quinta-feira, 23 de março de 2017

SINTRA: BASÍLIO HORTA ESPERA O ÊXITO QUE SEARA TEVE...

Como Seara fechou a boca às hostes...

A vida recomenda que, em política, se tenham cautelas nas intervenções inflamadas, evitando-se cambalhotas causadoras de hérnias do hiato esofágico...com refluxo...

Qualquer coisa que cheire a crítica à gestão de Basílio Horta, tem levado alguns entertainers a puxarem da cartilha: - "O que foi feito nos últimos 12 anos?"

Seara sabia disso. "Os últimos 12 anos" eram ele, surgido em Sintra auto-referenciando-se como o "Careca do Benfica", numa simbiose de clubismo e eleitoralismo.

Saiu-se bem numa receita que nem sempre garante bons resultados pois o eleitorado está cada vez mais prevenido e cauteloso quanto a ligações desajustadas.

A (re)exploração subliminar do clubismo, divisor da sociedade, é um risco a pagar caro.

Viu-se numa TV de Clube. Moderador apresentando "Super convidado" e opinar "para mim é um privilégio porque estou entre o passado, o presente e o futuro de Sintra"!

No recente Jogo entre Fernando Seara e Basílio Horta, o clubismo foi pretexto para a política com banais encómios entre companheiros que saberão muito um do outro...

Pode dizer-se que Fernando Seara e Basílio Horta, se mereceram.

Fernando Seara, mais experiente nestas coisa televisivas e conhecedor das vaidades alheias, soube fazer-se louvar por Basílio Horta como poucos dos seus fãs o fariam:


"Um Presidente de Câmara que é eleito com maioria absoluta duas vezes é porque tem mérito, isto chega"
"Quando ele dá aquela orientação que já chega de betão, é uma orientação que salva muita coisa em Sintra, muita coisa"
"Como é que eu podia gerir hoje se ele não tem feito isso na altura?"
"Só espero ter o mesmo êxito que ele teve"

Seara, certamente a pensar nos entertainers a que Basílio Horta não terá sido capaz de aconselhar moderação...calou as hostes pela boca do próprio Basílio...

Seara estava vingado...pode pensar em regressar a Sintra...

...hostes e entertainers devem ter ficado perplexos. Que dirão agora?

Do Clubismo à "cunha" versus "empurrão democrático"...

Ao apreciarmos o programa JOGO LIMPO de 10 de Março de 2017, na Benfica TV (clique por favor, é giro o programa)  facilmente se sente a banalidade interventiva.

Sendo impensável que o outro candidato à Câmara de Sintra, mesmo se benfiquista, tivesse essa promoção, percebeu-se amplitude do jogo...não se via mas sentia.

"Unidos" no JOGO LIMPO pela "paixão pelo Benfica" disse Fernando Seara, acrescentando que "o Benfica nunca perde, de vez em quando é que não ganha"...

Basílio Horta juntou os sentimentos clubistas: - "A minha família toda, não tenho ninguém que não seja do Benfica". "Pai". Irmãos". "Filhas" e o "Maior benfiquista é o meu neto"..."Ah, e os meus dois genros, é engraçado, estava a falar só num"...

Basílio Horta entusiasmado: - ..."estão-me sempre a pedir bilhetes quando estão esgotados e eu estou sempre a meter cunhas, uma vez até ali ao Dr. Fernando Seara pedi, para virem aos jogos e para irem acompanhar o Benfica (...)".

Fernando Seara logo corrigiria: - "cunhas não...empurrão democrático"...

Em teatro teria caído o pano..."meter cunhas" era a última coisa que esperávamos.

"Empurrão democrático" ficará na história dos rigores públicos e privados.

Empurrão com algumas falhas

O entrosamento com a vida política preparava-se. Algumas hostes ou entertainers que esperam algo (sem "cunhas" ou "empurrões") esqueciam as suas cores clubistas.

Do Céu caíram Euros. "Despesa comprometida de 105 milhões". "No banco 82 milhões". Até a "Maior descida do desemprego em todo o país...23,9%"! Por aí fora....

Em três anos e meio foi Obra de Cofre. Quem suportou? Quem beneficiou?

