemplar) estava sempre dependente da poupança do combustível. Para me convencer a deitar-me, meu pai apanhava um pirilampo e convencia-me de que, se me deitasse, tão simples e pequeno insecto se dedicaria a fazer-me uma moeda. Na verdade, pela manhã, lá estava uma moeda de um ou dois tostões dentro do copo de vidro. Talvez venha daí a ingenuidade de, muitas vezes, acreditar nas mentiras que me dizem, tão diferentes desta de meu pai.

Saudações amigas,

Fernando Castelo

quinta-feira, 17 de março de 2011

CORRIDAS  NO TABULEIRO

A grave crise que o nosso país atravessa aconselha redobrada atenção diária para quem vai aparecendo nos píncaros, já que há especialistas na corrida ao jogo das ambições.

É preciso estar-se atento às aparições insistentes, ainda mais frequentes, embora não se vislumbrem santos que nos valham. É relevante que se enxergue como funcionam os truques e habilidades a que os maus actores recorrem, convictos de que ajudarão à magia da ascensão que – disfarçadamente – desejam.

Os tentáculos mexem-se a partir do momento em que, nas suas análises sobre quem julgam vir a tomar o poder, os desejos inconscientes ultrapassam os sonhos ocultos. Até onde o subterfúgio está metido nisto é difícil apurar.

Recordo, face à imprudência de certos políticos, aquele homem ébrio que, exagerando no desejo de se pôr em pé, foi pedindo ajuda aos mais influentes santos, sem que a obtivesse. Ao dar mais um forte tombo, acabaria por exclamar de forma peremptória: "Todos ao mesmo tempo é que não".

Isto para dizer que, apesar de se recorrer a várias tácticas, especializando-se na troca de reis e rainhas ou baralhando bispos, nem sempre se consegue dar o salto de cavalo adequado ao jogo em disputa. Há outros jogadores melhores.

De qualquer forma, como os peões não se metem nestes jogos descabelados – mas devam estar atentos – são sempre a principal frente contra os malabarismos dos políticos que, em vez de servirem a sociedade, se preocupam mais em expandir imagens próprias que julgam encobrir ambições pessoais ilimitadas.

Não nos admiremos se, nos próximos tempos, sabe-se lá se com ritmos quase diários, apareçam políticos quase a tropeçar nas promoções que inventam, a que se seguirão os saldos de bicos de pés.

Atentemos no que se vai passar a partir de hoje.

Fernando Castelo

segunda-feira, 14 de março de 2011

SINTRA: DESENVOLVIMENTO (IN) SUSTENTÁVEL…

Há anos que os sintrenses são “mimados” com as mais fogosas (ou fugidias?) palavras. Cansa tanto de “desenvolvimento”, de “parcerias”, “protocolos”, “Edenes” e até de “elan”, sem que o concelho evolua para os patamares prometidos.

Razoavelmente, uma das maiores preocupações dos autarcas de Sintra, muito antes dos futebóis e da publicidade virtual, deveria ser o desemprego, cujos números oficiais – sempre inferiores aos reais – não deixam de subir.

Sintra, sendo o terceiro município com mais desempregados depois de Lisboa e Vila Nova de Gaia, justificaria um pelouro específico que incentivasse e agilizasse a instalação de empresas de média e grande dimensão.

Entre Dezembro de 2007 e Janeiro de 2011 os inscritos no desemprego aumentaram 36,99%, com 13.237 contra 18.134, sendo 9.170 mulheres e 8.964 homens.

Em Janeiro deste ano, o grupo etário entre os 35 e 54 anos representava o maior número de desempregados (9.369), seguindo-se o grupo entre 25 e 34 anos (4.227). O grupo com menos de 25 anos registava 1.491 jovens à procura de emprego.

Para se compreender o desemprego em Sintra, diga-se que – com menos de um ano nessa situação – existiam 6.986 pessoas em 2007, passando para 10.480 em 2011.

Diga-se, ainda, que os mais penalizados são os que têm maior escolaridade. Com efeito, os desempregados com 3º. Ciclo EB, Ensino Secundário e Superior, somam 10.872. Com menos habilitações há menos desempregados: - com <1º. Ciclo, 1º. e 2º. Ciclos EB, registam-se 7.262.

Finalmente, em Janeiro de 2011 estavam desempregadas em Sintra 1.358 pessoas com Curso Superior, contra 1.047 em Dezembro de 2007.

Em síntese, o facto de desempregados com maiores habilitações não terem espaço para exercer as suas capacidades, enquanto que os menos qualificados apresentam um número muito baixo de desemprego (611 em Janeiro de 2011), é indicador credível do tipo e qualidade empresarial existente no concelho de Sintra.

Este é o panorama do “desenvolvimento sustentável” que amiúde é repescado pelos responsáveis autárquicos, conforme os planos de imagem que pretendam gerir.

Como estamos a apreciar dados recentes, no meio da propaganda o que ressalta é o marasmo a que o concelho chegou.

Verdadeiramente insustentável.

Fernando Castelo   

sábado, 12 de março de 2011

LUTA QUE UNE GERAÇÕES

À hora a que escrevo estas palavras estão a decorrer, em locais diferentes, significativas reuniões de professores e de jovens, estes em nome de uma “Geração à rasca”. Ambas estão a decorrer pacificamente pelo que se pode acompanhar.