Ficou sem se saber se a "Despesa comprometida" é para desenvolvimento sustentado, investimentos camarários reprodutivos ou com reflexos na economia futura.

Pensámos nas dificuldades Governamentais. Em Câmara pobres. Sintra parece outro Mundo. Outro País. Outra sociedade. Como foi possível juntar tanto dinheiro?

"Sintra era a única Câmara onde eu aceitava". Inigualável amor a Sintra...

Fantástica, quase comovedora pelo rigor irrevogável, a imagem que fica do político que saiu de líder da bancada do CDS porque "não seria yes-man de ninguém"...

Calou fundo o dizer "Foi um privilégio ser Constituinte", sem que qualquer dos outros intervenientes perguntasse se foi privilégio ter VOTADO CONTRA A CONSTITUIÇÃO.

Depois da Conversa em Família ficou o vazio por não citar os nomes a incluir na sua Lista Eleitoral, certamente todos "óptimos" e "excelentes". Uma falha de Basílio Horta. 

Estamos obrigados a esperar pelos próximos dias.






terça-feira, 21 de março de 2017

SINTRA: "SÓ TU ÉS POETA, SÓ TU SABES INSPIRAR"

SINTRA, "POETA" DO DOCE AMAR...


De janelas sempre abertas sobre o mar
Envolta na maresia fresca do Poente,
Sintra, de recantos que convidam a amar,
Lanças do amor, em cada dia, a semente.


Beijo-te de alto a baixo e sonho tanto
Entre as ameias do Castelo meditar,
Nos riachos, escutar a água no seu pranto
E ao lusco fusco nas veredas caminhar.


De verdes fontes brotam ninfas e o desejo
De entrega a seres míticos, com encantos
Que não se descrevem, como suave harpejo
Que nos cura a alma e nos limpa os prantos.


Em cima, o granito atrai as tempestades
que a Cruz Alta enfrenta e  faz respeitar.
Sintra, de séculos afrontando divindades
Que querem a tua luz, do Mundo ofuscar.


Sereno,  de manhã em contraluz, o Gigante
Está firme no seu posto: Lança empunhada,
Escudo aos pés, postura digna de Infante
Pronto a defender nossa Sintra Adorada.


Musa inspiradora de beijos e amores,
Teus mistérios no mundo sabes espalhar,
Dás-nos a vida, plena de doçura e flores,
Só tu és "POETA", só tu sabes inspirar.

21.03.2017

Fernando Castelo

Dia Mundial da Poesia



Para quantos amam Sintra, para quantos por Sintra encontraram os amores das suas vidas, para quantos por aqui passaram, tropeçando ou vivendo momentos felizes, esta nossa Homenagem e que ajude a serem felizes, mesmo que espalhados pelo mundo. 

Com fraterno abraço e Votos de um Bom Dia Mundial da Poesia.


sexta-feira, 17 de março de 2017

SINTRA, SR. PRESIDENTE, UM DIA COMO TURISTA E UTENTE (3)

Incapacidade de Bem Gerir um Destino Turístico 

Contamos com a paciência dos leitores e a sabida lhaneza do Sr. Presidente da Câmara (quase 4 anos de poder) por seguirem o convite de "Um dia como Turista" e "Utente".

Julgamos mostrar a Sua Excelência o desconhecido, pois, se assim não fosse, obrigar-nos-ia a outras dolorosas projecções sobre o conhecimento, quando quase diariamente surgem flashes sobre visitas aqui e ali, obras+obras+obras.

Felizmente, de Turismo nada sabemos, facto que nos ajuda a exigir um melhor futuro para Sintra e para os que nela vivem, tão iguais no Centro da Vila como nas Periferias.

Sua Excelência como Turista (e Autarca) sabe que arrastar o problema da concentração de viaturas no Centro Histórico, tem (maus) reflexos no Ambiente e na defesa da Serra. 

Os parques periféricos serão a melhor medida dissuasora das agressões, recorrendo-se a uma frota de viaturas mais ligeiras em permanente ligação, serviço que a Câmara Municipal deveria assumir na defesa dos interesses de Sintra e seu Turismo.

Então agora que, facilmente, todos nos apercebemos dos milhões disponíveis... 

Vamos levar Sua Excelência ao maior Parque Periférico Selvagem disponível para autocarros que transportam turistas visitantes de Sintra: - No Ramalhão: 

Em terra solta, com lama quando chove, em que mundo se encontra disto?

Tem um abrigo, para que os motoristas "descansem" até partir de novo

O estado do abrigo, a considerar em dias de chuva...

Um documento da Câmara Municipal de Sintra fixa regras...será prestigiante?

É disto que a Câmara promove (e a que custo) pelos Estados Unidos? Pela Europa? Até parece que se trata de promoções estranhas. De quem? Para quem?

Sabemos estar a incomodar Sua Excelência...que não sabia...a falta de tempo para estas coisas não pode ser invocada...vamos ajudar na resposta: - RESPONSABILIZE!

Na pele do Utente de transportes (que pode ser Turista)

As declarações do Presidente da Câmara (p. favor reveja) sobre a transportadora rodoviária preocupam pois podem ser lidas como estímulo a um serviço deficiente e menos consideração para com os utentes que são empurrados para a viatura privada.  

Iria arranjar problemas com a Câmara um operador de Cascais que tem na carreira 434 (da Pena) uma mina de rentabilidade (3€ por viagem) e os responsáveis pelo Turismo aceitam que muitos passageiros viajem de pé, aos tombos, pela Serra acima?     

Permitimo-nos sugerir que incumba alguém de lhe explicar os dados aqui publicados , que, em conjunto com as comparticipações camarárias para transportes escolares e elevados custos dos bilhetes, justificariam outra postura na avaliação da operadora.

Sem pachorra para louvar os neurónios de Sua Excelência, pedimos que estude a panóplia de tarifários de tal operadora, bilhetes que valem aqui e não valem ali, o consumo duplicado de bilhetes por transbordos nas ligações, os preços e muito mais.

Sendo uma Empresa Contribuinte Fiscal de Cascais, que aqui vem buscar altas receitas, talvez fosse exigível - para Turismo de Vizinhança - um corredor Sintra/Cascais. Ganhariam os dois concelhos...sem rivalidades serôdias.  

A defesa do Turismo de Sintra, a Defesa dos outros Utentes e Residentes, também passa pela melhor mobilidade...e essa exige medidas de Sua Excelência. 

O dia está chegando ao fim, com gosto lhe servimos de guia não credenciado.

Sintra precisa de Sintrenses que a conheçam e resolvam os seus problemas.




NOTA: Estávamos preparados para esta publicação, quando pessoa nossa Amiga e nascida em Sintra nos alertou para um vídeo publicado no Youtube, sobre a presença na BTL 2017. 

Independentemente de acordarmos ou não com a forma, o vídeo espelha a incapacidade de se saber gerir o Turismo de Sintra. segue o endereço: 

 https://www.youtube.com/watch?v=Hm_tX-Kd7r8


terça-feira, 14 de março de 2017

SINTRA, SR. PRESIDENTE, UM DIA COMO TURISTA E UTENTE(2)

Para a História do Turismo de Sintra

Quando Rui Silva era Presidente da Câmara de Sintra, foi apresentado o Plano de Desenvolvimento Turístico, documento de trabalho muito bem elaborado por competentes Técnicos e cujo coordenador foi o Arquitecto Carlos Manuel Lourenço. 

Se tivessem sido observadas as grandes linhas desse trabalho, quão diferente seria hoje o nosso panorama turístico sobre Recursos, Infraestruturas e Promoção Turística. 

Em 19 de Dezembro de 2008, o então presidente da Câmara celebraria uma "parceria estratégica" com a Associação Turismo Lisboa entregando-lhe as contrapartidas anuais do Jogo do Casino Estoril. O "plano estratégico para Sintra"...acomodou-se...

A Câmara Municipal, na defesa do seu padrão Turístico, deveria ter criado Um Pelouro único virado para a Qualidade e Controlo das ofertas aos Visitantes, novas Mobilidades, Defesa da Imagem e do Ambiente e Protecção da economia entre outras.

Se existisse, as licenças seriam controladas; os produtos previamente licenciados; locais fixados; regras de segurança com seguros para utilizadores; normas sobre ruído e poluição; eliminação da economia paralela da qual Sintra nada ganha.