Parecendo nada ter em comum, na realidade são muitas as pontes que as unem, já que os professores sentem aproximar-se o perigo de mais desemprego, enquanto que os jovens consomem a sua vida à procura do trabalho que tarda e são vítimas das mais variadas formas de instabilidade.

Professores e jovens (muitos deles alunos) procedem de harmonia com os seus direitos e, embora longe, estão mais unidos do que se pode pensar.

Quem veja isto de outra forma, especialmente criticando os jovens, corre o risco de, em nome de qualquer coisa que publicamente não digam, se desenquadrar da visão progressista que ambas as lutas encerram.

Escutava há pouco um “velho” professor que se ia reunir no Campo Pequeno e dizia, com orgulho notório, que um seu filho, com elevado grau académico, iria estar presente na manifestação que envolvia a juventude.

Ficou para mim a clara convicção de que, perante os problemas sociais de que todos somos vítimas, não podem existir barreiras entre explorados.

Compreensivelmente, quem tenha filhos bem na vida, nem sempre compreenderá os filhos dos outros (ainda por cima manifestantes), por muito democrata que seja ou se manifeste.

Ou será que os jovens não devem usar esse direito constitucional?

Na vida, a melhor forma de avaliarmos estas coisas é vestirmos a pele dos outros, em vez de nos considerarmos donos de um umbigo mais valioso.

Para que não existam conflitos de gerações, a melhor forma é estarmos ao lado uns dos outros, porque eu quero os jovens ao meu lado.

Fernando Castelo

sexta-feira, 11 de março de 2011

PETIÇÃO SOCIALMENTE JUSTA
Está decorrer na Internet uma petição contra a nova taxa de esgotos de Sintra, depois dos SMAS – por força da solidariedade de votos entre a CDU e a Coligação Mais Sintra – terem sobrecarregado a factura dos consumidores.
Deve dizer-se que, certamente com elevado aumento nas receitas, a estratégia usada transferiu para os consumidores de água a antiga Tarifa Anual de Conservação de Esgotos – que era paga pelos proprietários dos imóveis.
À primeira vista a medida pode parecer razoável, mas atinge tais  exageros na penalização às famílias e ao comércio, que justifica a maior contestação, mesmo que a pílula seja doirada com alusões a tarifários especiais.
A tentativa de justificação com as “orientações da ERSAR - Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos” não colhe, mais parecendo que tudo resulta por culpa desse organismo. Tal como foi o processo de devolução das cauções...
Estranhamente, neste caso, não apareceu nenhuma "comissão de defesa" dos consumidores. Se não fosse a PETIÇÃO em curso, tudo parecia viver no melhor dos mundos. É a vida.
Para si, que pacientemente me leu até aqui, indico o endereço para subscrever a “PETIÇÃO”:
Grato pela sua dedicação.
Fernando Castelo

quarta-feira, 9 de março de 2011

SER OU ESTAR DE PRESIDENTE? UMA QUESTÃO…
Mais de uma vez, os sintrenses têm lido afirmações do presidente da Câmara que introduzem um tema pretensamente fracturante para a boa vida dos habitantes: ser ou estar de presidente.

Trata-se de um discurso variado e susceptível de ser entendido – no campo da psicopatologia – como denotando algum sofrimento, pelo que os plebeus sintrenses, tal como patrícios e aristocratas, com tal tema, devem sentir os cabelos em pé.

Lendo tais coisas, confesso a fraqueza, salta-me à memória uma pequena história ocorrida com o Palha, meu estimado companheiro de carteira no Manuel Bernardes.

Um dia, ia o Palha numa curva da estrada militar que ligava o Desvio à Pontinha, quando no meio da via estava um toiro que havia saltado do veículo transportador. O Palha, que sofria de estrabismo, logo viu dois animais, o que era e o que não era. Olhando à volta, o Palha também viu duas árvores, plantadas pela duplicação visual. Vai daí, a tragédia quase aconteceu quando o jovem fugiu para a árvore que não era e foi atacado pelo toiro que o era.

Valeu ao Palha um poço à beira da estrada e, rodando no espaço que era usado para movimentar a nora, conseguiu evitar a investida do animal.

Como é evidente, esta pequena história sem alcatruzes, pretende mostrar a importância ou o interesse que, para aqueles que desesperam pelas mais variadas carências, merecem as frases emblemáticas que tantas vezes nos fazem andar à roda.

Ser ou estar é imensuravelmente vazio quando preferimos fazer.

Fernando Castelo

terça-feira, 8 de março de 2011

ESTOU GRATO PELA SUA VISITA

Este modesto espaço é dedicado a quantos, empenhados numa sociedade mais justa, sentem que é preciso mudar muita coisa.

Sem dependências partidárias, mas não abdicando da luta política e dos direitos conferidos aos cidadãos, sinto que o espaço da verdade está demasiado corrompido por interesses e ambições pessoais.


Expostos a riscos de manipulação e tentativas de silenciamento ou controlo da informação, a grande maioria dos cidadãos desanima, deixando o campo livre àqueles que, após eleitos, rapidamente esquecem o prometido.

Aqui procurarei trazer, com linguagem simples – de um cidadão comum – algumas das realidades com que nos deparamos, para que as memórias não sejam curtas.

Pela minha parte, com mais ou menos arte, não existirão silêncios.

Conto consigo, ao meu lado, nesta caminhada.

Fernando Castelo