A anarquia à vista de todos, em que qualquer possuidor de um veículo se faz operador e pode incomodar Turistas, fazer o barulho que lhe aprouver, estacionar onde entende, e explicar a história de Sintra, nem no terceiro mundo se verifica nos dias de hoje.

Ao contrário do que se verifica nos destinos europeus privilegiados, em Sintra não se sente a obrigatoriedade de Guias Locais, com a identificação bem visível.   

Como os Autarcas no poder não são nem cegos, nem surdos, compreenderão que, certamente sem o desejarem, estão a permitir este desagradável estado das coisas.

Continuação do "fantástico" turismo

Pela nossa parte, esvaziando de funções quem - eventualmente - se dedique a fazer print screen's de opiniões adversas, convidámos o Sr. Presidente da Câmara para, por um dia, ser Turista disfarçado, dar passos indispensáveis para saber como pulsa a vida.  

Felizmente Sua Excelência, ao disfarçar-se de turista e após resolver (sem auxílios externos) algumas necessidades básicas, optou por ir a pé até ao Centro Histórico. 

Estava o autor destas linhas (de escrita obviamente) a desenvolvê-las quando foi flashado com a página 7 da edição de 24 de Fevereiro de 2017 do Jornal de Sintra:



A notícia entusiasmou-nos. Em Queluz - admite-se - tornou-se preciso orientar turistas e residentes, dar-lhes banhos de imagem, não vão perder-se por outras paragens...

Sucede que o título do JS nos provocou algumas reservas: - No mesmo período, quantas vezes visitou o Parque da Liberdade, ali a 200 metros dos Paços do Concelho?

Turista atento, entra pelo Parque da Liberdade e fica estupefacto pelo abandono. Quer ler poemas que perpectuam Autores Sintrenses - merecedores do maior respeito - mas, por não serem recuperadas há anos, impedem-no de ler. Uma perda Cultural... 

Poema de Nunes Claro...que envergonha os sintrenses com vergonha por estar assim

Mais à frente, na Fonte do Plátano, apesar de tanto ter chovido...a fresca água não corre, mas não se vêem responsáveis que apurem onde está sendo feita a retenção.

Fonte do Plátano...

Sua Excelência - e muito bem - vestido de turista, boné de Yellowstone, sabe de Turismo e das "Feiras de Turismo da Europa e Estados Unidos" onde se promoveu Sintra. Perguntará: - A que Pelouro se deve este desaforo à História do Lugar?

Segue em frente. Como lhe promoveram Sintra como um lugar para sonhar e recordar, quer ver tudo o que é belo, calmamente, recolhido no silêncio dos sentimentos, mas...

...uma tralha de veículos azuis, amarelos, vermelhos, de três ou quatro rodas, de todo-o-terreno ou adaptados, de céu aberto, escapes barulhentos, rodando à sua volta como um enxame de abelhas asiáticas, assustam-no. Quer é regressar ao comboio.

Virados para cima ou para baixo, seja ou não proibido...tudo é ocupado

Sem uma placa a indicar o caminho para a estação da CP, disseram-lhe que "descesse"  e desceu...as Escadinhas do Hospital onde viu o que há muito não devia ser visto.

Estrutura montada por responsabilidade da Câmara em 2005 (próximo das eleições) para "embrulhar" as casas. Ainda lá continua sem que se sintam incómodos municipais

Descendo mais, Sua Excelência aproveitou para recolher imagens pouco ajustadas a um destino turístico que se promove lá fora: - Um antigo lavadouro no Rio do Porto

Aqui, onde a História conta, só o desleixo deixa a sua marca

Chegados aqui, perdemos Sua Excelência e pareceu-nos que rapidamente subiu a Rua. Talvez tenha chamado alguns responsáveis por este estado de coisas, recebendo variadas justificações...de uns "os últimos 12 anos"...de outros "os últimos 4 anos"...  

Sua Excelência, investido de turista, meditará se foi isto que o chamou a Sintra.

Infelizmente, de Turismo nada percebemos. 

Sabemos, apenas, que Sintra merece Sintrenses que a amem, vivam e defendam. 





Nota: Como esta página está longa, voltaremos ao assunto.